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Attack Number One

Os animes de temática desportiva sempre tiveram um êxito moderado no nosso país, quem não se lembra das fantásticas jogadas de Captain Tsubasa transmitidas pela nossa televisão. Mas desta vez, a modalidade escolhida é o voleibol.

Baseado no manga original Attack Number One de Chikako Urano, conta com a particularidade de ter sido o primeiro manga shoujo de temática desportiva que viu a luz do dia no ano de 1968. O anime foi criado nos anos 70, e é por isso que o seu character design e a animação, não sejam tão atraentes como outras séries do mesmo género mais actuais. No total são 104 episódios produzidos por Tokyo Movie Shinsha. O manga foi publicado entre 1969 e 1971 na revista para raparigas Margaret, recompilou-se em 12 volumes, mas nos anos 90 apareceu uma nova reedição em 8 volumes de formato de luxo, enquanto com o desenho, já podem imaginar que é muito “Anos 70”, que é provado com as roupas e penteados que se utilizavam nessa altura.

Em relação ao argumento, pode-se dizer que todos os animes/mangas desportivos seguem o mesmo padrão, num shoujo desportivo a protagonista é uma rapariga muito desportiva e que constantemente tenta superar-se a si mesma e aprender novas jogadas. As suas rivais são melhores em cada novo encontro e o instinto de superação está na ordem do dia. Também existem amores, mas são muito secundários ou autenticas anedotas.

A protagonista de Attack Number One é Ayuhara Kozue, uma estudante que muda-se para Tokyo por motivos de saúde e entra numa nova escola, o Fujimi Gakuen donde também estuda Tsumotu Ichinose, um parente e o seu primeiro amor. Desde o primeiro momento não consegue fazer amizades com as suas colegas de turma porque é considerada uma rapariga “má”. Como não a permite entrar na equipa de voleibol da escola por causa da sua má reputação e por ser amiga das alunas mais conflituosas da escola, decide fazer a sua própria equipa ensinando as suas novas amigas tudo acerca do voleibol e demonstrar a sua qualidade como jogadora. Finalmente consegue o seu objectivo e as duas equipas unem-se numa só, com as melhores jogadoras da escola e o senhor Shunsuke Hongo que foi o seu professor de Educação Física, decide treina-las para os campeonatos. Pouco tempo depois entra na equipa Midori Hayakawa, uma óptima jogadora muito individualista e déspota que acabara por regressar ao bom caminho e será a melhor amiga de Kozue.

O objectivo da protagonista é claro: Chegar a ser a melhor jogadora do Japão e para chegar ai não se importa de nunca mostrar os seus sentimentos (a imprensa chega a chamar-lhe “A capita do coração de pedra”). Os métodos que utiliza para treinar são muito duros (e selvagens), como golpear imensas vezes a bola contra a parede até chegar ao ponto de ferir as mãos. Conforme avança a historia, vemos como as raparigas que são inimigas dentro do campo, são amigas fora dele, ganham e perdem jogos e vão para melhores equipas. Kozue aprende e fica amiga das suas rivais, e naturalmente é escolhida para a selecção que participara nos Jogos Olímpicos, finalmente consegue realizar o seu sonho que é tornar-se na melhor jogadora do mundo.

Basicamente, é real como a nossa vida.
Autor:Bruno Pinto

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