Loading...
EntrevistasJogos

[Entrevista] : Pigmhall

Recentemente escrevi um pequeno artigo (que podem ler aqui) sobre 5 jogos da Konami publicados para o velhinho MSX. A saudade de jogar aqueles jogos foi tanta que decidi pesquisar o que se fazia actualmente para esta plataforma. E foi assim que encontrámos o ultra secreto Pigmhall ( www.pigmhall.net ), um criador de jogos retro, músico e que adora mangá com meninas de uniforme colegial. Trocámos umas mensagens que resultou nesta entrevista:

01. Tens muitos projectos diferentes, mas numa pesquisa o que encontrámos com mais referências foram jogos. Por este motivo começamos a entrevista a perguntar qual foi o primeiro jogo que fizeste e quando começou o interesse pelos retrogames?
Comecei a fazer jogos com o MSX há cerca de 30 anos. No inicio tentei portar o clássico Lode Runner para o MSX. Naquela altura, havia uma cultura de colocar a programação de jogos criados por programadores amadores em revistas. Eu costumava também fazer o mesmo, ou seja, mandar os meus jogos para as revistas.

02. Ao ver o teu portefolio vemos que és influenciado por jogos antigos. Qual é o teu jogo favorito ou sistema?
Então, o jogo favorito é o Lode Runner. Gosto tanto do jogo que fiz versões para MSX, PC-98, Windows, PalmOS, PocketPC, Android, Java applet e Pico-8. Gosto de jogos que possuem uma estrutura simples e várias técnicas de programação. Mas também gosto dos jogos: Lemmings e Populous. Noutro estilo de jogo, gosto dos “shoot’em up verticais” em especial a série Raiden. Nunca vi “pixel art” mais incrível do que no jogo Raiden Fighters. A cena de jogarmos contra um comboio blindado é surpreendente.

03. Quais são as suas ferramentas favoritas para criar jogos?
Há uns anos atrás, usei muito o Dark Basic Pro. Aprendi a lidar com gráficos 3D com a ferramenta. Também é útil para criar imagens de obras de animação. É bom poder fazer várias coisas com simples código. Actualmente uso o Pixilang, porque existe uma versão para smartphone Android e assim posso criar um jogo onde quiser. É bom poder criar algo quando e onde nos apetece.

04. Os jogos independentes são muito populares em todo o mundo. Até pensamos que  as grandes empresas estão a abrir algumas portas para este mercado. É isto o futuro dos videogames?
Os jogos feitos por grandes empresas são mais completos e complexos. Jogos independentes são frequentemente mais inovadores, por isso acho que ambos os caminhos são válidos mas não sei se será o futuro.


05. E a propósito, poderias dizer-nos outros jogos ou programadores independentes japoneses?
Nestes últimos tempos não tenho interacção com outros programadores.

06. Como criador, tenho certeza que já estiveste na Komiket, o maior evento da comunidade anime / manga no Japão. Podes contar-nos como foi a tua experiência?
Eu nunca estive nesse evento. Acho que notarão muita coisa quando realmente conhecerem o autor (neste caso eu).

07. Além dos jogos também fazes música. Como isso aconteceu?
Há cerca de 10 anos atrás, o anime mad era popular. É uma paródia e remix de anime vídeos. Tentei fazer um vídeo de paródia do anime Lucky Star. Usei o personagem de Tsukasa que aparece no anime. Criei um vídeo com a cabeça dela a girar, depois adicionei um som de um loop simples. Gostei de fazer este vídeo e comecei a fazer vídeos semelhantes. Depois naturalmente comecei a fazer música mais elaborada.

08. Quais são suas influências musicais?
MOSAIC.WAV, Ave; New Project, etc. São projectos de música electrónica e que nas suas produções usam sons e vozes de meninas kawaii. Fiquei chocado com as músicas “naif” e inexperientes. Mas eles influenciaram as minhas músicas.

09. Na tua página, também podemos encontrar alguma demoscene. Por que começaste a fazer?
Eu já não mexia num computador antigo há algum tempo. Comecei a usar o MSX novamente para exibir uma tela antiga semelhante a um computador em minhas obras de animação. Notei que  os computadores mais antigos são mais fáceis de sincronizar as músicas com as imagens. A música é simples para poder facilmente comunicar com o programa que desenha as imagens. Por isso decidi fazer algumas demos no MSX demos para experimentá-lo.

10. E há algum evento japonês de demoscene?
Eu nunca estive em eventos ligado à demoscene, mas existem alguns.

11. Também encontrámos na tua página  alguns esboços interessantes e alguns “anime characters”. Tens ideias para criar um criar mangá ou anime? E qual é o teu mangá favorito?
Pessoalmente gosto de anime/manga de meninas que vestem uniformes escolares. Eles são tão bonitinhos. Costumo ler os mangás de Ryouichi Koga, em especial a série 2×2 Shinobuden e que também teve animação na televisão. A história de meninas bonitas e criaturas estranhas trazem-me um sorriso para a minha cara.

12. Quais são os teus planos de curto e longo prazo? Podes revelar alguns para nós?
Actualmente a minha actividade principal é fazer animações. Depois gosto de os enviar para o meu Youtube e redes sociais.

13. O ClubOtaku é um site português sobre a cultura japonesa. Sabes alguma coisa sobre o nosso país?
Há muito tempo, os portugueses chegaram a Tanegashima. E eles introduziram as armas e o Kasutera no Japão. Ah!!! E também gosto de vinho português Tem um gosto bom.

14. Queres deixar algumas palavras para os leitores do ClubOtaku?
Eu recomendo interessarem-se por várias culturas

Entrevista por: Fernando Ferreira

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

Connect with Facebook

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Fica a saber como são processados os dados dos comentários.