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Wingman

O nome de Masakazu Katsura é conhecido entre os fãs de manga pelas bonitas personagens femininas em fato de banho. Depois de ter desenhado um conjunto de histórias curtas e ainda antes de ser conhecido pelas suas “meninas” de corpos esbeltos e bem delíniados, Katsura cria a sua primeira “grande” obra, Wingman.


Yume No Senshi Uwingu Man (literalmente, Wingman, o guerreiro dos sonhos) foi publicado durante 3 anos (1983-1986) ao longo de 13 volumes com mais de 200 páginas cada na revista Shoukan Shounen Jump da Editora Shueisha, e pouco tempo depois de publicados alguns volumes teve que competir com o manga com mais sucesso da década, Dragon Ball.

Masakazu Katsura e Akira Toriyama, o autor de Dragon Ball já se conheciam à algum tempo e eram amigos tanto que em algumas páginas de Wingman aparece uma homenagem ao “Senhor Mayarito” (que se repararmos com atenção não é mais do que o nome de Toriyama ao contrário).

A história é simples. Kenta Hirono, um estudante de liceu é fanatico por super-heróis do estilo Tokusatsu (Ultraman e Power Rangers), e por causa desse gosto costuma disfarçar-se de Wingman, um super-héroi criado e desenhado por ele para defender e manter a justiça na escola. Mais do que ninguém ele pensa que esta é a sua missão, apesar da professora Matsuoka não achar muita piada que um aluno seu faça um papel tão rídiculo.


E assim vão passando os dias de Kenta, até que um dia aparece uma rapariga chamada Aoi vinda do céu, e oferece a Kenta um Dream Note (Caderno dos Sonhos). A partir de agora, tudo o que Kenta escrever naquele caderno se transformará em realidade. Sem dúvida que foi um excelente presente porque assim poderá transformar-se verdadeiramente em Wingman. Kenta desenha detalhadamente no seu caderno dos sonhos o fato e explica todo o processo de transformação em super-herói quando grita a palavra “Heshin” (transformação), no seu caderno também detalha as técnicas de combate e do arsenal disponível, que com o passar do tempo vai aumentando.

Mas nem tudo corre bem com os poderes também chegam os problemas, e Kenta tem agora a responsabilidade de salvar os habitantes do mundo de Aoi, contra o tirano Rimel. Ao longo da obra aparecem novos inimigos e algumas personagens interessantes. Mas tudo isto acontece quando Kenta está a lutar.

Porque no “mundo real” ele continua com os estudos e com os seus amigos do clube de tokusatsu, Kumiko Fuzawa, uma aspirante a paparazzi, a sua querida Miku Ogawa e ainda Momoko que juntas ajudaram também Aoi e Kenta na luta contra Rimel.

Nesta obra ainda não encontramos o grafismo de Katsura que conhecemos de obras posteriores, mas nota-se ao longo do manga uma evolução no traço principalmente nos volumes de 1 a 5, além do mais não podemos criticar ou reprovar o estilo de desenho, isto porque, a maioria dos mangakas da época tinha o mesmo estilo de representação como era o caso de Touch, de Mitsuru Adachi.

A narrativa é fluída, correcta e encontramos em numerosas ocasiões a genialidade na organização das páginas que o autor começava a demonstrar.


Estamos perante uma história na melhor tradição de “Ultraman”, mais “heróica” que D·N·A². Katsura criou uma história séria e com alguma profundidade, mas não esqueceu o lado cómico e divertido que costuma dar aos seus trabalhos. Um manga a ter em conta, para quem gosta do género Tokusatsu ou é fã do Mazakazu Katsura.

Autor: Fernando Ferreira

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