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Kannazuki no Miko

Por onde começar com este animé? Baseado num mangá homónimo que estreou em 2004, criado pela dupla Kaishaku (Hitoshi Ota e Terumasa Shichinohe), no final desse mesmo ano a narrativa foi adaptada para o ecrã em 12 episódios.

Apesar do número reduzido de episódios, Kannazuki no Miko (ou, em português, Sacerdotisas do Mês sem Deus) é uma história recheada de vários géneros – que à partida podem até parecer contraditórios –, drama e reviravoltas. Desde um pouco de mitologia, a laivos de fantástico e a elementos mecha, tudo acaba por resultar.

A acção tem início numa profecia antiga e num Templo na Lua. Chikane Himemiya (Sacerdotisa da Lua) e Himeko Kurusugawa (Sacerdotisa do Sol) descobrem que estão destinadas a salvar o Mundo da terrível ameaça dos Orochi (um grupo de discípulos de um Deus maligno).

Esta missão é desenrola-se em paralelo com um triângulo amoroso: Chikane (atlética, inteligente, bonita, em todos os sentidos perfeita) está perdidamente apaixonada por Himeko (desajeitada, insegura, a conjugação de todas as qualidades de uma personagem mais submissa); por sua vez, o coração de Souma Oogami (a versão masculina de Chikane, em termos de popularidade) está também entregue à Sacerdotisa do Sol.

O animé tem bastante potencial no seu todo; o estilo e qualidade de animação são bastante apelativos, bem como os cenários, a premissa da história, entre outras coisas, prometem que vamos ficar agarrados ao sofá. Contudo, fica aquém das expectativas. As personagens não estão tão bem desenvolvidas como podiam estar, acabando por desiludir pela sua falta de profundidade.

Há demasiado tempo perdido em determinadas cenas, que pouco acrescentam à parte mais relevante da narrativa. Outros elementos podiam ter sido explorados: o passado dos Orochi, as suas motivações e histórias individuais, e a ligação entre as personagens (em especial Himeko, Chikane e Souma).

Ainda que estes 12 episódios estejam bastante enriquecidos com os vários géneros e uma quantidade – quase – excessiva de história e informação, peca ao mesmo tempo pelo oposto.

Em algumas ocasiões, ficamos com uma sensação de incompreensão perante a acção de um personagem e algumas explicações são preguiçosas, deixando muito a desejar. Mas, no fim, Kannazuki no Miko mostra-se valer a pena do tempo que nos toma.

O animé foi produzido por Tetsuya Yanagisawa, estreando no Japão a 2 de Outubro de 2004, e os temas principais foram cantados pela cantora japonesa KOTOKO.

Escrito por: Isabel João

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