Quando lemos a sinopse deste anime podemos ficar empolgados se formos fãs de histórias policiais e de terror. No entanto depois de reparar melhor vi que na verdade é uma história que se enquadra no universo do mistério e fantasia.

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Ao início, assistimos ao desenrolar de uma relação lesbo-erótica, de contornos misteriosos e um pouco estranhos, que vem a culminar num acidente. A partir daí, viajamos para dentro de uma questão de quem matou quem e como, com relação com uma caixa, “A Caixa dos Goblins”. Um grupo de homens bem parecidos procura a resposta.

Infelizmente, o desenvolvimento desta história é errático e há um esquecimento da primeira parte do anime (as duas raparigas), sendo que acaba por ser difícil de compreender o que se está a passar. Isto poderia ser um ponto positivo se o lado policial fosse extremamente complexo e realmente nos fizesse pensar sobre aspectos relativos à natureza humana, mas nem a narrativa nem as personagens nos levam a fazer isso.

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Assim, torna-se simplesmente aborrecido e pouco importante, sendo que o meu único desejo acabou por ser que o anime acabasse e houvesse uma conclusão. Ao longo dos 13 episódios o anime alonga-se demais em aspectos que não são importantes para a história e perde rapidamente o foco quando se passa a dedicar mais sobre planos parados em cima das agradáveis caras dos senhores.

Falando disto, o design é CLAMP. Por isso, evidentemente, é toda a gente muito bonita. A arte é simples, dedicando-se – como disse – a planos muito sossegados. Por vezes há um uso interessante de perspectivas, o que poderá aterrorizar quem esteja um pouco mais concentrado no anime (o que me parece, sinceramente, bastante difícil… É demasiado aborrecido). As cores estão numa paleta escura que funciona bem mas que é demasiado comum em animes passados nesta época do pós-guerra, o que acaba por se muito pouco original e um lugar comum.

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Tanto o tema de abertura “Lost in Blue” como o de encerramento “Naked Love” são interpretados pela conhecida banda Nightmare e faz-nos lembrar aquele visual-kei que já morreu nos anos 90 apesar da banda ter sido formada a 1 de Janeiro de 2000. Os efeitos sonoros acrescentam ao ambiente soturno mas, mais uma vez, nada que não tenhamos visto no passado.

Mouryou no Hako (魍魎の匣) realizado Nakamura Ryousuke (que trabalhou em animes como Claymore e Death Note) e produzido pelos estúdios da Madhouse (que dispensa apresentações para qualquer fã de cinema de animação japonesa) em 2008 por pode ser um daqueles animes que será rapidamente esquecido, até mesmo dentro do seu género.

Escrito por: Carol Louve