{"id":18684,"date":"2014-12-18T21:53:41","date_gmt":"2014-12-18T22:53:41","guid":{"rendered":"http:\/\/www.clubotaku.org\/niji\/?p=18684"},"modified":"2016-07-22T06:22:47","modified_gmt":"2016-07-22T07:22:47","slug":"o-pais-dos-matsuris","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.clubotaku.org\/niji\/socie\/o-pais-dos-matsuris\/","title":{"rendered":"O pa\u00eds dos Matsuris"},"content":{"rendered":"<p>Os japoneses s\u00e3o mais conhecidos pela sua faceta de trabalhadores compulsivos do que como um povo especialmente divertido. No entanto, \u00e9 prov\u00e1vel que o Jap\u00e3o seja o pa\u00eds que mais festivais (<em>matsuri<\/em>) celebra durante o ano. Diz-se at\u00e9 que em qualquer parte do pa\u00eds, seja qual for o dia, decerto haver\u00e1 um festival. H\u00e1 matsuri de \u00e2mbito nacional, mobilizando milhares de pessoas e outros que mobilizam pequenas comunidades; h\u00e1 os que duram dias e os que duram somente horas; h\u00e1 os que acompanham celebra\u00e7\u00f5es rurais e os que acompanham celebra\u00e7\u00f5es urbanas; h\u00e1-os solenes e h\u00e1-os divertidos.<\/p>\n<p>A faceta s\u00e9ria e perfeccionista dos nip\u00f3nicos, todavia, tamb\u00e9m se manifesta nos <em>matsuri<\/em>. Estes s\u00e3o ami\u00fade trabalhosos e elaborados, fazendo prova de uma extrema exig\u00eancia est\u00e9tica. Transpiram esfor\u00e7o e, muitas vezes, celebram o esfor\u00e7o. S\u00e3o uma exibi\u00e7\u00e3o espectacular de cor, s\u00edmbolos, trajes, antiqu\u00edssimos ritos. E s\u00e3o, sobretudo, uma forma de venera\u00e7\u00e3o, um encontro feliz do povo japon\u00eas com o divino. A palavra matsuri deriva do verbo matsuru, que significa precisamente venerar, adorar.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-18686\" src=\"http:\/\/www.clubotaku.org\/nijiwp\/wp-content\/uploads\/1959.jpg\" alt=\"1\" width=\"640\" height=\"290\" srcset=\"https:\/\/www.clubotaku.org\/nijiwp\/wp-content\/uploads\/1959.jpg 640w, https:\/\/www.clubotaku.org\/nijiwp\/wp-content\/uploads\/1959-300x135.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 640px) 100vw, 640px\" \/><\/p>\n<p>Originalmente, os <em>matsuri<\/em> eram uma pr\u00e1tica xinto\u00edsta, mas acabaram por incorporar ritos ligados ao calend\u00e1rio de origem budista e chinesa. Elementos budistas e xinto\u00edstas est\u00e3o vulgarmente presentes em qualquer um deles.<\/p>\n<p>Os <em>matsuri<\/em> ocupam um lugar de honra na vida dos japoneses e contribuem para a sua forte identidade espiritual. S\u00e3o ocasi\u00f5es nas quais comungam com os seus deuses e esp\u00edritos ancestrais; nas quais reconhecem um passado comum que recua at\u00e9 tempos m\u00edticos; nas quais celebram a natureza e o renovar incessante das esta\u00e7\u00f5es, que s\u00e3o excepcionalmente marcadas no pa\u00eds; e, providenciando uma pausa no trabalho e na vida regrada do dia-a-dia nas quais, s\u00e3o ocasi\u00f5es nas quais as fam\u00edlias e os vizinhos se divertem, reafirmando la\u00e7os comuns. O facto de os japoneses conseguirem manter vivas tantas tradi\u00e7\u00f5es deve-se, em grande parte, a estas celebra\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Muitos <em>matsuri<\/em> relacionam-se com o cultivo do arroz, uma vez que este constitui uma verdadeira funda\u00e7\u00e3o da cultura japonesa. Os <em>matsuri<\/em> ligados ao cultivo do arroz celebram-se todo o ano e em todo o pa\u00eds. Variam muito na forma mas unem-se por uma causa comum: pede-se aos deuses que fa\u00e7am os cereais crescer em abund\u00e2ncia e que evitem desastres naturais ou agradece-se uma colheita generosa.