Megami Kouhosei (ou Candidate for Goddess) é uma série de ficção cientifica com um toque de comédia, que prima pela óptima qualidade na animação recheada de efeitos computadorizados que dão um aspecto ainda mais futurista à produção.
Apesar de não conseguir fugir dos inúmeros clichês e às personagens excessivamente estereotipadas, o andamento do anime não é prejudicado e a hístória é interessante e repleta de mistérios.
Foi produzido pelo estúdio Xebec e tem a assinatura de Yukiru Sugisaki, a mesma autora de D.N.Angel (2003). Estreou no ano 2000 no canal NHK, rendendo doze episódios mais uma OVA (que recapitula os factos) e até agora conta com seis volumes de manga.
Tudo começa no século 41, mais ou menos no ano de 4088, onde a humanidade depois do colapso entre os sistemas planetários que destruiu os seus quatro satélites, habita agora o único planeta que lhe restou, “Zion”, que deve ser protegido dos constantes ataques de criaturas chamadas “Victim”.
E como ecfetiva defesa, a raça humana construiu Ingrids ou Deusas, cinco poderosos robots que são pilotados pelos jovens mais capacitados e auxiliados pelas suas respectivas mecânicas, todos escolhidos em G.O.A, um instituto situado próximo a órbita de Zion, que serve como base de treinamento para os pretendentes a piloto, com objetivo de destruir todos que ameacem o seu último planeta.
Todos os pilotos precisam como principal requesito, possuir habilidades especiais que permitam uma interação com as Deusas, essa qualidade é chamada de EX. Como esse poder se esgota com o passar do tempo, diversos candidatos passam por intenso treino na esperança de um dia tornarem-se piloto.
E esse é o caso de Zero Enna, protagonista desta história que tem um forte EX que lhe confere velocidade, sofre enjôos com a falta de gravidade e cobiça uma oportunidade de pilotar uma das Deusas. Entra para o G.O.A. com o simpático Clay Cliff Fortran, amigo inteligente e perspicaz, porém um tanto medroso nos momentos de batalha.
Kizna Towrykm mecânica de Zero ajuda-o a tornar o seu sonho em realidade – tornar-se piloto. Heiad Gner, um “sujeito” frio de passado misterioso e sombrio, e é um rival de Zero principalmente por possuírem o mesmo tipo de EX.
E à medida que os episódios passam, mais personagens são apresentados, inclusive Teela, o único piloto do sexo feminino que não tem mecânica e que possui uma estranha ligação com Zero e Heiad.
Mas não me posso esquecer de referir os famosos clichês, sempre presentes e fáceis de identificar, principalmente ao ver robots de aparência semelhante ao ser humano que contêm espíritos no seu interior, podendo apenas ser controlados por adolescentes que tenham sincronização adequada e que acabam sentindo todas as sensações que o robot sente, isto lembra-me um “pouquinho”, “lá de longe” Neon Genesis Evangelion.
Megami Kouhosei pode desapontar alguns fãs por ter uma banda sonora que deixa muito a desejar, isto é, não chega para nos “embalar”.
De destacar alguns “seiyuu” que foram requesitados para esta série, Amano Yuri (Elise em “Vision of Escaflowne”) desempenha o papel de Teela Zain Elmes, Nagasawa Miki (Ibuki Maya em “Evangelion:Death & Ribirth” e “End of Evangelion”) é a mecânica Kizna, também destacam-se os dois “estreantes” Chiba Susumu e Yoshino Hiroyuki, respectivamente com os papeis de Hiead Gner e Clay Cliff Fortran. Para terminar o lote de “estrelas” Koyama Mami (Arale em “Dr. Slump” e Chiyoko em “Millennium Actress”) que é a narradora da série.
Ao longo dos vários episódios vamos nos aperceber que não é uma série de fácil compreensão, por não apresentar conclusões ao longo dos episódios deixando-nos assim com muito mais perguntas que respostas.
Assim, talvez seja necessário assistir mais do que uma vez a Megami Kouhosei para que mais facilmente possamos entnder os diversos acontecimentos. Mas não é por isso que deixa de ser uma série bem atraente e que se veja até ao final (ou até onde consiga chegar).
“Aqueles que possuem asas voarão nos seus sonhos”
Autor:Raphael Deway
