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Maria-sama ga miteru – Haru

Yep, é a sequela daquela série felpuda de que vos tinha falado, e é consideravelmente melhor que o original. As pequenas histórias que deram origem à série – da autoria de Oyuki Konno – foram a base para esta (e a anterior) série de anime e prolongam-se num recente OVA que continua a explorar as relações entre as raparigas.

A segunda série é uma continuação directa da primeira. Passa-se na Primavera, altura da Encontramos as raparigas a tentar ultrapassar o facto de que as Rosas vão para a faculdade, e como tal serão as últimas semanas de convívio do conselho de estudantes. Acompanhamos os preparativos para a cerimónia de final do ano e vemos Yumi, nos primeiros episódios, a esforçar-se por fazer o melhor desses últimos dias com as Rosas. As Rosas “en bouton” passam a ser as novas Rosas, e as suas “petite soeurs” passam a ser as novas Rosas “en bouton”. Naturalmente, são introduzidas meia dúzia de novas personagens, das quais destaco Noriko que das mais interessantes raparigas que este anime me mostrou. Da mesma maneira que Honey and Clover se focava mais em Takemoto na primeira série e na segunda já largava essa fórmula e passava a ser, digamos, sobre toda a gente, Marimite passa a ser menos sobre Yumi e mais sobre as raparigas em geral.

Vemos a história das antigas Rosas e como elas se conheceram e conheram as suas petites soeurs, mas é sobretudo Shimako, a nova Rosa Gigantea, que brilha completamente nesta sequela. O passado intrigante, e sua relação com Noriko são as melhores partes desta sequela, já que o final me pareceu um pouco exagerado.

Exagerado porque fiquei com a impressão de que o “drama” que Yumi e Sachiko protagonizam nos últimos episódios é um pouco despropositado e haveria maneiras melhores de voltar a colocar a relação delas em primeiro plano.

Fora isso, a animação continua fantástica, limpa e bem feita – talvez ainda melhor do que na primeira série – e a música continua a ser agradável. Simplificando: tudo o que era de bom na primeira série está igual ou melhor. Se já gostavam dessas partes do anime, vejam este.

O único problema que apontei à primeira série, a história, é mais trabalhada e dá a entender que tomar este anime como um slice of life sobre um conjunto de raparigas e não Yumi e o seu papel nesse conjunto é uma escolha mais acertada. Funciona muito melhor a dinâmina se não estiver centrada em Yumi, já as histórias que a envolvem são mais fracas do que as das outras personagens.

Melhor que a prequela, o que é um feito, Maria-sama ga Miteru: Haru é a continuação merecida de uma série que já por si era de valor. Espero pelo OVA.
Autor:Mafalda Melo

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