<\/p>\n<p>Na Primavera, nos arredores de Nara, precedendo o cultivo do arroz, grupos de <em>miko<\/em> (donzelas dos santu\u00e1rios sagrados) inauguram o processo da planta\u00e7\u00e3o atrav\u00e9s de uma dan\u00e7a estilizada. A sua virgindade simboliza a fertilidade procurada pelos jovens rebentos de arroz. Por um acto de magia mim\u00e9tica, todos os estados de crescimento do arroz s\u00e3o representados ritualmente e elevados \u00e0 sua plenitude, desse modo solicitando um desenvolvimento igualmente auspicioso para a verdadeira colheita.<\/p>\n<p>Quioto orgulha-se daquele que se diz ser o mais antigo festival do pa\u00eds: o Aoi Matsuri, celebrado a meio de Maio. Durante uma \u00e9poca de grandes cheias no s\u00e9c. VI d.C., os cidad\u00e3os imploraram \u00e0 deusa da \u00e1gua Tamayorihimeno Mikoto e ao seu filho, o deus do trov\u00e3o Kamo Wakeikazuchino Kami que parassem com a sua ac\u00e7\u00e3o devastadora. Desde ent\u00e3o, na Primavera, tem lugar uma prociss\u00e3o onde m\u00e3e e filho divinos s\u00e3o conduzidos simbolicamente desde o Pal\u00e1cio Imperial de Quioto at\u00e9, respectivamente, ao santu\u00e1rio de Shimogamo e de Kamigamo. Ora-se por uma colheita abundante. Por todo o lado se coloca <em>aoi<\/em> (gengibre selvagem), um lend\u00e1rio detentor de tempestades.<\/p>\n<p>Durante o Ver\u00e3o japon\u00eas, chuvoso e intensamente quente, pede-se aos deuses que protejam n\u00e3o s\u00f3 as sementeiras mas tamb\u00e9m a sa\u00fade dos habitantes. Em Chichibu, no Kawase Matsuri, o esp\u00edrito da divindade, de ordin\u00e1rio guardada num relic\u00e1rio no Santu\u00e1rio Chichibu, \u00e9 transferido para um <em>mikoshi<\/em> (andor, santu\u00e1rio port\u00e1til). Ap\u00f3s transport\u00e1-lo numa parada at\u00e9 ao rio, os carregadores, com grande regozijo, banham-no na \u00e1gua para uma purifica\u00e7\u00e3o ritual. A divindade retribuir\u00e1 o favor, quando o dourado Outono trouxer consigo uma abund\u00e2ncia de gr\u00e3os de arroz.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-18687\" src=\"http:\/\/www.clubotaku.org\/nijiwp\/wp-content\/uploads\/2605.jpg\" alt=\"2\" width=\"640\" height=\"290\" srcset=\"https:\/\/www.clubotaku.org\/nijiwp\/wp-content\/uploads\/2605.jpg 640w, https:\/\/www.clubotaku.org\/nijiwp\/wp-content\/uploads\/2605-300x135.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 640px) 100vw, 640px\" \/><\/p>\n<p>Os elaborados andores (<em>mikoshi<\/em>) s\u00e3o um dos pontos altos das paradas. A despeito do seu peso, muitas vezes tremendo, \u00e9 uma honra e um privil\u00e9gio carreg\u00e1-los pelas ruas sob o incessante bater dos tambores. Partilhar esse peso tem um efeito cat\u00e1rtico, provocando uma renova\u00e7\u00e3o espiritual tanto nos carregadores como nos espectadores entusiasmados. Nenhuma despesa \u00e9 demais para venerar os deuses e s\u00e3o usados apenas os melhores materiais na confec\u00e7\u00e3o dos <em>mikoshi<\/em> e das indument\u00e1rias cerimoniais, em geral de seda pura.