{"id":7724,"date":"2001-01-01T00:00:00","date_gmt":"2001-01-01T00:00:00","guid":{"rendered":"http:\/\/www.clubotaku.org\/nijiwp\/?p=7724"},"modified":"2016-10-11T21:39:22","modified_gmt":"2016-10-11T22:39:22","slug":"castlevania-akatsuki-no-minuet","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.clubotaku.org\/niji\/games\/castlevania-akatsuki-no-minuet\/","title":{"rendered":"Castlevania &#8211; Akatsuki no Minuet"},"content":{"rendered":"<p>Enquanto o t&atilde;o esperado Castlevania para a PlayStation 2 da Sony n&atilde;o sai, a Konami vai-nos presenteando com fabulosas entregas desta n&atilde;o menos fabulosa s&eacute;rie na consola port&aacute;til da Nintendo, o Game Boy Advance.<br \/>\nMais uma vez, &agrave; semelhan&ccedil;a do seu antecessor, Castlevania &#8211; Concerto Of The Midnight Sun\/Harmony Of Dissonance, a vers&atilde;o japonesa porta o t&iacute;tulo da s&eacute;rie na sua vers&atilde;o americana, Castlevania, ao inv&ecirc;s de Akumajou Dracula. Esta entrega responde pelo nome de Castlevania &#8211; Akatsuki no Minuet (Minuete da Lua da Madrugada) no Jap&atilde;o, embora, na Europa e nos EUA, como j&aacute; &eacute; h&aacute;bito, o nome seja outro: Castlevania &#8211; Aria Of Sorrow (&Aacute;ria da Tristeza).<\/p>\n<p>N&atilde;o sei de quem parte esta decis&atilde;o de constantemente mudar os nomes &agrave;s tradu&ccedil;&otilde;es, talvez da equipa de tradu&ccedil;&atilde;o, talvez da Konami Ocidental&#8230; faria mais sentido se fosse da pr&oacute;pria Konami, como me sinto inclinado a acreditar. O que foi posto em jogo e cortou, como n&oacute;s, jogadores ocidentais, j&aacute; estamos habituados, foi parte da beleza que &eacute; inerente ao jogo: um minuete &eacute; uma pe&ccedil;a de m&uacute;sica de tr&ecirc;s andamentos, &agrave; semelhan&ccedil;a da valsa. Parece ser irrelevante? N&atilde;o &eacute;, este jogo &eacute; o terceiro Castlevania no GBA! S&atilde;o pequenos detalhes como este que engrandecem uma grande obra e que, muitas vezes, a maioria dos ocidentais n&atilde;o lhes conseguem achar fundamento.<\/p>\n<p>Mas passando ao jogo concretamente dito, o que me veio cair &agrave;s m&atilde;os &eacute; mais um sucessor do soberbo Akumajou Dracula X &#8211; Gekka no Yasoukyoku (conhecido no Ocidente por Castlevania &#8211; Symphony Of The Night), o fant&aacute;stico cl&aacute;ssico da PlayStation. Tal como os seus dois antecessores, Circle Of The Moon e Concerto Of The Midnight Sun, Akatsuki no Minuet n&atilde;o faz frente &agrave; lenda que &eacute; a colossal besta Yasoukyoku, mas n&atilde;o cai muito longe&#8230;<\/p>\n<p>GR&Aacute;FICOS<br \/>\nCome&ccedil;ando pelos gr&aacute;ficos&#8230; Minuet brilha como uma estrela neste apartado: a Konami tem vindo a desenvolver as suas capacidades t&eacute;cnicas no GBA com todos os seus lan&ccedil;amentos e Minuet, embora inferior tecnicamente a n&iacute;vel de gr&aacute;ficos em rela&ccedil;&atilde;o a Concerto Of The Midnight Sun, faz muito melhor uso destes. Explicando&#8230;<\/p>\n<p>Circle Of The Moon era fant&aacute;stico graficamente, usava gr&aacute;ficos de monstros redesenhados especificamente para o GBA, sprites que n&atilde;o eram muito pesados e que permitiam uma m&uacute;sica espectacular como a que Circle teve; por seu lado, Concerto Of The Midnight Sun, numa tentativa de se aproximar mais de Yasoukyoku, recuperou v&aacute;rios