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Metropolis

Uma vez mais, o nome de Metropolis surge associado a uma magnífica produção cinematográfica. Este é mais um mergulho numa paisagem urbana futurista, mas bem diversa da versão de Fritz Lang ou da cidade que serve de poiso a um certo senhor de S no peito…

Trata-se da versão em animação há muito desejada de uma série de manga de Ozamu Tezuka, o pai do manga (com Tetsuan Atom, Kimba, etc.), trazida agora entre 10 a 20 imagens por segundo. E nada mais nada menos que pelas mãos dos mestres por direito próprio em manga e anime de Katsushiro Otomo (Akira, Perfect Blue) e Rintaru (Lodoss War OAV’s, X/1999, Pet Shop of Horrors TV).

Tendo em conta esta equipa de luxo, podemos sem dúvidas afirmar que este filme é um dos projectos mais ambiciosos da indústria do anime, superando sem esforço a da animação americana.

Tal como outras mega-produções ultimamente criadas, Metropolis é criado através do uso das mais recentes tecnologias de animação digital, misturando-as com desenho e animação tradicional, levando à criação de um nível de realidade “monstruoso”.

A história de Metropolis é aparentemente simples e recorrente: as máquinas criadas pelo homem tentam dominar o mundo, levando a uma eterna guerra entre o homem e a máquina. Os protagonistas são, porém, uma pequena menina que dá pelo nome de Tima e um rapaz que a ensina a estimar as coisas simples da vida, Kenichi. Várias circunstâncias induzem Tima a se tornar na líder dos robots de Metropolis, fazendo com estes se tornem a “raça” superior e dominante da cidade.

Metropolis é de uma beleza estonteante, poderosa, misteriosa, mas, fazendo jus ao espírito de Tezuka, tem sobretudo coração. Como sempre, uma lição humanista subjaz mesmo as fantasias mais negativas. Termino por deixar a minha nota de esperança em que este filme estreie nas salas de cinema, tal como aconteceu com outra super-produção recente, Mononoke Hime e que seja desta vez que um filme de animação japonesa – mais que merecedora – ganhe finalmente um Óscar…

Autor:Fernando Ferreira

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