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Agent Aika

Agent Aika é aquele estilo de OAV que nos fazer questionar a nossa própria existência. Mais concretamente, questionar porque é que estamos a ver esta série. Mas vamos começar do início…

O background é interessante. Um desastre ecológico levou os pólos a derreterem, inundando 95% da terra, e grande parte de Tokyo. Assim, o método mais comum de viagem tornou-se o barco. Claro que muita coisa ficou submersa no fundo do mar, tendo-se formado equipas de “Salvagers”. Aika faz parte de uma dessas equipas, e é uma das melhores processionais neste campo.
Vendo-se envolvida numa intriga sobre uma nova fonte de energia chamada “Lavos”, e é num momento critico que ela vai demonstrar o seu maior segredo. Mas, isto não interessa para nada, pois em menos de 30 segundos do 1º OAV, temos direito a uma visão do que será o elemento principal desta série:

Calcinhas.

Sim, como a peça de roupa interior feminina. Brancas, já que aparentemente foram a única variedade que sobreviveu ao cataclismo. E obviamente colocadas no seu dono. Enquanto que as primeiras vezes que a “camera” faz uma filmagem mais ousada, atrai alguns sorrisos (maioritariamente do publico masculino, suponho), nada nos prepara para aquilo que se segue.
Não há, praticamente, nenhum plano em que não apareça, nem que por breves segundos, um flash de branco. A isto não ajuda que tanto Rion, a companheira fiel de Aika, nem as hordas do exército feminino a que se opõem, usem mini-saias que falham em cumprir minimamente quaisquer propósitos de protecção.

Como se a tentarem derrotar um qualquer recorde de um livro do Guiness dedicado a más ideias para criar animação, podemos ver, em milhentas posições, partes inferiores de raparigas protegidas por, literalmente, quilómetros de tecido branco com lacinho opcional. Os japoneses tendem a chamar isto de “pachira” e passou de um fenómeno humorístico (usado por exemplo em “Lupin” ou de maneira recorrente em “Bia a Pequena Feiticeira”), para uma obsessão com o seu próprio género.

Bem, de qualquer maneira, não tudo é mau. Apesar de tudo há uma história mais ou menos interessante pelo meio (ditador com enorme dispositivo de destruição quer refazer a terra á sua própria imagem), qualidade de animação digna de um OAV de 1998 (ou seja, mediano), e musica que er. escapa. Mas o problema, infelizmente, é a concretização. Com momentos de acção muito espaçados, longas sequencias em que não acontece nada, um final absolutamente confuso, prestações esquecíveis e estereotipadas de muitas das personagens, e humor que raramente sai do sorriso amarelo, não há muita coisa para ser relembrada.

Uma série imemorável, a não ser que queiram mostrar aos vossos amigos até que ponto vai a fixação dos japoneses por este género. Pessoalmente e no mesmo estilo, recomendo Honono no Labiryth (Labirinto de Chamas), muito mais divertido, e cujos ângulos duvidosos são muito mais refreados.
Autor:Nuno Sarmento

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