Criado por Buronson e Tetsuo Hara em 1983, Hokuto no Ken foi um manga shounen que influenciou para sempre o género e outros autores, como por exemplo Kentarou Miura(criador do manga Berserk) e Hirohiko Araki (criador de Jojo’s Bizarre Adventure). A maior parte das pessoas deve conhecer Hokuto no Ken pelo nome de Fist of the North Star o nome que foi dado ao OVA lançado em 1991 nos E.U.A. e Europa fora. Mas já houve vários jogos baseados em HnK e raramente bons, só para a NES e a SNES foram lançados 7 jogos cada um pior que o outro – o 5 foi simplesmente o pior RPG que já vi, mas tambem foi a Toei que fez os jogos, portanto não se poderia esperar muito.
Nas consolas da Sega os jogos foram melhores, e até foram editados fora do Japão embora com nomes diferentes : o da Master System recebeu o nome de “Black Belt” e o da Mega Drive “The Last Battle”. Talvez um dos melhores jogos de Hokuto no Ken foi o jogo de arcade Punchmania:Hokuto no Ken onde tinhamos dar socos na maquina, mas finalmente foi criado para a PSX um jogo que qualquer fã de HnK se pode orgulhar e por incrivel que pareça foi a Bandai que criou este jogo.
Hokuto no Ken: Seiki Suesuku Seishi Densetsu criado em 2000 pela Bandai este jogo foi talvez um dos melhores jogos baseados em anime da Bandai.
Vamos começar pela história : Em 199X o mundo foi desvastado por uma guerra nuclear e a humanidade perdeu o conhecimento da maior parte da tecnologia como por exemplo, as armas de fogo, embora ainda se possam encontrar algumas,(como é o caso de um dos irmãos do Kenshiro que usa uma caçadeira de canos serrados parecida com aquela que Mel Gibson tem no cartaz do Mad Max). Neste mundo onde as verdadeiras armas são as artes marciais,o nosso heroi Kenshiro utiliza a sua mortifera arte marcial chamada Hokuto Shinken para lutar contra a injustiça do mundo devastado.
Hokuto Shinken consiste em acertar os inimigos em pontos especificos no corpo chamados de pontos de pressão o que provoca varias reacções como por exemplo explodir por dentro (se calhar a palavra mais correcta é implosão) (Nota do Editor : É explosão, mesmo).
Como não sei japonês não percebo o que dizem durante as cut scenes mas mesmo assim sei que o jogo é mais fiel ao manga do que o anime,mesmo assim o jogo não tem toda a história do manga, o jogo acaba onde a primeira serie de anime acabou ou seja com a ultima batalha entre Raohl e Kenshiro ou seja são mais ou menos 200 episodios num só CD.
Gráficos:
Os gráficos para um jogo da Bandai estão muito bons mas mesmo assim podiam estar melhores, as texturas e os cenários têm uma boa qualidade mas o maior problema dos gráficos são os modelos das personagens.
As personagens mais importantes como o Kenshiro e o Toki têm bons modelos mas as outras personagens como por exemplo os inimigos mais comuns ou ainda pior os habitantes de uma cidade têm os pirores modelos chegando alguns a serem mesmo horriveis, ao menos existe uma grande variedade de inimigos embora ainda exista “pallete swap”, gostava tambem de deixar aqui uma pequena critica pessoal que não se pode considerar um problema, é que o jogo embora violento nunca consegue atinjir o nivel de gore que existe no manga mas tambem isso deve ser impossivel de se fazer numa PSX.
Jogabilidade:
Repetitiva mas divertida, pensem em Final Figth mas com sangue, se calhar é melhor pensarem em Splatter House, os golpes são simples e os combos limitados mas mesmo assim o jogo diverte, existe tambem uma especie de mini-jogo ou um combo mode que aparece quando contra-atacamos um inimigo de cor vermelha ou um Boss ou mesmo para acabar com um boss, onde temos de precionar os botões na forma indicada, depois podem ver os inimigos a inchar e explodir e se fizerem isso numa batalha normal ganhamos energia e a morte do inimigo cria uma onda de choque de sangue, sim de sangue, que afecta os inimigos mais proximos.
Também existe uma barra de defesa que vai crescendo quando defendemos um golpe e se chega ao limite o inimigo acaba com a nossa defesa e a nossa personagem fica tonta durante uns segundos.
O pior da jogabilidade é que cada personagem só tem em média meia duzia de golpes e quase todos se executam da mesma forma se carregarmos Quadrado e X ao mesmo tempo fazemos o golpe especial da personagem em algumas personagens como o Toki este ataque é um contra ataque em que Toki fica há espera que o atacem para depois contra atacar, no caso de Kenshiro é uma especie de chuva de pontapés, parecido com os da Chun-Li em Street Figther 2.
Outro problema é a câmara que ás vezes fica nos piores sitios dificultando um pouco as lutas e já foram demasiadas as vezes em que eu estava perto de um inimigo a começar a dar-lhe socos e não conseguir acertar-lhe por estar a um centimetro dele.
Som:
“Ai o Tori Modose” a opening do anime e do jogo é simplesmente linda, é uma daquelas músicas que fica no ouvido quando a ouço só me dá vontade de começar a espalhar justiça (com os meus punhos e berros dignos de Bruce Lee) pelo mundo devastado de Hokuto no Ken e claro proteger os fracos e oprimidos pelo caminho.
A qualidade sonora no geral é muito boa e talvez seja a melhor parte do jogo, as vozes são excelentes e as algumas músicas também, mas algumas perdem qualidade durante as fases dos combates.
Extras:
Quando acabamos o jogo ainda temos alguma coisa para nos entreter, como por exemplo um modo de batalha em que lutamos com as personagens que ganhamos no modo história se acabarmos um capitulo sem usarmos um continue e um modo onde podemos editar as cut scenes do jogo, neste modo podemos por as personagens durante uma determinada cut scene a dizer outras frases de quem quisermos por exempo numa cena dramática podemos por Kenshiro simplemente a gritar “A-TA” durante todo o diálogo.
Existe também um modo extra em que lutamos somente com os inimigos de cor vermelha em 5 rounds 30 segundos cada e para o desbloquearmos temos de acabar o jogo sem usar continues.
Resumindo para quem é fã do manga tem um jogo muito bom para passar o tempo, não o aconselho a quem queria um jogo de só para jogar de vez em quando porque o jogo tem muitas cut scenes e algumas muito longas e podem não gostar.
Na minha opnião o jogo merece um respeitável 7.0/10 mas se forem fãs de Hokuto no Ken o jogo tem uma pontuação muito maior simplesmente por ser o primeiro jogo verdadeiramente jogável de Hokuto no Ken pelas fantásticas cut scenes e tambem porque conseguiram meter perto de 200 episodios num só CD e conseguirem ser mais fieis ao manga do que o próprio anime. Só por causa disto o jogo leva dois pontos – 9.0/10.
Autor:José Matos
