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Muteki Kanban Musume

Estreada no ano de 2006, Muteki Kanban Musume é uma pequena série cómica de 12 episódios sobre as atribulações de uma rapariga de nome Miki Onimaru. Além de ser uma trapalhona empregada no restaurante chinês da sua mãe, nasceu dotada de um espírito indomável se provocado. Por isto, quero dizer que quando lhe sobe a pimenta ao nariz, ela distribui pancada a torto e a direito.

Tal característica teceu-lhe um grupo invulgar de pessoas à sua volta. A maior parte colegas de escola e que sofreram bastante devido ao seu temperamento. Porque sim, seja rapaz ou rapariga, não importa a idade, Miki Onimaru é invencível. A sua principal nemesis, neste caso, é Megumi, uma jovem, loira, elegante madame malvada de anime (sim, do género “oh oh oh oh” com o mindinho espetado), e que é dona da padaria do outro lado da estrada. Incapaz de a vencer em combate físico, ela tem uma revelação em infância que a tornou perita na arte de atirar erm, paus afiados. Dardos, se lhe quisermos chamar isso. O seu objectivo na vida é de vencer Miki no que quer que seja, de que maneira for, por isso, e de acordo com a sua natureza, passa a vida a tentar apanha-la desprevenida.

Adicione-se a isso, Ohta, um merceeiro com um segredo tenebroso (bem, nem tanto), Kankuro que voltou a cidade depois da universidade unicamente para vencer Miki, e mais uma pequena horda de personagens secundários, incluindo uma professora do liceu, uma protagonista de uma série televisiva, um cão e a sua dona, e a mais invencível que a invencível Miki, a sua mãe. E isto é mais ou menos, a ideia geral do enredo. Excepto que esqueci-me de mencionar que todos são idiotas chapados. Burros que nem uma porta.

Não é muito importante, porque em geral, Kanban Musume é um anime de paródia. Nomeadamente, paródia do anime de luta clássico, puxando de um reportório com dezenas de anos, e agarrando aqui e ali umas ideias, as vezes homenageando, outras vezes directamente copiando, para entretenimento do espectador. Como seria de esperar, há referências obscuras por todo o lado, que as vezes passam, outras entram e outras não fazem sentido de todo. A animação, como é comum nestas séries, é razoável, sem ser espectacular – sente-se que entrou pouco dinheiro, mas que foi para os orçamentos certos.

Logo, resta a questão, “É divertido?”. E a resposta é que é razoavelmente divertido. Há momentos geniais (como uma determinada personagem cujo problema é, digamos, uma cara de susto), e outras coisas não tanto (como episódios com um tom infantil que não aquecem nem esfriam. Transparece a potencialidade de algo muito melhor, mas que a própria fonte (um manga, de nome americano “Noodle Fighter Miki”) nem o tempo deixou propagar numa série adequada.

Não será, portanto, a animação que marcará a vida de uma pessoa, mas a simplicidade dos personagens, o par de ideias originais atiradas, e a curta duração das histórias (são duas por episódio!) cria uma sensação de um produto leve e que deixa boas memórias. Além disso, é o primeiro anime de sempre onde um personagem acusa outra de ser uma “emo girl”.

Autor:Nuno Sarmento

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