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City Hall

Imaginem um mundo onde tudo o que se escreve em papel pode ganhar vida… E se esse papel, que já estava desaparecido há mais de 200 anos, fosse parar às mãos de Black Fowl, o maior criminoso do século? Como se costuma dizer, situações especiais exigem medidas excepcionais… É com este pensamento que a Polícia de Londres irá contratar os serviços de duas das melhores canetas de Londres: Júlio Verne e Arthur Conan Doyle. Curioso, não é?

É esta a premissa de “City Hall”, um OML (Original Manga Language, nome dado às histórias de banda desenhada estilo mangá criadas por autores não japoneses), escrito e desenhado por dois franceses Rémi Guérin e Guillaume Lapeyre, respectivamente. Foi publicado pela primeira vez, em Junho de 2012, pela Ankama Editions e é composta por sete volumes.

Assim que começamos a ler este primeiro volume, vêm-nos algumas coisas à cabeça. Uma delas é a comparação que podemos fazer com o grande e icónico Death Note, mas, neste caso, os cadernos têm um efeito inverso: em vez de matar, eles criam vida. A esta analogia inversa junta duas grandes mentes, como as opostas no mangá da dupla Obata e Ohba, mas que agora trabalham do mesmo lado. Depois adicionamos uma pitada de Attack on Titan, porque isto tem criaturas gigantes e, para dar um toque diferente, temos a representação juvenil de figuras icónicas e famosas do mundo da literatura de ficção. Condimentos mais do que suficientes para termos uma série, no mínimo, cheia de acção e aventura.

A arte de “City Hall” é muito bem desenhada, com boas cenas de acção e caracterização das personagens. O uso de linhas finas e refinadas trazem à história imensos detalhes e criam dinamismo à obra. O desenho dos cenários e backgrounds também são muito bons e para quem gosta do estilo steampunk ainda recebe uns pontos extra.

O argumento é definitivamente um dos maiores pontos fortes do mangá. Temos acção, aventura e investigação policial, seguimos a história a 200km/h a ponto de nos surpreendemos por termos lido o volume tão rápido.

Apesar de ser classificado como mangá (pelo desenho e pela disposição das vinhetas), é fácil de encontrar a influência da Banda desenhada na obra. Por isso, penso que poderá ser uma mais valia para “apanhar” outro tipo de público.

Quanto à edição da Gradiva, temos aqui um primeiro volume idêntico ao volume da edição francesa, ou seja, temos um mangá com sobre-capa, o mesmo tamanho e até penso que o tipo de papel é o mesmo.

Em suma, “City Hall” é um título que merece ser conhecido e muito mais ser lido. Temos a certeza que esta série vai-vos surpreender pela positiva. Por isso não esperem mais e vão já procurar o primeiro volume.

Escrito por: Fernando Ferreira

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