Depois do enorme sucesso nas duas consolas da Nintendo (NES e SNES), a bolinha cor-de-rosa decidiu aparecer também na N64 (Nintendo 64) que por sinal é uma consola que teve muito pouco sucesso em Portugal. Com um conceito diferente das suas versões anteriores a bolinha cor-de-rosa com olhos e de nome Kirby volta com uma história muito engraçada e infantil.
Certo dia, uma nuvem negra aparece e cobre toda Ripple Star, o planeta das fadas… A nuvem, chamada Dark Matter, deixou o planeta num caos e destruindo o Cristal das fadas em pequenas pedaços… Uma fada chamada Ribbon conseguiu escapar com o cristal, mas Dark Matter enviou 3 nuvenzinhas para perseguirem a fada, fazendo-a cair no Planeta de Kirby. Então o nosso “herói” rosa oferece-se para juntar novamente os pedaços e formar o Cristal gigante.
Com uns gráficos bem trabalhados e em alta resolução, Kirby adquire mesmo o formato de bola caso que não acontecia nas plataformas anteriores. Nada foi squecido neste jogo, as expressões faciais de Kirby estão excelentes, a risteza, a alegria, a surpresa, o suspense são algumas das expressões que o osso herói e nós sentimos enquanto jogamos, mesmo nas fases que não existem ialogos. Em várias fases do jogo podemos assistir a fantásticos mini-filmes.
O não uso total do ecrãn é um factor negativo deste jogo. Uma barra castanha na arte inferior do ecrãn serve de painel informativo indicando a energia, o número de vidas e os elementos que temos.
A jogabilidade de Kirby é perfeita, controlado apenas pelos botões direcionais (aqueles em forma de cruz) conseguimos levar Kirky a qualquer lado do ecrãn. Esta aventura é jogada no estilo “Side-Scrolling” com elementos gráficos 3D, mas com uma jogabilidade de 2D. Outro aspecto interessante é a imensa variedade de jogos que podemos ter de acordo com as combinações dos elementos.
Mas o que são esses elementos?
Os elementos são os poderes especiais de cada inimigo. Combinando esses poderes, que no total são sete (Raio, Gelo, Fogo, Bomba, Cortador, Pedra e Agulha) e usarmo-lo num inimigo, ficaremos ainda mais poderoso do que nunca!!! Por isso um dos objectivos do jogo é fazermos boas combinações de elementos.
Combinando com o ambiente colorido do jogo, a música de Kirby é bastante melódica e alegre. Mas aqui existe outro ponto negativo do jogo, apesar de existirem uns sons esqusitos nas situações onde os personagens não falam e comunicam apenas pelas expressões faciais, poderia ser mais trabalhado… só as melodias sabem-nos a pouco…
Sendo um jogo divertido e com bastantes variantes, devido á quantidade de variações de elementos que podemos fazer e dos mini-jogos, Kirby tem uma longividade bastante curta. Mesmo se tentarmos novas combinações e apanhando mais cristais tentando fazer uma pontuação melhor, isto porque podemos acabar os níveis do jogo com 50% concluído.
Como nota final, dizemos que Kirby é um jogo engraçado para passarmos uma tarde em que não temos nada para fazer.
Autor:Fernando Ferreira
