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Hataraki Man

Foi uma lufada de ar fresco no mundo do anime, é o que podemos dizer de Hataraki Man, uma série que fala sobre adultos e problemas de adultos, nomeadamente o problema da carreira e como a coadunar com uma vida pessoal.

Escrita e desenhada originalmente por Moyoco Anno (Sakuran, Sugar Sugar Rune), e serializada na revista Morning, Hataraki Man é considerado como Josei (manga e anime normalmente voltados para o público feminino adulto). Em 2006, teve uma versão animada de 11 capítulos a cargo do estúdio GALLOP.

A história centra-se numa mulher de 28 anos chamada Hiroko Matsukata que trabalha numa editora, e que por trabalhar tanto no departamente editorial os colegas de trabalho chamam-na de Hatarakiman, que significa “Super trabalhadora”. O anime mostra-nos também as vidas de outras mulheres que trabalham com ela ou com quem ela se cruza. Isto é interessante ao princípio, mas a vida a trabalhar num escritório não é exactamente estimulante, por isso ao terceiro ou quarto episódio já estava farta e com vontade de apresentar a minha demissão.

Não há personagens complexos, mas de certa forma são bastante realistas. Aliás, tinham mesmo que ser, pois se tencionam caracterizar pessoas reais com problemas reais há que fazer os personagens reais também.
O design das personagens é muito maduro e bastante original, o que torna a série mais refrescante em termos visuais. Esteticamente, a arte e a animação são razoavelmente sólidas.

As vozes ficaram a cargo de alguns dos seiyuu do momento: Rie Tanaka (Hiroko Matsukata), Atsuko Tanaka (Maiko Kaji), Eiji Hanawa (Shinji Yamashiro), Kazuya Nakai (Bun’ya (Bunsai) Sugawara), Kenyuu Horiuchi (Kimio Narita).

A música é interessante ao princípio e caracteriza bem o ambiente da série, mas acaba por se tornar repetitiva e cansativa passado algum tempo. Mas o que destacamos mesmo são os temas de abertura que foram interpretados por duas famosas bandas do universo j-pop. Falamos das PUFFY, que ficaram com o tema de abertura e as chatmonchy com “Shangri-La” (o hit da banda), para o tema de encerramento.

Como nota de curiosidade, Hataraki Man também teve uma adaptação dorama nos finais de 2007, e também com um total de 11 episódios, dirigido por Nagumo Seichi e Sakuma Noriko.

Embora não seja uma série revolucionária, este anime é sem dúvida um bom escape aos romances de escola secundária, e mais uma forma de conhecer um pouco melhor o mundo do trabalho no país do Sol Nascente.

Escrito por: Carol Louve

5 comments
  1. Rita de Cássia Lima do Nascimento

    Li só agora em 2020 a resenha , muito bem feita, na revista Neo Tokyo saiu uma feita pela Valeria Fernandes, que também foi legal, sinto que como não tenho a vida tão adulta não pegue o principal da série mas por outros Trabalhos dela são melhores para eu me cativar!

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