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Honzuki No Gekokujou: Shisho Ni Naru Tame Ni Wa Shudan Wo Erandeiraremasen

Que a temporada para o anúncio de novos animes já começou, isso já sabemos bem, o que desconhecíamos é que seriam lançados animes com enredos bastante peculiares, e que poderão cativar o público, precisamente pelo facto de retratarem temas pouco habituais, como é o caso de Honzuki no Gekokujou: Shisho ni Naru Tame ni wa Shudan wo Erandeiraremasen (本好きの下剋上 ~司書になるためには手段を選んでいられません~).

Escrito por Miya Kazuki e ilustrado por Yō Shiina, foi uma série publicada online entre Setembro de 2013 e Março de 2017, através da página “Shōsetsuka ni Narō”, tendo posteriormente sido adquirida pela “TO Books”, que publicou a obra em 20 volumes, desde Janeiro de 2015. A adaptação do Manga contou com a participação artística de Suzuka, sendo publicada via online através do site “Niconico Seiga”, entre Outubro de 2015 e Julho de 2018.

Produzido por  WOWOW, Genco, MediaNet, KlockWorx, flying DOG, BS Fuji, Yomiuri TV Enterprise, Happinet, Tokyo Animator Gakuin, TO Books, JTB Next Creation e estando a cargo do Estúdio Ajia-Do Animation Works, trata-se de uma Light Novel de género fantasia e quotidiano, lançada no Outono, a 3 de Outubro de 2019, em formato de televisão, com cerca de 14 episódios contabilizados, e já transmitidos, embora o último suscite a ideia de continuação. A música de abertura intitula-se “Masshiro” e a de encerramento “Kamikazari no Tenshi”.

Traduzido em inglês para Ascendance of a Bookworm, trata-se de um anime que me cativou, e falo com algum conhecimento de causa, pois tenho acompanhado sempre que possível o desenrolar da trama, e sinceramente, na minha opinião, é sem dúvida um excelente trabalho de animação.

Esta produção em particular suscitou-me imenso interesse pelo facto de retratar uma temática que também aprecio, Livros. Os Livros podem abrir portas para novos mundos, novos horizontes, aprofundar conhecimentos, tomar contacto com novas áreas e matérias de estudo.

De facto, os Livros são materiais tão abrangentes que podemos até viajar sem sair do lugar, quando sem darmos conta, pegamos num exemplar e começamos a folhear as páginas, sentindo entre os dedos a fragilidade do papel, um pedacinho de papel que cheio de letras, palavras e frases vai montando uma narrativa.


De facto, segurar um Livro é extraordinário, sentir a sua essência, saber que até ao resultado final existe todo um longo processo de feitura e composição e que este anime, vem sem dúvida realçar, contando assim, a história de uma menina chamada Motosu Urano que adora ler, pelo que estar rodeada de Livros é sem dúvida o seu maior sonho.

No entanto, quase alcançado o seu desejo de se tornar uma grande bibliotecária, Motosu Urano sofre um trágico acidente, e no seu último momento de vida, acaba implorando pela oportunidade de numa próxima reencarnação, poder voltar a ter livros em seu redor.

A ação da Fortuna é uma terrível incógnita, pelo que, sem que se adivinhe os planos do Destino, este poderá trazer surpresas, e não se esquecendo da suplica de Motosu Urano, resolveu trazê-la de volta, mas desta vez, no corpo franzino e delicado da pobre Maine, uma menina de 5 anos que vivia numa época completamente diferente, a Idade Média e que sofria de uma enfermidade rara e sem cura chamada de «Consumação», que pouco e pouco também a vai atingindo e debilitando.

Ora a Idade Média, ao contrário da Época Contemporânea, aquela em que todos nós vivemos, e até então a própria Motosu Urano, é um período de tempo bastante longínquo, que se inicia precisamente com o fim do Império Romano do Ocidente (século V d.C) e que em oposição aos tempos atuais, dificilmente se conseguem adquirir Livros, a não ser que se pertença a um elevado estrato social, isto é, que seja da Nobreza ou do Clero.

Ora Motosu Urano, ao despertar enquanto Maine vê os seus sonhos, provenientes da sua antiga vida inundarem-lhe a mente, e obviamente que o seu desejo por Livros acaba por sobressair. Percebendo que no seu “novo mundo” não existem Livros, ou que pelo menos, o seu alcance não é possível, nem acessível a todos, Maine entende que terá que arranjar uma solução para o seu recente problema.

Apesar das vicissitudes e dificuldades por que vai passando, Maine mostra uma enorme força de vontade, nunca se dando por vencida. Juntamente com outras personagens, que vão surgindo ao longo do enredo, como o caso de Turi, sua irmã, ou Lutz, um grande e verdadeiro amigo que se vai revelando ao longo dos capítulos, e que apesar de perceber certas diferenças e descobrir inclusive a realidade sobre a personalidade de Maine, alterações no seu modo de agir e de falar, nunca deixará de estar a seu lado para lhe dar suporte e assistência, sobretudo nas horas de maior aflição e angústia, nomeadamente dando-lhe força e coragem para enfrentar a doença e a concretizar a sua missão de fazer papel para assim poder criar Livros, Livros que possam contar sonhos e trazer felicidade a todos que os queiram ler, independentemente da sua condição social e monetária.

No início, o caminho será muito longo e árduo, mas quando se tem apoio, ajuda e amigos fieis e leais por perto, tudo o que possa parecer até então impossível, acaba por se tornar mais fácil de compreender e até mesmo atingível, sendo que o principal é ter fé e nunca desistir daquilo em que se acredita.

Escrito por: Mia Mattos

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