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Kino no Tabi

Kino e Hermes são dois personagens de um anime que passou totalmente despercebido no ano de 2003, mas que no Japão teve algum sucesso. Inicialmente lançado como um romance em 2000 e que actualmente já vai na sétima edição, Kino no Tabi foi um grande sucesso literário escrito por Keiichi Shiguresawa.

Com elementos bastante simples Shuguresawa consegue criar uma boa história. Um personagem solitário mas de espírito aventureiro chamado Kino, uma mota apelidada de Hermes (uma “homenagem” ao deus grego) e um longo caminho a percorrer com bastantes lugares para visitar são os ingredientes para esta história.

Nada de especial pensarão vocês? Uma história banal como tantas outras dirão muitos outros. Tudo muda de figura quando dissermos que o segredo do sucesso desta história está no relacionamento de Kino com Hermes, uma moto que misteriosamente adquiriu vida e que consegue falar. Com uma amizade especial estes dois amigos vivem viajando por diferentes países, encontrando-se com os habitantes e mais do que isso tentam viver os problemas e as alegrias de cada país por onde passam.

Estes países são de alguma forma uma visão exagerada ao limite dos nossos países na vida real. Estranhos e sempre com uma aparência bastante tristes, os habitantes destes diferentes países são possuidores de uma característica comum que os tornam diferentes.

É só passado três anos desde o início da publicação que este grande sucesso japonês, Kino no Tabi (que traduzindo para português significa A viagem de Kino) têm uma versão em série televisiva no canal WOW WOW WOW, com o subtítulo The Beatiful World. A série estreou em Abril de 2003 e contou com 13 episódios sendo cada um de aproximadamente 25 minutos.

A cargo desta produção ficaram os estúdios ACGT, que além desta série também foi responsável por Adeus Legend OAV e Shin Hokuto No Ken (The Fist of North Star na versão em inglês). Na direcção ficou Ryoutarou Nakamura, que também tinha participado em Serial Experimental Lain e Sakura Wars.

Nakamura consegue conferir a Kino no Tabi um novo tipo de expressão e composição adequada à história, onde os elementos fantásticos e reais são misturados de uma maneira bastante interessante dando à história um ambiente “dark” e filosófica, mas ao mesmo tempo sensível e esquisita. Como “chara” designers foram convidados Kouhaku Kuroboshi e Shigeyuki Suga (conhecido pela sua participação em BoogiePop Phantom.

As vozes ficaram para a jovem seiyuu Ai Meada (Kino) que também já deu voz a vários anuncíos televisivos e J-dramas (nome dado ás “telenovelas” japonesas), assim como representou o papel de Kitano Shiori em Battle Royale 2 e para Ryuji Aigase (Hermes), que tem como papel mais conhecido ter dado voz ao Coronel MacDougal no filme de animação Spriggan.

Também a banda sonora desta série ficou nas mãos de Ryo Sakai, que tamém trabalhou nas OST de séries como por exemplo Ayashi no Ceres, Fushigi Yuugi Eikouden e Houshin Engi (Soul Hunters). A música varia entre o ambiental e o dark, dependo das situações que Kino vai vivendo ao longo da série. Também podemos identificar algumas semelhanças com a OST de Ayashi no Ceres.
Outro ponto a destacar da banda sonora de Kino no Tabi é a música do final da série que é interpretada pela seiyuu Ai Meada.

As viagens de Kino são aventuras fantásticas e recheadas de um realismo fantástico capaz de atrair qualquer pessoa. Facilmente comparamos esta história com a do Principezinho de Saint-Exupéry, mas deixando de lado a inocência. Kino e Hermes são “voyeurs” como nós, analizam os países que visitam sem que alterem de forma notória as vidas dos habitantes. É uma crítica à vida humana.

Não sejamos sonhadores, o mundo não é bonito mas a imperfeição é outro sinal de beleza. É esta a mensagem que Kino no Tabi nos deixa.

Autor:Fernando Ferreira

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