Introvertido e com grande talento para a música, Kyota (vocalista) é o personagem principal desta história e que em conjunto com os seus amigos Jean (Teclista) e Shingo (Guitarrista) formam uma banda chamada T.L.S (ou traduzindo para português significaria Sinal de Trânsito) e ambicionam serem bastante conhecidos no mundo discográfico.
Tudo seria simples e relativamente fácil se Kyota não fosse um “mindbreaker” (pessoas que têm a capacidade e habilidade de maneja os 5 clãs e explorar os seus poderes ao máximo). Este poder apareceu em Kyota quando ele decidiu ser estrela de Jrock, simultaneamente começou a ter “visões” de confrontos e batalhas entra vários “clãs”.

Além destes clãs são formados pelo sexo feminino (wil-dom, ayarashiki e dark lore, todos os seus membros são monstros e bestas), existem outros clãs com outras caracteristicas e outros poderes, como é o caso das EGO (Evolution Girls Organization). Também vindo do espaço os “erasers” são outro dos clãs que habitam nesta história, e o seu objectivo é bastante claro, aniquilar a humanidade. Por fim, os “mind brakears” (clã formado por elementos do sexo masculino) dotados de uma grande força física e capazes de controlar totalmente os restantes clãs.
Aquarian Age não foi baseado num livro nem num manga como muita gente poderia pensar. A série é retirada de um jogo de cartas do tipo Magic, The Gathering e saiu no ínicio do ano de 2000. As cartas são desenhadas por “chara designers” conhecidos como por exemplo Koji Goto e Haruhiko Mikimoto. Actualmente ainda saem cartas das quatro séries e nós (jogadores) tomamos o papel de um “mind breaker” que pode utilizar cada um dos personagens para vencer o adversário.

Dirigido pelo já concentuado Yashimitsu Ouhashi (…) e com o resultado da parceria de três significantesestúdios de animação (Madhouse, Victor Enterteinement e Broccoli), Aquarian Age não desaponta no argumento nem no “chara design”.
Estreou no Japão em 2001, e foi transmitido pelos canais de televisão TV-Tokyo e AT-X. A lista de seiyuu também tem alguns nomes que vale a pena referir: Mayuko Aoki (que cedeu a voz de Yuna em FFX) e Mikako Takahashi que participou em duas séries: Full Metal Panic! e I, My, Strawberry Eggs.

Por detrás da banda sonora ficou Yuki Kaijura, que nos trás uma OST como raramente estamos habituados a ouvir. A riqueza de ritmos e as texturas musicais são bastante ecléticas. Aliás, nesta OST destacamos a música Prism do “opening” que é sem dúvida um dos temas mais bonitos destes últimos tempos.
Se tiverem oportunidade de ter acesso a esta série que passou quase despercebida não hesitem, pois estarão a ver um dos animes mais interessantes dos últimos anos.
Autor: Fernando Ferreira
