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Pachinko

Não se sabe ao certo a origem de um dos maiores passatempos japonês, o Pachinko (パチンコ em japonês) denomimação que só começou a ser dada a partir dos anos 30, anteriormente chamava-se Pachi Pachi (onomatopeia japonesa para o bater de pequenos objectos ou o estalar do fogo) devido ao som que a máquina fazia.

Este jogo surgiu como uma brincadeira para as crianças, apesar de alguns adultos também o jogarem. Foi proibido no ano de 1942. Voltou a ser permitido em 1946, sendo uma empresa em Nagoya que construiu a primeira máquina após a liberalização. Outra das versões para o aparecimento do jogo é que foi inventado nos Estados Unidos (Chicago) e que os japoneses fizeram uma adaptação ao jogo. Ainda existe a versão que o jogo foi inventado na Europa mais propriamente de França.

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Mas é a cidade de Nagóia (Aichi) que ficou conhecida como o local de origem do Pachinko-Ya (Casa Pachinko), sendo inventada ali a máquina que serviu de base às actuais. O inventor foi Takeichi Masamura (1906-1975), um comerciante de vidro e filho de uma família humilde de Gifu.

Em 1936, Shoichi Fujii, também de Nagóia, criou uma máquina da qual saiam bolinhas em vez de moedas. Fujii necessitava de vidros para as suas máquinas e foi assim que conheceu Masamura, que, em pouco tempo, abriu o seu negócio de Pachinko.

O Pachinko (Pachinko dai) assemelha-se a um cruzamento de uma máquina de flippers com uma “slot machine”, tem um painel com vários obstáculos criados por pinos e mecanismos eléctricos e o jogador vai assistindo de forma passiva ao desenrolar do jogo. O jogador controla apenas a velocidade com que as pequenas bolas são lançadas para o “labirinto” electrónico.

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Para começar a jogar o jogador tem que comprar uma quantidade de bolas de metal (as pachinko dama) e lança-as para dentro da máquina esperando que estas entrem em locais específicos para dar mais e novas bolas e assim continuar a jogar. Com as bolas novas o jogador pode continuar a jogar ou trocá-las por prémios. Ultimamente, a maioria das máquinas de pachinko têm mecanismos eletrónicos, sendo chamadas de dejipachi.

Este misto de jogo de azar com entretenimento é actualmente jogado por pessoas de diferentes idades e sexos. Mas por ser uma espécie de jogo de azar, o Pachinko é definido pela lei chamada fuutekihou, lei essa que regulamenta negócios relacionados a moral, como são os casos de centros de diversão que desperta apreensão quanto a excitar o desejo de jogar dos clientes. Esta lei proíbe que as casas de pachinko troquem os prémios por dinheiro, por isso o Pachinko tecnicamente não é um jogo de azar. Os prêmios comuns são: cigarros, maquiagem, comidas, gravatas, CDs e DVDs.

Para alguns sociólogos, o Pachinko é considerado um problema social japonês. Existiram casos de praticantes de pachinko que tiveram ou têm problemas familiares por causa de empréstimos que fazem para jogar e continuar o seu vício. Houve também sucessivos casos de pais de deixaram seus filhos dentro de automóveis para jogar e as crianças morreram desidratadas ou por insolação.

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No Japão, o mercado de Pachinko cresceu a níveis industriais com lucros de 18 trilhões de ienes (aproximadamente 180 milhões de dólares). As máquinas de Pachinko ficam em salões de jogos que estão espalhadas por todo o país. Qualquer pessoa consegue reconhecer facilmente estes salões de jogos, porque são bastante luminosas e coloridas. No seu interior o som é alto e o ar é bastante bastante poluído com o fumo de tabaco, isto porque parece que é condição “sine qua non” que todos os viciados em Pachinko são fumadores sejam eles mulheres ou homens.

O Pachinko é quase considerado um “desporto” nacional, isto porque segundo consta já existem jogadores profissionais deste “hobby”, ou seja, passam o dia inteiro a colocar bolinhas dentro de uma máquina.

Escrito por: Fernando Ferreira

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