sprites desse jogo. Como &eacute; &oacute;bvio, nem um cartucho de GBA tem as capacidades de um CD da PS, nem um GBA se pode equiparar a uma PS. O resultado foram gr&aacute;ficos muito perfeitinhos e que superavam claramente os de Circle Of The Moon, mas pouco espa&ccedil;o para m&uacute;sica de categoria, e mesmo que houvesse espa&ccedil;o, a capacidade de processamento do GBA j&aacute; estava practicamente toda &#8220;comida&#8221; pelos gr&aacute;ficos. O caso de Minuet &eacute; bastante diferente, e prova que a Konami aprende depressa: os gr&aacute;ficos s&atilde;o em grande parte, especialmente os dos cen&aacute;rios, retirados ou inspirados por entregas anteriores da s&eacute;rie, principalmente Concerto e Yasoukyoku, embora haja alguns retirados de Circle Of The Moon e uma boa quantidade de gr&aacute;ficos novos.<\/p>\n<p>Os sprites das personagens v&atilde;o colher inspira&ccedil;&atilde;o directa a Gekka no Yasoukyoku, inclusive os sprites do personagem principal, Soma, s&atilde;o completamente decalcados dos sprites de Alucard, o protagonista de Yasoukyoku. N&atilde;o &eacute; grave, a semelhan&ccedil;a n&atilde;o &eacute; muita, e a Konami j&aacute; havia feito o mesmo em Concerto, sendo os gr&aacute;ficos de Juste, o protagonista, outro decalque dos de Alucard. No entanto, &eacute; muito mais evidente neste, pois Soma movimenta-se da mesma maneira &#8220;&uacute;nica&#8221; que Alucard se movimentava.<\/p>\n<p>A arte dos personagens, que s&atilde;o muitos, como mais &agrave; frente desenvolverei, tamb&eacute;m est&aacute; soberba, sendo mais uma vez produto da m&atilde;o habilidosa de Ayami Kojima, &agrave; semelhan&ccedil;a de Yasoukyoku e Concerto.<br \/>\nQuanto aos gr&aacute;ficos dos inimigos, a Konami fez uma jogada esperta: pondo grande parte do processamento gr&aacute;fico assente nos soberbos fundos, se fizesse o mesmo com os sprites dos inimigos automaticamente condenava-se a repetir o mesmo erro que cometera em Concerto Of The Midnight Sun, ficando com uns gr&aacute;ficos soberbos, mas uma m&uacute;sica muito fraca. Felizmente, n&atilde;o foi isto que aconteceu: a Konami foi buscar os sprites dos inimigos a Concerto Of The Midnight Sun, produzindo um jogo sumptuoso graficamente, como conv&eacute;m aos Castlevania, mas simplificou os sprites deixando-os num n&iacute;vel de qualidade algo superior &agrave; de Circle Of The Moon mas ligeiramente inferior &agrave; de Concerto. Grande parte dos inimigos s&atilde;o novos no entanto, portanto s&oacute; uma minoria de gr&aacute;ficos &eacute; que foram &#8220;inspirados&#8221;.<\/p>\n<p>Outra coisa que tamb&eacute;m ajuda a &#8220;aligeirar&#8221; o peso gr&aacute;fico &eacute; o facto de que neste jogo nunca aparecem no ecr&atilde; (excepto em situa&ccedil;&otilde;es n&atilde;o evit&aacute;veis) mais de 3 inimigos. Embora ajude a fazer o jogo fluir melhor, torna-se um claro handicap em v&aacute;rias situa&ccedil;&otilde;es, das quais destaco o combate contra o Legi&atilde;o, que sofre directamente os efeitos disto.