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Yoru no kuni

Já não é a primeira vez que vemos um artista ou mesmo uma banda a recorrer à animação japonesa para fazer os seus videoclips. Um dos exemplos mais conhecidos foram os franceses Daft Punk, que pediram ao mestre Leiji Matsumoto para lhes fazer a animação.

No ano passado a cantora Aimer e o realizador Ryōsuke Sawa (a.k.a. Ryo-timo) do Studio Daisy, decidiram também criar uma curta metragem animada intitulada Night World (夜の国, leia-se Yoru no kuni) para acompanhar o álbum “Walpurgis” da cantora.

Aimer é conhecida pelo público mais jovem pelas interpretações de vários temas em bandas sonoras para animes, como por exemplo, Fate/Stay Nigth ou Bleach, entre outros.

A história de Yoru no kuni tem a sua acção num mundo nocturno, onde as personagens de cada episódio são transportadas e viajam no seu subconsciente quando não conseguem dormir.

Neste novo mundo encontram Yoru, um ser semelhante a um pássaro gigante que habita neste mesmo mundo e tem como objectivo fazer com que cada personagem encontre aquilo que verdadeiramente procura ou algo que as está a causar imenso sofrimento, preocupação, ansiedade ou mesmo algo que não conseguem simplesmente deixar partir.

Enquanto a personagem está a explorar o mundo noturno, com uma escuridão imensa, mas cheia de magia, nenhuma estrela brilha nos céus até que o objectivo principal seja cumprido. Depois, cada uma delas volta para o seu mundo, com uma nova visão que irá melhorar tudo à sua volta.

Esta “mini-série” de apenas três episódios (The 22 O’Clock Guide, The 26 O’Clock Search e The 4 O’Clock Letter, pela ordem dos episódios) dá, no final de cada episódio, uma pequena mensagem tentando deixar o espectador a pensar em como os nossos problemas por vezes são tão insignificantes e mesmo assim nos podem afectar, quer em crianças, adolescentes ou durante a nossa vida adulta.

Para além de uma animação que nos faz refletir e sonhar, conta ainda com um trabalho visual incrível e fora do habitual onde o uso das cores pastel e uma iluminação quente confere a esta série um ambiente nostálgico.

Tendo a crítica sido tão boa não ficou fora de parte a possibilidade de haver uma espécie de continuação, mas para já não passa de rumores. Mas que era muito bom uma continuação, lá isso era.

Em resumo, aconselhamos muito verem esta mini-série de apenas 3 episódios com cerca de 10 minutos de duração cada e de certeza que não se vão arrepender. Se não acreditam no que estamos a dizer basta visitarem o canal oficial da artista e verem com os vossos próprios olhos.

Escrito por: Alex Mota

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