A Square consegue resgatar a grandeza da serie SaGa depois do fracasso do primeiro SaGa Frontier, trazendo para o Playstation mais um RPG incrível!
O enredo do jogo inicia-se com o nascimento do Gustave XIII que deveria ser o sucessor do trono, até ao dia em que ele se submete a cerimonia do “Firebrand” onde fica evidente que ele não possuía anima (uma energia magica que existe em “todos” os seres vivos e até mesmo em objetos inanimados, sendo também considerado como a alma das pessoas) e não poderia ser herdeiro do trono. Ele é então exilado com sua mãe e começa a sua jornada para descobrir até onde ele conseguiria chegar sem anima, eventualmente mudando uma era, trazendo paz e mostrando que não se precisa de anima para se fazer o que quer, o enredo de Gustave XIII é cercada de tragédias, discriminações e “complots”. O jogo também traz a historia da família Knights, começando com Will Knights, um jovem “Digger” que perdeu os pais de uma forma misteriosa, na sua tentativa de destruir um “ovo magico” com poder de controlar as pessoas que o seguram, missão passada de geração em geração á família.
O enredo dos dois se intercalam em diversos momentos e para terminar o jogo deve-se terminar com os dois personagens, podendo escolher qual evento você quer participar no mapa, o mau disso é que não se pode visitar qualquer cidade a qualquer hora que quiser como nos outros RPGs . O melhor dos enredos é que acompanhamos a vida inteira dos personagens e até mesmo os seus descendentes! A única coisa estranha é que na maioria das cidades os personagens que ficam vagando pela tela nunca mudam e nem se quer mudam suas frases, muito estranho……..
Na minha opinião esse é o segundo melhor enredo de um RPG para PSX perdendo somente para o Xenogears!
As lutas estão muito parecidos com o primeiro SaGa Frontier, os inimigos são visíveis no ecrã e quando se esbarra em algum inimigo o ecrã muda para um cenário onde a luta ocorrerá, onde se deve escolher as acções de cada personagem e a acções ocorrerão dependendo da velocidade dos golpes podendo se unir golpes diferentes dos personagens para se formar combos, inclusive podemos fazer combos até mesmo com os inimigos. Ainda há algumas novidades, alem do combate de “equipa” podem ocorrer lutas de 1 contra 1, onde a tela ficará com um zoom maior se pode escolher 4 golpes simples por vez para se executar as acções relativas, e de novo, fazer combos dependendo da seqüência de golpes escolhida. Também há lutas entre exércitos que ocorrem como se fosse um tabuleiro onde se deve movimentar cada tropa e quando duas tropas adversarias se encontrarem o ecrã muda para o combate convencional para se decidir o vencedor.
As habilidades dos personagens também estão presentes nesse jogo, mas de forma um pouco diferente, para se aprender alguma habilidade devemos usar golpes comuns ou especiais, mas quando qualquer personagem aprende um golpe ou magia qualquer outro personagem poderá equipar essa habilidade. Para se equipar alguma magia o personagem terá que ter equipamentos com o elemento necessário para se realizar a magia.
Neste jogo há ainda um menu onde se poder escolher o estilo de luta do personagem para deixa-los mais forte no corpo a corpo, nas magias, nos combos e por ai fora! Finalmente, os personagens não possuem leveis como nos outros RPG, os status dos personagens sobem independentemente e as habilidades com armas ou elementos sobem a medida que são usados.
Com cenários 2D feitos a mão esse jogo faz pensar se realmente vale a pena que todos os novos sejam feitos com polígonos. Todos os cenários estão muito bonitos, todos feitos com tons de aquarela. O personagens até que estão com boas animações. O local onde ocorre as lutas são feitos em 3D e os personagens são em sprites 2D.
As musicas, como se era de esperar de um jogo da Square, são excelentes e encaixam perfeitamente em cada momento do jogo. O efeitos sonoros também estão bons, mas como sempre a Square não usou nenhuma voz no jogo….
Com certeza este é um jogo que nenhum fã de RPG deve deixar passar! Trazendo de volta a tona a serie SaGa, fazendo até esquecer o fiasco que foi o primeiro SaGa Frontier.
Autor:Jeff Bogard
