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Star Driver

Um jovem misterioso é encontrado na praia de uma ilha. Os habitantes dessa ilha, aliás, os estudantes, estão envolvidos num estranho ritual em que conduzem e evoluem uma espécie de robots, os Cybodies. Para executar essa tarefa necessitam de umas máscaras especiais. Mas, de repente, o tal jovem misterioso da praia também tem um Cybody! E sem máscara! E numa série de épicas explosões, lutam uns contra os outros. Pelo meio, ficamos a saber um pouco mais sobre os personagens.

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Em termos narrativos, o ritmo é simples, uma espécie de “monstro da semana” em que o nosso Galactic Pretty Boy tem de lutar contra inimigos cada vez mais fortes e com diferentes especificidades. A história está cheia de conceitos misteriosos e apoia-se, sobretudo, no desenvolvimento das personagens. Estas são bastante simples, embora tenham personalidades vincadas e bem definidas.

Cada uma destas pessoas tem a sua história e as suas razões para estar envolvida com estes robots e ter de lutar, mas apesar de tudo nenhuma dessas histórias é especialmente fantástica, emocionante ou comovente. Acho que a série peca por ter demasiados personagens, sendo que quase todos são introduzidos logo no início, o que torna um pouco difícil manter a concentração nas histórias de todos e de cada um.

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O que mais me impressionou foi, sem dúvida, a animação. Em termos artísticos, no que respeita a cenários e a designs, temos um detalhe extraordinário, com um excelente uso da cor e brilho em momentos como a visualização do céu nocturno ou do mar. No design de roupas de personagens, por vezes as opções não foram as mais sábias. No que respeita à animação propriamente dita, temos sequências simplesmente extraordinárias, sobretudo nas lutas entre os robots, com coreografias muito bem pensadas e uma boa mistura de perspectivas, tanto das pessoas como dos cybodies.

Infelizmente, há utilização de algumas sequências em todos os episódios, aquelas da transformação, o que – embora se torne numa rotina não de todo desagradável – demonstra um pouco de falta de imaginação.

O anime é muito musical, existindo em todos os episódios utilização de vários temas vocais, cantados pelos personagens. Cada personagem tem o seu tema. Isto torna a série numa experiência muito divertida. Em termos musicais, temos dois temas de abertura “GRAVITY Ø” de Aqua Timez e “Shining Star” de 9nine
e também duas músicas de encerramento “Cross Over” e “Pride” interpretadas por 9nine e SCANDAL respectivamente.

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Com 25 episódios, Star Driver estreou na televisão japonesa entre o período de Outubro de 2010 a Abril de 2011. Takuya Igarashi realizou (Ojamajo Doremi Movie e Soul Eater) e teve a preciosa colaboração da empresa BONES (Cowboy Bebop: The Movie, Eureka Seven e Fullmetal Alchemist), um dos estúdios de animação com maior curriculum no mundo da animação japonesa.

No fundo, esta série é muito típica dentro do género shounen (estilo de animação mais direccionado para os rapazes), mas toda ela tem uma aura OTT que me agradou por demais. Gostei imenso e recomendo.

Escrito por: Carol Louve

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