<\/p>\n<p>M&Uacute;SICA<br \/>\nCom Akatsuki no Minuet, a Konami volta &agrave; carga com a m&uacute;sica de qualidade, uma das imagens de marca da s&eacute;rie Castlevania. Como &eacute; &oacute;bvio, a compositora escolhida foi novamente Michiru Yamane, compositora das fant&aacute;sticas OST&#8217;s de Vampire Killer, Gekka no Yasoukyoku e muitas outras m&uacute;sicas na s&eacute;rie Castlevania. Infelizmente, a OST n&atilde;o ultrapassa a de Circle Of The Moon, e os motivos s&atilde;o v&aacute;rios&#8230;<\/p>\n<p>O primeiro deles, e o mais &oacute;bvio, &eacute; a aus&ecirc;ncia de m&uacute;sicas &#8220;cl&aacute;ssicas&#8221;: nem a &#8220;Vampire Killer&#8221;, nem a &#8220;Chi no Namida&#8221;, nem a &#8220;Beginning&#8221; nem a &#8220;Simon&#8221; fazem a sua apar&ecirc;ncia neste jogo o que, para um f&atilde; de Castlevania, &eacute; uma facada no cora&ccedil;&atilde;o. As &uacute;nicas m&uacute;sicas &#8220;cl&aacute;ssicas&#8221; que fazem a sua apari&ccedil;&atilde;o neste jogo s&atilde;o a &#8220;Heart Of Fire&#8221;, de &#8220;Akumajou Dracula&#8221; da NES e a &#8220;Battle Of The Holy&#8221; de &#8220;Dracula Densetsu&#8221; do GB, aceleradas, misturadas com outros ritmos e mixadas numa &uacute;nica m&uacute;sica que porta o nome &#8220;Heart Of Fire. Escolhas bastante bizarras, no meio de tantas poss&iacute;veis, pois n&atilde;o sendo m&aacute;s m&uacute;sicas, bem pelo contr&aacute;rio, n&atilde;o s&atilde;o t&atilde;o cl&aacute;ssicas que mere&ccedil;am aparecer em detrimento de outras&#8230;<\/p>\n<p>O segundo motivo &eacute; mais forte&#8230; Michiru Yamane &eacute; conhecida por ter fases altamente inspiradas (tais como em Gekka no Yasoukyoku) e outras, como dizer&#8230; MUITO menos inspiradas&#8230; Felizmente, a sua m&aacute; fase (que come&ccedil;ou desde o final de Gekka no Yasoukyoku) est&aacute; a passar, pois embora o material que tem composto at&eacute; agora tenha sido mau, j&aacute; se nota uns laivos de originalidade nesta OST. Apesar de tudo, a originalidade aqui presente n&atilde;o &eacute; de se lhe &#8220;tirar o chap&eacute;u&#8221;, nada que ultrapasse o normal esperado para a s&eacute;rie Castlevania, embora hajam algumas m&uacute;sicas superiores &agrave; m&eacute;dia, como a &#8220;Clock Tower&#8221;.<\/p>\n<p>Por fim o terceiro motivo &eacute; mais inocente. Embora a qualidade de som da m&uacute;sica esteja muito acima da OST de Concerto, Minuet n&atilde;o se aproxima de Circle Of The Moon. A qualidade &eacute; ligeiramente inferior: enquanto a de Circle Of The Moon se equiparava &agrave; de um jogo da SNES de alta qualidade e a de Concerto Of The Midnight Sun se assemelhasse bastante &agrave; de um jogo NES, a qualidade de som da m&uacute;sica neste jogo est&aacute; mais ou menos no meio dos dois, ou seja, ao n&iacute;vel da maioria dos jogos SNES. Uma novidade bastante benvinda aqui &eacute; a digitaliza&ccedil;&atilde;o de vozes, que embora n&atilde;o sejam di&aacute;logos inteiros, apenas palavras aqui e acol&aacute;, marcam bastante a diferen&ccedil;a, sendo em quantidades bastante consider&aacute;veis.<\/p>\n<p>JOGABILIDADE<br \/>\nComo tamb&eacute;m j&aacute; vem a ser h&aacute;bito, a Konami aprendeu que apresentar-nos um sistema de magias diferente a cada entrega da s&eacute;rie &eacute; j&aacute; uma &#8220;regra do livro&#8221; desde Gekka no Yasoukyoku. E neste jogo n&atilde;o desaponta: o sistema de magia colhe muita inspira&ccedil;&atilde;o de Circle Of The Moon, mas &eacute;-lhe muito superior. Antes de mais, o sistema de combate &eacute; herdado de Gekka no Yasoukyoku: Soma tem, &agrave; semelhan&ccedil;a de Alucard, um invent&aacute;rio dominado exclusivamente por espadas do mais comum que