Rie Qudan é uma romancista japonesa nascida em 1990 em Saitama, no Japão. Começou a escrever desde jovem e ganhou o seu primeiro prémio ainda na escola primária. Depois de terminar a universidade, trabalhou como assistente de laboratório antes de se dedicar à escrita.

Publica o seu primeiro romance em 2021, chamado Bad Music, e ganha um prémio importante para novos escritores no Japão. O seu segundo livro, Schoolgirl, foi finalista do prestigiado Prémio Akutagawa, e o terceiro ganhou outro prémio literário importante.
Sympathy Tower Tokyo, é o seu quarto romance e o primeiro da autora a ser publicado em Portugal pela Casa das Letras, uma chancela que pertence ao grupo Leya. O livro tornou-se um grande sucesso vencendo o 170.º Prémio Akutagawa, um dos mais importantes prémios literários do Japão. Rie Qudan vive no Japão e é considerada uma das vozes mais interessantes da literatura japonesa contemporânea.

É um livro que mostra uma visão diferente e crítica da sociedade japonesa moderna. A história tem a sua acção na capital japonesa num futuro não muito longínquo e gira em torno de uma grande torre construída com a ideia de mostrar “empatia” e cuidado com as pessoas criminosas. Porém, ao longo do livro, percebemos que essa empatia nem sempre é verdadeira.
A autora usa a torre como um símbolo e representa-a como a sociedade tenta parecer correcta, moderna e humana, mas muitas vezes ignora os problemas reais das pessoas. Os personagens mostram sentimentos de solidão, confusão e vazio, mesmo vivendo em uma cidade cheia de tecnologia e movimento. Isso cria um contraste forte entre o que é mostrado por fora e o que é vivido por dentro.
A escrita é simples, mas cheia de significado. O livro faz o leitor pensar sobre temas como justiça, culpa, compaixão e controle social. Não é uma história com muita ação, mas sim com reflexões. Algumas partes podem parecer estranhas ou frias, mas isso combina com a mensagem do livro.

Além disso, é interessante destacar o uso de cerca de 5% de inteligência artificial na criação do livro. A IA foi usada como uma ferramenta de apoio, ajudando em pequenas partes do processo criativo, como organização de ideias e estrutura do texto. O uso da IA combina com o próprio tema do livro, que fala sobre tecnologia, sociedade moderna e a forma como os humanos e sistemas artificiais convivem.
No geral, Sympathy Tower Tokyo é uma leitura interessante para quem gosta de histórias que fazem pensar sobre a sociedade actual. É um livro curto, diferente e com uma crítica clara ao mundo moderno.
Escrito por: Manuel Alves
