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Rinne no Lagrange

Conheçam Madoka Kyouno, uma rapariga de 17 anos suuuperrr energética, que adora ajudar tudo e todos. Como imagem de marca, anda sempre vestida com um fato de treino, e é a única a pertencer ao seu clube escolar, o Jersey-club. Porém a vida desta Sket-Dan ambulante sofre uma reviravolta quando de repente ela recebe um pedido de ajuda, por parte de Lan, para pilotar um robot. Motivada pelo seu desejo de proteger as pessoas da sua bem-amada cidade de Kamogawa, Madoka aceita pilotar o ressuscitado robot Vox para lutar contra uns extra-terrestres que vieram atacar a Terra.

Antes de mais esqueçam as bruxas, contractos, “magical girls” e Kyubeys! Embora a protagonista chame-se Madoka, não tem mesmo nada relacionado com a Madoka da serie: Puella Magi Madoka Magica. Senão todas pilotavam Kyubeys… Medo! Esclarecida esta questão, devo dizer-lhes que esta serie foi uma agradável surpresa. O início tem imensas semelhanças com a serie ZOMG lendária Shin Seiki Evangelion, que foi um dos motivos pelo qual continuei a acompanhar a luta destas três Meninas. Produzida em parceria nos estúdios Xebec e Production I.G com o apoio da… DUN DUN DUUUN Nissan, sim a Nissan que vocês estão a pensar.

Toda a serie, não passou de uma espécie de introdução, pois no ultimo episódio é revelado, que vão existir Ovas, uma segunda season (wowzers) e até uma peça teatral. Esta temporada de Rinne no Langrange não foi além de uma introdução, o que de forma alguma não é um ponto negativo. Aliás, assim podemos conhecer melhor o “background” das personagens e mundo em que estão inseridas. Mesmo assim asseguro-lhes que não vão faltar bons momentos. Até temos uma luta de Mechas que envolve baseball e “awkward music”, fantástico. Assim que no final contem com uma Girl-Version de Evangelion.

Em Rinne no Lagrange, todas as personagens são super carismáticas. Desde a adoravel: Madoka, passando pela Clueless: Lan, e terminando na Happy go lucky, mas com um passado trágico: Muginami (que também cozinha bolos deliciosos, huummm delicious Mugi’s cake). Até mesmo os personagens secundários, estão cheios de pontos fortes, notei é que todos os personagens masculinos, são um pouco “palermas” e que todas as personagens femininas são determinadas e inteligentes.

A OST (banda sonora) de Rinne no lagrange é provavelmente um dos pontos mais fortes desta série. A inclusão do estilo musical Eurobeat (it’s like an orgy in my ears!), dá um toque distinto e muito pessoal a esta obra, desde o Fantástico OP, até as cenas de acção, ou não fosse o mesmo compositor, o da serie de Videojogos Wartech senko no Ronde!.
O tema de encerramento embora que muito contagiante, não inclui Eurobeat, assim como a maioria das cenas dramáticas, em que o bom e velho som do piano dá conta do recado.

Deixando a OST, passamos aos actores que deram “vida à cidade” de Kamogawa. Kaori Ishihara, mais uma vez uma seiyuu muito jovem sem quase nenhuma experiência como personagem principal, pergunto-me estarão a “paving the way, for the new generation?”. Nada deixado ao acaso conseguiu na perfeição, transmitir tudo o que se pedia da pequena Madoka desde os muitos “Marus” até as cenas mais emocionais. Faaaaantastic. O resto das personagens também é interpretado, por seiyuus jovens e quase estreantes Asami Seto como Lan em que o papel mais extenso que representou foi o de Chihaya Ayase, da serie Chihayafuru, também em exibição ao mesmo tempo. E Ai Kayano como Muginami, a “Veterana” do Trio.

Como referenciado acima esta serie foi uma Produção entre dois estúdios, o que contrastou em alguns aspectos, pois notei que umas vezes animação muito fluída e personagens bem detalhadas, outras vezes um pouco feita a pressa, com surpresa notei que não foram usadas técnicas de C.G, mesmo tratando-se de um anime de natureza Mecha!

Em conclusão, Rinne no Lagrange, talvez não seja um anime de massas como Evangelion apesar de fazer um uso inteligente da simbologia tal e qual como a referida série da Gainax, e por isso poderá não agradar a toda a gente. Também o preconceito de ser um “Evangelion-girl like” pode afastar alguns espectadores, no entanto, quem visitar a cidade de Kamogawa, e os seus habitantes verá que a visita valeu a pena, tanto que certamente voltaremos a ver-nos em Julho de 2012!

Escrito por: Bruno Reis

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