Esta é uma daquelas notícias que eu jamais pensaria dar ou quereria dar… Hoje é um dia triste para o país do Sol nascente… Se existem Imperadores, Jiro Taniguchi é um deles e por ironia ou não do destino morreu aos 69 anos no dia em que se celebra a Fundação do Japão.

Nascido a 14 de Agosto de 1947 na prefeitura de Tottori (Japão), Jiro Taniguchi (谷口ジロー) começa a trabalhar como assistente de Kyota Ishikawa. Debuta no mundo do manga com Kareta Heya, que publica em 1970 na revista Young Comic.

De 1976 a 1979 publicou, junto com o argumentista Natsuo Sekigawa e uns anos mais tarde volta a trabalhar para produzir cinco volumes do manga Botchan no Jidai. Nos anos 1990 criou várias obras entre as quais: Aruku Hito (歩くひと), Chichi no koyomi (O Diário de meu pai – recentemente editado em Portugal na colecção Novelas Gráficas do Jornal Público), Kodoku no gurume (O gourmet Solitário), com guião de Masayuki Kusumi. Em 2001 desenha a série Ícaro a partir de textos de Moebius.

Jiro Taniguchi ganhou vários prémios pelo seu talentoso trabalho como mangaka. Desses prémios destacam-se o Prémio Tezuka pelo manga Botchan no Jidai, o Prémio Shōgakukan pelo livro Inu wo kau, e em 2003 o Alph’Art do melhor argumento no Festival Internacional de Cómics de Angoulême (França) por Harukana machi-e, obtendo também o prémio no ano seguinte com o mesmo livro no Salón del Cómic de Barcelona (Espanha).

Faleceu hoje (11 de Fevreiro) um dos grandes nomes da banda desenhada do Japão.
Hoje o Japão está de luto.