<\/p>\n<p>Um matsuri orientado para a fam\u00edlia e celebrado em todo o pa\u00eds no Ver\u00e3o, desde o s\u00e9c. VII d. C., \u00e9 o Festival dos Mortos, O-Bon, herdado do calend\u00e1rio budista chin\u00eas. Os esp\u00edritos dos antepassados s\u00e3o convidados a regressar aos lares numa visita de tr\u00eas dias. Para isso, alumiam-se os caminhos com lanternas ou fogueiras. As fam\u00edlias re\u00fanem-se para honrar os antepassados. H\u00e1 dan\u00e7as folcl\u00f3ricas denominadas <em>bon-odori<\/em> em todas as cidades, vilas e aldeias e a popula\u00e7\u00e3o enverga alegres <em>yukata<\/em> (quimonos leves de Ver\u00e3o).<\/p>\n<p>O festival Gion de Quioto, ber\u00e7o da cultura nip\u00f3nica, \u00e9 talvez o mais c\u00e9lebre de todos. Teve origem numa s\u00faplica dirigida pelo Imperador Seiwa ao <em>kami<\/em> do Santu\u00e1rio Yasaka, no sentido de fazer parar a devastadora peste do Ver\u00e3o de 869 d.C.. Quando a prece foi ouvida, a cidade organizou um enorme festival de agradecimento ao kami, no qual se destacava um pavilh\u00e3o com rodas puxado \u00e0 m\u00e3o e em cujo topo podiam ser vistas alabardas medievais. Em 970, instituiu-se o festival como um acontecimento anual. Atrav\u00e9s dos s\u00e9culos, o Gion Matsuri foi ganhando maior esplendor, com mais pavilh\u00f5es embelezados de maneira cada vez mais imaginativa e rica. A sua constru\u00e7\u00e3o \u00e9 hoje de um refinamento sem par, exibindo verdadeiros tesouros e antiguidades, figuras hist\u00f3ricas mecanizadas, cenas elaboradas e bandas de m\u00fasicos tocando flauta, tambor e <em>shamisen<\/em>. Acompanham-nos centenas de homens, mulheres e crian\u00e7as em trajes gloriosos. Bem alto no carro aleg\u00f3rico que lidera a parada, vai o <em>chigo<\/em>, a Crian\u00e7a Celestial, um rapazinho p\u00fabere cuidadosamente seleccionado e santificado ritualmente de modo a ser aceite pela divindade. Ele pr\u00f3prio encarna o <em>kami<\/em> durante o festival e executa o rito de cortar a corda sagrada que inaugura a prociss\u00e3o, assegurando assim a b\u00ean\u00e7\u00e3o da divindade sobre a cidade durante o ano seguinte.<\/p>\n<p>No Outono abundam os <em>matsuri<\/em> ligados a Inari, a divindade dos gr\u00e3os. Para o Xinto\u00edsmo, de matriz profundamente animista, certos animais s\u00e3o mensageiros dos deuses. Nos ub\u00edquos santu\u00e1rios Inari, esse animal \u00e9 a raposa branca. Comprovando a observ\u00e2ncia do sincretismo t\u00e3o t\u00edpica dos japoneses, celebra-se no templo budista Hojoji, na prefeitura de Yamaguchi, o festival de Outono Kitsune no Yomeiri (Prociss\u00e3o do Casamento das Raposas). Duas personagens envergando luxuosas indument\u00e1rias e usando m\u00e1scaras de raposa &#8211; a noiva e o noivo &#8211; s\u00e3o casados ritualmente, de modo a celebrar um antigo milagre, quando um casal de velhas raposas morreu e atingiu o estado de Buda. Em honra da sua fidelidade e vida longa, jovens mulheres tomam parte na prociss\u00e3o, na esperan\u00e7a de que, desse modo, o seu pr\u00f3prio casamento venha a ser longo e alicer\u00e7ado na fidelidade. O festival termina com os comuns procedimentos dos rituais xinto\u00edstas ligados \u00e0s colheitas: os participantes rezam por elas e colocam oferendas de arroz novo no altar.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-18688\" src=\"http:\/\/www.clubotaku.org\/nijiwp\/wp-content\/uploads\/3552.jpg\" alt=\"3\" width=\"640\" height=\"290\" srcset=\"https:\/\/www.clubotaku.org\/nijiwp\/wp-content\/uploads\/3552.jpg 640w, https:\/\/www.clubotaku.org\/nijiwp\/wp-content\/uploads\/3552-300x135.