h&aacute;, sendo muitas espadas inclusive, retiradas desse jogo. H&aacute; no entanto uma quantidade nada desapreci&aacute;vel de &#8220;bizarrices&#8221;, tais como j&aacute; acontecia em Yasoukyoku, entre as quais se contam a foice da Morte (essa mesmo), uma espada-chicote, espadas gigantes, martelos, machados, lan&ccedil;as (desde lan&ccedil;as normais a lan&ccedil;as usadas por cavaleiros), tridentes, luvas e, o mais incr&iacute;vel de tudo, pistolas (!!). Apesar de tudo, a quantidade de armas n&atilde;o rivaliza nem de perto com a de Yasoukyoku, o que &eacute; uma pena.<\/p>\n<p>Al&eacute;m da arma, Soma pode ainda andar com uma armadura e uma rel&iacute;quia equipados, que pouco mais fazem que melhorar os seus valores de status. Quanto ao resto dos itens &eacute; as t&iacute;picas po&ccedil;&otilde;es e refei&ccedil;&otilde;es. Existe em acr&eacute;scimo a isto, um sistema de dinheiro e uma loja, tal como em Yasoukyoku e Concerto.<\/p>\n<p>Quanto aos movimentos, eles s&atilde;o basicamente os mesmos que em Yasoukyoku, embora seja preciso apanhar &#8220;almas&#8221; (do sistema de almas j&aacute; falarei) que est&atilde;o colocadas em pontos estrat&eacute;gicos na progress&atilde;o do jogo, e que funcionam como os itens raros de Yasoukyoku ou os itens m&aacute;gicos de Circle Of The Moon. Enquanto estas &#8220;almas especiais&#8221; n&atilde;o forem apanhadas, h&aacute; habilidades que n&atilde;o s&atilde;o acess&iacute;veis, nomeadamente o esquivar, os slides, os saltos duplos, os pontap&eacute;s a&eacute;reos, os super-saltos e capacidade de n&atilde;o ser afectado pela paragem do tempo.<\/p>\n<p>O sistema de magia desta vez &eacute; constitu&iacute;do pelo sistema de almas que j&aacute; referi e que, devo confessar, &eacute; algo complicado a in&iacute;cio. Este sistema descende directamente do sistema de Circle Of The Moon: Soma tem a capacidade de absorver almas, capacidade &uacute;nica que se pode manifestar de 2 maneiras: ou tem a sorte de encontrar um candelabro com almas, que s&atilde;o candelabros espalhados pelo jogo e cont&ecirc;m almas importantes para o desenrolar do jogo, tal como a que d&aacute; a habilidade do salto duplo, por exemplo, ou ent&atilde;o Soma tem de contar com os seus pontos de sorte e esperar que quando mata um inimigo tenha a sorte de que este liberte uma alma. Existem quatro tipos de almas. As primeiras s&atilde;o as cinzentas, as mais raras, que cont&ecirc;m habilidades, tal como por exemplo o Grave Keeper, que permite a Soma esquivar-se (para tr&aacute;s), carregando no bot&atilde;o L, ou Galamoth, que permite a Soma mover-se em espa&ccedil;os com o tempo parado.<\/p>\n<p>O segundo tipo de almas s&atilde;o as vermelhas, que s&atilde;o as substitutas dos itens dos Belmondo. Estas activam-se fazendo a cl&aacute;ssica combina&ccedil;&atilde;o cima + ataque. H&aacute; de todo o tipo imagin&aacute;vel de almas vermelhas desde as que atacam com lasers (Legion), tr&ecirc;s bolas de fogo &agrave; Dr&aacute;cula (Flame Demon), lan&ccedil;as (Spear Skeleton), redes (Arachne) e at&eacute; mesmo animais como corvos (Blue Raven) ou gatos (Student Witch) e muitas outras, mas para n&atilde;o estragar a surpresa &eacute; melhor n&atilde;o falar delas. Dos itens dos Belmondo s&oacute; quatro est&atilde;o presentes, nomeadamente o machado (Axe Armor), as facas (Evil Butcher), o rel&oacute;gio (Chronomage) e