{"id":24289,"date":"2017-05-11T20:18:07","date_gmt":"2017-05-11T21:18:07","guid":{"rendered":"http:\/\/www.clubotaku.org\/niji\/?p=24289"},"modified":"2017-05-11T20:18:07","modified_gmt":"2017-05-11T21:18:07","slug":"domitorii","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.clubotaku.org\/niji\/cultu\/domitorii\/","title":{"rendered":"Domitorii"},"content":{"rendered":"<p>\u00c1s vezes compramos livros pelas capas, outras pelos t\u00edtulos e outras ainda pelo n\u00famero de p\u00e1ginas. Acho que desta vez foi a segunda hip\u00f3tese que aconteceu. A sonoridade da palavra Domitor\u00ee (\u30c9\u30df\u30c8\u30ea\u30a4), de Ogawa Yoko fez-me lembrar a palavra portuguesa dormit\u00f3rio, por esse motivo escolhi este livro para ler numa viagem. Sim, este \u00e9 daqueles que se l\u00eaem rapidamente numa viagem de transportes p\u00fablicos.<\/p>\n<p>A hist\u00f3ria come\u00e7a quando a narradora e protagonista deste livro recebe uma chamada telef\u00f3nica do seu primo pedindo-lhe para a ir buscar a uma resid\u00eancia de estudantes. Na viagem recorda-se dos seus tempos de estudante e do per\u00edodo que viveu tamb\u00e9m em resid\u00eancias estudantis.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.clubotaku.org\/nijiwp\/wp-content\/uploads\/1-247.jpg\" alt=\"\" width=\"640\" height=\"290\" class=\"aligncenter size-full wp-image-24290\" srcset=\"https:\/\/www.clubotaku.org\/nijiwp\/wp-content\/uploads\/1-247.jpg 640w, https:\/\/www.clubotaku.org\/nijiwp\/wp-content\/uploads\/1-247-300x136.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 640px) 100vw, 640px\" \/><\/p>\n<p>Imediatamente decide contactar o diretor daquela resid\u00eancia, este \u00e9 um personagem deveras estranho: um senhor que devido a um acidente estava bastante debilitado fisicamente, sem os membros superiores e apenas com uma perna, no entanto, apesar da sua invalidez e de viver sozinho sempre teve uma boa vida dentro dos poss\u00edveis.<\/p>\n<p>Passados uns dias o primo da protagonista entra na resid\u00eancia e a partir desse dia come\u00e7am a aparecer v\u00e1rios mist\u00e9rios. Num desses dias o sensei (nome pelo qual a narradora chama ao diretor da resid\u00eancia) explica que h\u00e1 uns meses atr\u00e1s um aluno tinha desaparecido misteriosamente sem deixar rasto, e essa foi a causa que levou a resid\u00eancia a perder novos alunos com inten\u00e7\u00e3o de ali ter a sua habita\u00e7\u00e3o escolar.<\/p>\n<p>Outro mist\u00e9rio que a preocupa a narradora \u00e9 a aus\u00eancia do seu primo cada vez que vem de visita coincid\u00eancia ap\u00f3s coincid\u00eancia a protagonista come\u00e7a a preocupar-se\u2026 E se os rumores sobre o sensei s\u00e3o verdadeiros? A todas estas preocupa\u00e7\u00f5es ainda se junta um terceiro mist\u00e9rio: uma mancha escura na parede do quarto de sensei&#8230; o que ser\u00e1 aquela mancha? Como apareceu? E porque \u00e9 que cada vez que se entra no quarto ela est\u00e1 maior?<\/p>\n<p>Domitorii (\u30c9\u30df\u30c8\u30ea\u30a4) \u00e9 um thriller interessante, onde nada \u00e9 o que parece. Ao inicio a a\u00e7\u00e3o \u00e9 um pouco lenta e n\u00e3o sabes por que caminho a autora quer levar os leitores com tudo o que ela nos conta. Mas as \u00faltimas p\u00e1ginas do conto fazem-nos acelerar o cora\u00e7\u00e3o pelos mist\u00e9rios que v\u00e3o acontecendo e pela vontade de saber como tudo ir\u00e1 acabar&#8230; um final digno do melhor cinema de Alfred Hitchcock.<\/p>\n<p>A hist\u00f3ria est\u00e1 escrita de uma maneira flu\u00edda, delicada e intimista, com pequenas pinceladas subtis (e inquietantes simultaneamente). Da escrita destacam-se as p\u00e1ginas onde sentimos alguma tens\u00e3o dos personagens e das v\u00e1rias situa\u00e7\u00f5es que v\u00e3o ocorrendo ao longo do livro, mas tamb\u00e9m sentimos que falta algo mais, ou seja, este livro pode n\u00e3o conseguir convencer uma grande parte dos leitores.<\/p>\n<p>No entanto, se \u00e9s um apreciador de thrillers este \u00e9 um conto que se l\u00ea bem r\u00e1pido (aproximadamente 110 p\u00e1ginas) e que sempre d\u00e1 para conhecermos mais uma autora japonesa, apesar de n\u00e3o existir ainda a edi\u00e7\u00e3o em portugu\u00eas.<\/p>\n<p>Ogawa Y\u014dko (\u5c0f\u5ddd \u6d0b\u5b50) nasceu em 1968 em Okayama e formou-se na Universidade de Waseda. Foi vencedora de v\u00e1rios pr\u00e9mios liter\u00e1rios: Akutagawa Prize (1990) pelo livro Pregnancy Calendar (Ninshin karendaa, \u598a\u5a20 \u30ab\u30ec\u30f3\u30c0\u30fc) e mais recentemente o Independent Foreign Fiction Prize (2014) pelo t\u00edtulo Kamoku na shigai, Midara na tomurai (\u5be1\u9ed9\u306a\u6b7b\u9ab8\u307f\u3060\u3089\u306a\u5f14\u3044) que tinha sido editado em japon\u00eas em 1998, mas teve a tradu\u00e7\u00e3o em 2013 com o t\u00edtulo de Revenge: Eleven Dark Tales. Yoko Ogawa \u00e9 uma das romancista mais lida no Jap\u00e3o h\u00e1 mais de duas d\u00e9cadas.<\/p>\n<p><strong>Escrito por: Fernando Ferreira<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u00c1s vezes compramos livros pelas capas, outras pelos t\u00edtulos e outras ainda pelo n\u00famero de p\u00e1ginas. Acho que desta vez foi a segunda hip\u00f3tese que aconteceu. 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