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 640px) 100vw, 640px\" \/><\/p>\n<p>No Inverno, as comunidades agr\u00edcolas de todo o Jap\u00e3o iniciam a pr\u00e1tica de ritos primevos para invocar o favor dos deuses em rela\u00e7\u00e3o ao labor que se avizinha. Em cada m\u00eas de Fevereiro, na prefeitura de Aomori, por exemplo, os camponeses de Hachinoche re\u00fanem-se para a dan\u00e7a da fertilidade, pisando a terra coberta de neve, de modo a revific\u00e1-la: \u00e9 o Emburi Matsuri. Os espl\u00eandidos penteados usados pelos dan\u00e7arinos trazem a imagem pintada de Inari e de Ebisu, o deus da prosperidade.<\/p>\n<p>Nas comunidades piscat\u00f3rias, atrav\u00e9s dos matsuri, implora-se \u00e0s divindades pescas abundantes. Em Ohara, durante o Hadaka Matsuri (o chamado Festival Nu), os pescadores da \u00e1rea, envergando apenas um <em>fundoshi<\/em> (tanga) carregam dezoito <em>mikoshi<\/em> com divindades at\u00e9 \u00e0s ondas do oceano.<\/p>\n<p>O maior festival \u00e9 o do Ano Novo. Como, hoje em dia, os japoneses seguem o calend\u00e1rio ocidental, tem lugar de 1 a 3 de Janeiro. Os preparativos come\u00e7am no final do ano velho. Por volta de 29 de Dezembro, os escrit\u00f3rios do Governo, as empresas privados e as ind\u00fastrias fecham portas. Segue-se um \u00eaxodo gigantesco de pessoas em direc\u00e7\u00e3o \u00e0s suas vilas, aldeias e cidades natais, tornando muito dif\u00edcil arranjar lugar em qualquer meio de transporte. Entretanto, as habita\u00e7\u00f5es foram cuidadosamente limpas. \u00c0 entrada, colocaram-se ramos de pinheiro e penduraram-se cordas sagradas. As refei\u00e7\u00f5es tradicionais de Ano Novo foram preparadas. Na v\u00e9spera do Ano Novo, as fam\u00edlias comem um tipo de massa de fios compridos e finos, um desejo simb\u00f3lico de uma longa vida. \u00c0 meia-noite, os templos de todo o pa\u00eds fazem soar os sinos 108 vezes, de modo a expiar os 108 desejos perniciosos de que nos devemos livrar para conseguir uma vida plena, de acordo com o Budismo. No dia seguinte, muita gente vai aos templos e santu\u00e1rios rezar por sa\u00fade e prosperidade.<\/p>\n<p>As crian\u00e7as recebem presentes em dinheiro (<em>otoshi-dama<\/em>), dentro de envelopes tradicionais. Em casa, as fam\u00edlias regalam-se com a comida tradicional (<em>ozoni<\/em>) e divertem-se com os jogos de Ano Novo. Um deles \u00e9 o jogo <em>karuta<\/em> (do portugu\u00eas \u201ccarta\u201d), introduzido pelos lusitanos no s\u00e9c. XVI. As cartas, entretanto, niponizaram-se completamente, sendo 50 delas decoradas com poemas ou prov\u00e9rbios e outras 50 com figuras que os ilustram. O objectivo \u00e9 conseguir o maior n\u00famero de pares de cartas cujos dizeres e ilustra\u00e7\u00e3o condigam. Num outro jogo de cartas, Hyaku-nin-isshu, 50 cartas exibem um poema completo (obra de poetas famosos do s\u00e9c. VII ao s\u00e9c. XII) e uma figura do seu autor. Outras 50 exibem apenas o \u00faltimo verso dos mesmos poemas. O objectivo \u00e9 conseguir achar rapidamente a carta com o \u00faltimo verso do poema que um outro participante come\u00e7ou a ler do princ\u00edpio. Tamb\u00e9m faz parte da tradi\u00e7\u00e3o o lan\u00e7amento de papagaios de papel.