os raios (Lightning Doll) mas existem tantos outros tipos de ataque que facilmente esquecemos as aus&ecirc;ncias. O terceiro tipo de almas s&atilde;o as azuis. Estas s&atilde;o activadas carregando no bot&atilde;o R e incluem alguns efeitos engra&ccedil;ados. O meu destaque principal vai para a alma do Giant Bat, que permite a Soma transformar-se num morcego (tal como Alucard em Yasoukyoku), mas existem outras habilidades bastante &uacute;teis tais como transformar-se num monstro gigante (Curly), planar (Flying Armor), correr e fazer uma onda de choque (Black Panther), absorver HP (Persephone), invocar um familiar como em Yasoukyoku (Imp) e at&eacute; fazer aparecer foices voadoras (Death). Por fim est&atilde;o as almas amarelas. Estas s&atilde;o na sua grande maioria aumentadoras de valores de status, como o Gremlin que d&aacute; mais 8 pontos de sorte. Al&eacute;m destas, existem algumas almas amarelas com efeitos realmente interessantes, como absorver HP quando Soma ataca qualquer coisa (Succubus) ou ver paredes que podem ser partidas (Peeping Eye), ou at&eacute; andar debaixo ou sobre &aacute;gua (Skula e Undine, respectivamente).<\/p>\n<p>Soma funciona num sistema de n&iacute;veis, bem ao velho estilo RPG, tal como Alucard em Yasoukyoku, Nathan em Circle e Juste em Concerto. &Agrave; medida que vai matando inimigos ganha experi&ecirc;ncia e por acumula&ccedil;&atilde;o de experi&ecirc;ncia ganha n&iacute;veis, o que por sua vez se traduz em aumentos de valores de status como for&ccedil;a, HP, MP, etc. Tamb&eacute;m devo referir que o MP tem aqui um destaque muito maior que em qualquer Castlevania anterior: nunca me senti tanta vez &#8220;apertado&#8221; com falta de MP, pois tanto o uso de almas vermelhas como azuis consome MP, e o MP neste jogo, mesmo nos n&iacute;veis mais altos, esgota-se muito depressa. Os cora&ccedil;&otilde;es aqui j&aacute; n&atilde;o s&atilde;o acumulados para o uso dos itens dos Belmondo mas sim como MP, embora n&atilde;o se ganhe muito MP apanhando-os.<\/p>\n<p>O sistema de jogo altera-se com uma segunda personagem, secreta, Julius, que est&aacute; para Minuet tal como Richter estava para Yasoukyoku. &Eacute; um t&iacute;pico Belmondo: usa o cl&aacute;ssico chicote da fam&iacute;lia Belmondo, o Vampire Killer, que n&atilde;o se compara em nada &agrave;s armas finais de Soma (tira muito pouca energia), embora possa ser girado, ao estilo de Richter em Yasoukyoku e Juste em Concerto (ou at&eacute; mesmo Simon em Akumajou Dracula da SNES). Julius n&atilde;o ganha n&iacute;veis nem experi&ecirc;ncia, nem muito menos absorve almas, nem pode usar equipamento ou itens, mas em compensa&ccedil;&atilde;o inicia o jogo com uma quantidade de HP bastante apreci&aacute;vel e com todas as habilidades que Soma apanha durante o jogo (tais como o super-salto, por exemplo). As &uacute;nicas diferen&ccedil;as &eacute; que fica invenc&iacute;vel quando se esquiva e tal como Richter o seu super-salto &eacute; um uppercut, e claro, carrega os itens cl&aacute;ssicos da fam&iacute;lia Belmondo, que podem ser alternados entre si carregando no bot&atilde;o R. De notar que estes itens n&atilde;o s&atilde;o fis&iacute;cos como nos jogos anteriores, &eacute; tudo manifesta&ccedil;&atilde;o de magia e como tal &#8220;queima&#8221; MP. Os itens presentes aqui s&atilde;o o machado, o crucifixo, a &aacute;gua benta e o cl&aacute;ssico &#8220;item crash&#8221; do crucifixo, a invoca&ccedil;&atilde;o da cruz, que aqui aparece como um item individual.