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I want to eat your pancreas

“Viver? vejamos. Viver… Significa ter laços com outras pessoas. Acredito que a vida seja isso. “
Se tivesse que retirar um momento deste filme para o retratar, penso que esta fala espelha bem as reflexões que nos tentam passar.

Apesar do nome sugestivo 君の膵臓をたべたい (leia-se Kimi no Suizō o Tabetai e que poderíamos traduzir na língua de Camões por Eu quero comer o teu pâncreas) este é um drama com uma história sobre a vida, muito embora logo no primeiro momento do filme sejamos confrontados com a morte.

Sakura Yamanchi, uma jovem como qualquer outra, extrovertida, alegre e muito faladora conhece um rapaz que é o seu total oposto, introvertido, passa o dia a ler os seus livros e não comunica com ninguém. Quando se conhecem, Sakura, devido a uma casualidade, conta-lhe o seu segredo, têm uma doença terminal e por isso resta lhe pouco tempo de vida.

Ao longo de mais de uma hora e meia de filme, vamos vendo o desenvolvimento desta amizade, por um lado uma jovem que sente uma normalidade perto do rapaz que, inicialmente, até a trata com alguma frieza e afastamento e por outro lado, temos um jovem que vai aprendendo a conviver com Sakura, com a alegria dela, com a sua doença e com a vontade de fazer daqueles dias, os seus melhores dias ao lado dele.

Lançado em 2018 pelos estúdios VOLN (Ushio and Tora e Karakuri Circus) e realizado por Shin’ichirō Ushijima, o filme conta com uma animação muito boa, os movimentos são simples mas estão sempre presentes, há sempre um elemento que se mantém animado, os desenhos têm um traço também ele simples, sem grande inovação ou trabalho mas que funcionam muito bem.

A banda sonora complementa muito bem o filme e o seu ambiente, as músicas são temas pop interpretadas pela cantora sumika, “fanfare” é o tema de abertura do filme e “Haru Natsu Aki Fuyu” a canção com que termina esta longa metragem, a lembrar e muito o que acontece com o filme de Makoto Shinkai “Kimi no wa” ou “Your name“ na versão internacional. Os instrumentais vão acompanhando os acontecimentos e as várias cenas, se o momento é tenso a música é tensa e se o momento é mais descontraído, então temos uma música mais alegre e mais rápida.

Como nota de curiosidade, I want to eat your pancreas surgiu como light novel em 2014 pelas mãos de Yoru Sumino, graças ao seu sucesso, teve não só direito a dois volumes de manga lançados no ano seguinte como também a um filme live-action em 2017 e que conta com a participação do menino bonito do cinema japonês Shun Oguri. A versão animada veio em 2018 como tínhamos referido anteriormente.

Apesar de ser, de um modo geral, uma história genérica com bastantes clichés a mistura, o final acaba por ser tentar surpreender. Para os mais sensíveis é possível sim que caia uma lágrima, mesmo não sendo uma obra prima nota-se o cuidado com que foi construído.

Já agora também convidamos a ler o artigo da mais recente light novel intitulada “At Night, I Become a Monster” (よるのばけもの – Yoru no Bakemono), do mesmo autor desta light novel que deu origem a este anime.

Escrito por: Filipa Neves

2 comments
  1. Mario Ferreira

    Vi pela primeira vez o filme live action quando estava na casa de um amigo no Japão, trata-se de temas bastante complicados e chorei quando leu o diário.

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