{"id":7693,"date":"2001-01-01T00:00:00","date_gmt":"2001-01-01T00:00:00","guid":{"rendered":"http:\/\/www.clubotaku.org\/nijiwp\/?p=7693"},"modified":"2001-01-01T00:00:00","modified_gmt":"2001-01-01T00:00:00","slug":"i-my-me-strawberry-eggs","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.clubotaku.org\/niji\/anime\/i-my-me-strawberry-eggs\/","title":{"rendered":"I, My, Me! Strawberry Eggs"},"content":{"rendered":"<p>Quando reparamos que uma fatia muito significativa do anime e manga existente &eacute; baseado num contexto escolar e com personagens adolescentes, n&atilde;o ser&aacute; muito dif&iacute;cil imaginar que se torna &aacute;rduo para um argumentista deste tipo de obra imaginar um conjunto novo de situa&ccedil;&otilde;es para oferecer aos seus personagens. &Eacute; aparente que a fonte h&aacute; de secar, mas enquanto isso n&atilde;o acontece, somos brindados com hist&oacute;rias que podem pelo menos ser classificadas como marginalmente originais. Desde &#8220;Kareshi Kanojo no Jijou&#8221; a &#8220;Mahou Tsukai Tai!&#8221;, passando por &#8220;Azumanga Daioh&#8221; e &#8220;Card Captor Sakura&#8221;, &eacute;-nos oferecida uma pan&oacute;plia de situa&ccedil;&otilde;es t&iacute;picas (e n&atilde;o t&atilde;o t&iacute;picas) da segunda casa de quase todos n&oacute;s enquanto jovens: a escola.<\/p>\n<p>Quer seja o foco principal da hist&oacute;ria ou apenas um cen&aacute;rio para uma saga mais abrangente, a escola &eacute; um tema t&atilde;o recorrente na anima&ccedil;&atilde;o e BD japonesas que quase todos os f&atilde;s j&aacute; conhecem de cor muitas das particularidades do sistema de ensino japon&ecirc;s ou da mentalidade dos alunos nip&oacute;nicos, mesmo constituindo estas s&eacute;ries espelhos muitas vezes distorcidos ou exagerados da realidade do pa&iacute;s do sol nascente.<\/p>\n<p>&#8220;I, My, Me! Strawberry Eggs&#8221; &eacute; mais uma inst&acirc;ncia de anime escolar que procura desesperadamente o seu cantinho de originalidade num mercado saturado, e que recorre a um artif&iacute;cio interessante para manter o interesse do p&uacute;blico cada vez mais exigente. E isto &eacute; dizer muito, num g&eacute;nero em que n&atilde;o &eacute; pouco frequente recorrer a anjos, extraterrestres e criaturas m&aacute;gicas como elemento de originalidade&#8230;<\/p>\n<p>Amawa Hibiki &eacute; um professor de educa&ccedil;&atilde;o f&iacute;sica que arrenda um quarto nos arredores de uma escola privada, com o intuito de preencher a vaga ali existente para a sua especialidade. Por&eacute;m, a sua oportunidade &eacute; estragada pelo &oacute;dio a homens nutrido pela reitora e vice-reitora da escola, as quais, durante a curta entrevista de emprego, conseguem humilhar Hibiki dizendo-lhe que nunca aceitariam um homem como professor, e que o seu desejo seria mesmo que a escola fosse exclusivamente feminina! Ferido no orgulho, Hibiki prepara-se para abandonar o seu quarto. Por&eacute;m, a sua senhoria, Lulu, uma velhinha cheia de recursos e com uma paix&atilde;o por motos, diz a Hibiki que o pode ajudar a vingar-se e a provar a capacidade dos homens como professores (para n&atilde;o falar que Lulu faz quest&atilde;o de ver a renda paga a tempo e horas!).<br \/>E &eacute; assim que o nosso her&oacute;i volta &agrave; escola, impecavelmente disfar&ccedil;ado de mulher, e &eacute; admitido como&#8230; professora de educa&ccedil;&atilde;o f&iacute;sica!<\/p>\n<p>Hibiki traz &agrave;s suas aulas um estilo que n&atilde;o &eacute; muito do agrado das reitoras, mas que acaba por cativar os alunos&#8230; muito particularmente a pequena e desastrada Kuzuha Fuuko, que com a ajuda de Hibiki consegue pela primeira vez correr mais que 5 metros sem bater com o nariz no ch&atilde;o! Com o tempo, a admira&ccedil;&atilde;o de Fuuko por Hibiki cresce ao ponto de se tornar num sentimento que confunde a mente da jovem liceal.. afinal, ser&aacute; normal uma aluna gostar assim duma professora?