<\/p>\n<p>O jogo com Julius &eacute; extremamente dif&iacute;cil, pois como j&aacute; disse, tira pouca energia, &eacute; uma complica&ccedil;&atilde;o para recuperar o HP que perde e mesmo o item mais poderoso (a invoca&ccedil;&atilde;o da cruz) causa pouco dano aos inimigos mais poderosos. O desequilibrio de poder que existia em Richter em Gekka no Yasoukyoku (em que bastava fazer o item crash da &aacute;gua benta, a Hydrostorm, para &#8220;limpar&#8221; qualquer boss, excepto Galamoth) foi portanto corrigido neste jogo.<\/p>\n<p>Quanto a inimigos, est&atilde;o presentes os cl&aacute;ssicos esqueletos, morcegos, zombies (redesenhados duma forma muito mais realista), mermen, axe armors (com sprites redesenhados), peeping eyes, pilares de ossos, corvos, drag&otilde;es brancos, harpias, minotauros, homens-pulga, dan&ccedil;arinos (vindos do Akumajou Dracula da SNES), lobisomens, cabe&ccedil;as de Medusa, ectoplasmas, ervas e as &aacute;guias &#8220;bombardeadoras&#8221; de Akumajou Densetsu, as altair (que, s&oacute; a t&iacute;tulo de curiosidade, &eacute; o nome da estrela principal da constela&ccedil;&atilde;o da &Aacute;guia).<br \/>\nTamb&eacute;m presentes est&atilde;o inimigos mais recentes, como as armaduras gigantes de Concerto e as disc armor (tamb&eacute;m elas com sprites redesenhados duma forma bastante mais &#8220;feia&#8221;, na minha opini&atilde;o), as caveiras gigantes, os slimes, as bonecas, os imps e as bruxas de Gekka no Yasoukyoku.<\/p>\n<p>Existe tamb&eacute;m, como &eacute; &oacute;bvio, uma grande quantidade de inimigos novos, entre os quais tenho que destacar as valqu&iacute;rias, que apresentam uma parecen&ccedil;a mais que suspeita para com Lenneth, a protagonista de &#8220;Valkyrie Profile&#8221;, o famoso RPG baseado na mitologia n&oacute;rdica da Enix. Os outros s&atilde;o os t&iacute;picos esqueletos com armaduras, golems e por a&iacute; fora, sem esquecer as cl&aacute;ssicas varia&ccedil;&otilde;es das palettes de cor, que se manifestam na forma de inimigos com nomes diferentes e mais HP e for&ccedil;a.<\/p>\n<p>Os bosses tamb&eacute;m marcam presen&ccedil;a, mas devo confessar uma grande desilus&atilde;o neste ponto. Os bosses s&atilde;o na sua grande maioria monstros comuns que se enfrentam em alturas posteriores do jogo. Bosses realmente bosses, s&oacute; s&atilde;o 7, dois deles fazendo a sua estreia neste jogo, dos quais destaco o gigante, um dos bosses mais incr&iacute;veis que j&aacute; tive a honra de enfrentar em Castlevania, enquanto que os outros 5 s&atilde;o a Morte, o Legi&atilde;o (que neste jogo est&aacute; bastante mau), Julius, Graham e o boss final, o Caos. Alguns combates, como a Morte, o gigante, Julius e o Caos s&atilde;o realmente &eacute;picos, mas a falta do morcego gigante, da Medusa, do monstro de Frankenstein e da m&uacute;mia faz-se sentir com muita for&ccedil;a aqui&#8230;<\/p>\n<p>Em compensa&ccedil;&atilde;o &agrave;s v&aacute;rias pequenas falhas, a dura&ccedil;&atilde;o deste jogo &eacute; bastante consider&aacute;vel, mas infelizmente n&atilde;o existe castelo invertido em Akatsuki no Minuet, outra grande falha, a meu ver. A n&iacute;vel de hist&oacute;ria no entanto, faz todo o sentido, j&aacute; que teoricamente o castelo em que se desenrola o jogo &eacute; o verdadeiro castelo de Dr&aacute;cula, e portanto o invertido. Uma coisa em que Minuet supera qualquer antecessor &eacute; no tamanho do castelo: embora n&atilde;o haja castelo invertido como j&aacute; disse, e muitas &aacute;reas sejam &#8220;estranhamente&#8221; parecidas (que de estranho n&atilde;o tem nada, &eacute; uma mera poupan&ccedil;a de texturas), o castelo de Minuet &eacute; bastante maior que qualquer castelo anterior.