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-18685\" src=\"http:\/\/www.clubotaku.org\/nijiwp\/wp-content\/uploads\/451.jpg\" alt=\"4\" width=\"640\" height=\"290\" srcset=\"https:\/\/www.clubotaku.org\/nijiwp\/wp-content\/uploads\/451.jpg 640w, https:\/\/www.clubotaku.org\/nijiwp\/wp-content\/uploads\/451-300x135.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 640px) 100vw, 640px\" \/><\/p>\n<p>O t\u00famulo do x\u00f3gum da era Edo, Tokugawa Ieyasu, unificador do Jap\u00e3o, encontra-se no famoso e resplandecente Santu\u00e1rio Toshogu, em Nikko. A\u00ed foi Ieyasu deificado e venerado como um <em>kami<\/em>, como acontece ami\u00fade no pa\u00eds com as personalidades de excep\u00e7\u00e3o. Em Maio e Outubro recria-se o cortejo que, em 1617 d.C., levou os seus restos mortais para Nikko. Colocam-se oferendas no altar, executam-se dan\u00e7as xinto\u00edstas e tem lugar uma exibi\u00e7\u00e3o de tiro ao arco a cavalo no estilo antigo (<em>yabusame<\/em>), tudo para agradar \u00e0s divindades. A parada come\u00e7a com dignit\u00e1rios a cavalo liderando companhias de samurai e de guardas vestidos a rigor com armaduras e armas. Seguem-se homens carregando falc\u00f5es ou empunhando estandartes, outros mascarados de le\u00f5es, de macacos ou de personagens mitol\u00f3gicas, padres xinto\u00edstas, miko, pajens e m\u00fasicos tradicionais. Empilhados nos passeios das avenidas, os espectadores revivem ent\u00e3o a hist\u00f3ria ilustre do seu pa\u00eds.<\/p>\n<p>As etapas da vida humana n\u00e3o s\u00e3o esquecidas. Os festivais dedicados \u00e0s crian\u00e7as s\u00e3o especialmente famosos. A 15 de Novembro festeja-se o bem-amado festival da inf\u00e2ncia Shichi-Go-San (Sete-Cinco-Tr\u00eas). Nesse dia, meninos de cinco anos e meninas de sete e de tr\u00eas, trajando quimonos luxuosos, s\u00e3o levados aos santu\u00e1rios xinto\u00edstas para serem aben\u00e7oados pela sua divindade protectora. O Hina-Matsuri (Festival das Bonecas), a 3 de Mar\u00e7o, \u00e9 dedicado \u00e0 felicidade das meninas pequenas. Nas habita\u00e7\u00f5es, exibem-se bonecas representando figuras da corte imperial. A 5 de Maio \u00e9 o Koi-Matsuri (Festival das Carpas), em honra dos meninos. Figuras de samurai s\u00e3o colocadas na sala e carpas feitas de tecido s\u00e3o postas a voar ao vento, atadas a postes ou cordas. Exprime-se assim o desejo de que os meninos se tornem t\u00e3o vigorosos quanto as carpas, capazes de nadar teimosamente contra a corrente.<\/p>\n<p>Celebram-se festivais em honra do florescimento das <em>sakura<\/em> (flores de cerejeira), da lua cheia de Outono, do longo sono do vulc\u00e3o do Monte Fuji\u2026 Particularmente interessantes para n\u00f3s, portugueses, s\u00e3o os festivais que evocam a nossa chegada ao pa\u00eds dos Jap\u00f5es, como o Festival da Espingarda de Tanegashima (Teppo Matsuri) e a Parada Nanban em Sakai, Osaka.<\/p>\n<p>Os matsuri s\u00e3o sempre festas que alegram os olhos e os cora\u00e7\u00f5es. O n\u00edvel de qualidade dos festivais japoneses n\u00e3o tem rival em todo o mundo.<\/p>\n<p><strong>Escrito por: Cl\u00e1udia Ribeiro<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Os japoneses s\u00e3o mais conhecidos pela sua faceta de trabalhadores compulsivos do que como um povo especialmente divertido. 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