<\/p>\n<p>A hist&oacute;ria de &#8220;Strawberry Eggs&#8221; &eacute; nitidamente despretenciosa e leve, mas aborda ao longo dos seus 13 epis&oacute;dios alguns temas s&eacute;rios de uma forma pouco t&iacute;pica para um anime: os travesties, o lesbianismo, e as rela&ccedil;&otilde;es rom&acirc;nticas entre alunos e professores. N&atilde;o obstante, nenhum destes assuntos &eacute; aprofundado de forma muito intensa, servindo apenas como brindes numa hist&oacute;ria que, de outra forma, seria pouco mais que corriqueira.<br \/>Surpreendentemente, e apesar da aparente previsibilidade inerente aos acontecimentos do enredo, &#8220;Strawberry Eggs&#8221; tem um fim interessante e comovente, alguns pontos acima da qualidade a que os restantes epis&oacute;dios nos habituam. Uma agrad&aacute;vel surpresa naquilo que acaba por ser uma hist&oacute;ria mediana.<\/p>\n<p>Tecnicamente, n&atilde;o h&aacute; nada de especial a assinalar, sendo a anima&ccedil;&atilde;o apenas suficiente, as vozes competentes, e o acompanhamento musical bastante fraco. Os designs merecem algum destaque pelo facto de se entregarem &agrave; conveni&ecirc;ncia das situa&ccedil;&otilde;es: al&eacute;m das quantidades respeit&aacute;veis de &#8220;fan-service&#8221; e do exagero das formas de alunas de 14 anos (excepto por Fuuko, que &eacute; propositadamente deixada como sub-desenvolvida para a sua idade), a &#8220;professora&#8221; Hibiki &eacute; retratada, na sua forma feminina, como uma boazona que enganaria qualquer macho, mesmo ao vestir um fato de banho que deixa muito pouco por imaginar. Custa a acreditar que um homem de 25 anos tivesse formas assim t&atilde;o femininas, apesar dos enchuma&ccedil;os que usa por baixo do soutien.<br \/>Apesar de agrad&aacute;vel aos olhos, torna-se um pouco estranho.<\/p>\n<p>No global, &#8220;I, My, Me! Strawberry Eggs&#8221; passa como um divertimento agrad&aacute;vel e leve, sem grandes pretens&otilde;es. N&atilde;o &eacute; de forma nenhuma um t&iacute;tulo a n&atilde;o perder, mas os apreciadores do g&eacute;nero n&atilde;o ficar&atilde;o certamente desiludidos, particularmente com os &uacute;ltimos dois epis&oacute;dios.<\/p>\n<p><b>Autor:Jo&atilde;o Rocha<\/b><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Quando reparamos que uma fatia muito significativa do anime e manga existente &eacute; baseado num contexto escolar e com personagens adolescentes, n&atilde;o ser&aacute; muito dif&iacute;cil imaginar que se torna &aacute;rduo&nbsp;[ &hellip; ]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[6,1283],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.clubotaku.org\/niji\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/7693"}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.clubotaku.org\/niji\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.clubotaku.org\/niji\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.clubotaku.org\/niji\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.clubotaku.org\/niji\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=7693"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.clubotaku.org\/niji\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/7693\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.clubotaku.org\/niji\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=7693"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.clubotaku.org\/niji\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=7693"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.clubotaku.org\/niji\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=7693"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}