<\/p>\n<p>Este castelo &eacute; composto pela entrada (muito semelhante &agrave; entrada do castelo de Yasoukyoku), um sal&atilde;o de dan&ccedil;a e um dormit&oacute;rio (que retiram inspira&ccedil;&atilde;o de Concerto, Akumajou Dracula XX e o Akumajou Dracula da SNES, embora hajam zonas muito parecidas com &aacute;reas de Circle Of The Moon), um andar superior (ao estilo de algumas &aacute;reas de Yasoukyoku), uma capela (da qual n&atilde;o sei onde foram buscar a inspira&ccedil;&atilde;o, embora me sinta inclinado para Concerto), os Jardins Flutuantes (obviamente baseados nos Jardins de Yasoukyoku), a Arena (que basicamente &eacute; o Coliseu de Yasoukyoku redesenhado a partir de zero com outro nome), os quartos de estudo (a Biblioteca de Yasoukyoku redesenhada com outro nome) e o Reservat&oacute;rio Subterr&acirc;neo ligado com o Cemit&eacute;rio Subterr&acirc;neo que por sua vez se liga &agrave; &Aacute;rea Proibida (tr&ecirc;s &aacute;reas que misturam inspira&ccedil;&atilde;o das Catacumbas de Yasoukyoku com os n&iacute;veis aqu&aacute;ticos de Circle Of The Moon e Concerto Of The Midnight Sun). H&aacute; portanto, como &eacute; compreens&iacute;vel, um &#8220;dej&aacute; vu&#8221; &agrave; volta do jogo, com tantas inspira&ccedil;&otilde;es.<\/p>\n<p>Mas a longevidade perdoa muita coisa, e Minuet tem muita longevidade: al&eacute;m de completar o jogo uma vez (que j&aacute; de si &eacute; grande), existe o jogo com Julius, o modo dif&iacute;cil (com itens novos), a busca por todas as almas, acabar o jogo com 100%, os tr&ecirc;s finais diferentes com Soma e o modo Boss Rush (uma adi&ccedil;&atilde;o bastante engra&ccedil;ada em Concerto Of The Midnight Sun que aqui volta a aparecer e a brilhar). &Eacute; verdade que s&atilde;o apenas &#8220;remixes&#8221; de coisas que aparecem na primeira vez que jogamos mas, n&atilde;o obstante, garanto que a dura&ccedil;&atilde;o e entretenimento est&atilde;o assegurados.<\/p>\n<p>HIST&Oacute;RIA (cont\u00e9m spoilers)<br \/>\nEm termos cronol&oacute;gicos, se Akatsuki no Minuet n&atilde;o for a conclus&atilde;o da s&eacute;rie Castlevania, &eacute; dos &uacute;ltimos epis&oacute;dios. O jogo desenrola-se em 2035, e a personagem principal &eacute; Soma Cruz, aluno de liceu em interc&acirc;mbio no Jap&atilde;o. No in&iacute;cio do jogo, Soma dirige-se para o templo da sua amiga Mina Hakuba para verem juntos o eclipse solar, enquanto &eacute; perseguido, sem o notar, por um morcego. No entanto, quando chega ao topo das escadas do templo desmaia num clar&atilde;o e acorda num local diferente, com a sua amiga Mina ao lado e um estranho homem de neg&oacute;cios de cabelos negros compridos que se apresenta como Gen-Ya Arikado. Arikado diz-lhe que est&aacute; no castelo de Dr&aacute;cula, e de repente s&atilde;o atacados por monstros que s&atilde;o prontamente destru&iacute;dos por Arikado, mas um foge e ataca Mina. Soma defende Mina e absorve a alma do monstro, Arikado diz-lhe ent&atilde;o que este deve procurar uma sa&iacute;da do castelo, e descobrir a verdade sobre o seu poder acabado de descobrir: absorver almas.<\/p>\n<p>Ao longo do jogo, fica mais que claro (apesar de nunca o ser dito directamente) que Arikado &eacute; na verdade Alucard, que aparentemente quebrou a sua promessa de dormir eternamente que fez em Gekka no Yasoukyoku para livrar o mundo dos vampiros (como j&aacute; havia feito e quebrado em Dark Night Prelude\/Castlevania Legends e Akumajou Densetsu\/Castlevania III), pintou o cabelo de preto e vestiu um fato de homem de neg&oacute;cios. Outras personagens v&atilde;o surgindo, como Yoko Belnades, descendente de Sypha Belnades, Graham Jones, um mission&aacute;rio da Igreja, Hammer, o soldado americano que numa investiga&ccedil;&atilde;o a umas ru&iacute;nas acordou dentro do castelo, acabando por abrir uma loja de itens e Julius Belmondo.<\/p>\n<p>S&atilde;o dadas bastantes pistas sobre o que realmente aconteceu antes de Akatsuki no Minuet, pelas personagens. Como havia sido previsto na grande profecia de Nostradamus, Dr&aacute;cula voltou a despertar no ano de 1999 durante o eclipse solar. Aparentemente, Alucard tamb&eacute;m despertou por volta desta altura. Tal como j&aacute; havia acontecido na Idade M&eacute;dia, mais concretamente antes de Akumajou Densetsu, as na&ccedil;&otilde;es do mundo enviaram os seus ex&eacute;rcitos para destruir o conde, mas tudo o que aconteceu foi uma chacina. O destino do mundo encontrava-se ent&atilde;o nas m&atilde;os do descendente da fam&iacute;lia Belmondo, neste caso, Julius Belmondo, que auxiliado por Alucard e outros tantos matou finalmente Dr&aacute;cula e selou o castelo (eis o motivo pelo qual os caix&otilde;es de Yasoukyoku, os pontos de grava&ccedil;&atilde;o, aparecem aqui destru&iacute;dos com uma est&aacute;tua da Virgem Maria por cima) gra&ccedil;as a padres do templo Hakuba, no Sol. Julius deixou o legado da fam&iacute;lia Belmondo, o chicote Vampire Killer, escondido no castelo e Alucard tentou levar uma vida normal, entre humanos, mas sempre visitando o templo Hakuba, pois sabia que Dr&aacute;cula, apesar de morto, ainda n&atilde;o tinha sido destru&iacute;do. E foi assim que aconteceu no ano de 2035, quando o castelo de Dr&aacute;cula ressuscitou, no meio do eclipse, arrastando Soma e Mina para dentro dele.<\/p>\n<p>Soma, na sua demanda pelo castelo, encontra Julius, sem mem&oacute;ria do seu passado, lembrando-se apenas que est&aacute; ligado ao castelo, de alguma forma. Pelo caminho, encontra a Morte tamb&eacute;m, que aparentemente j&aacute; n&atilde;o &eacute; deste mundo (se &eacute; que alguma vez foi), pois quando o combate se inicia, &eacute; apenas um espectro, que comanda &agrave; sua foice atacar Soma. No entanto, quando Soma destr&oacute;i a foice, a Morte materializa-se e aparece com uma foice dupla gigante! No final do combate, a Morte volta para a sua dimens&atilde;o.<\/p>\n<p>Perto do momento final, Julius recupera a mem&oacute;ria e procura o seu chicote, para destruir Graham, que se apresenta como a ressurrei&ccedil;&atilde;o de Dr&aacute;cula, e tudo leva a crer que o &eacute;, pois apesar de possuir os mesmos poderes que Dr&aacute;cula, nasceu no exacto momento que Dr&aacute;cula morreu. Mas no momento em que &eacute; destru&iacute;do, tudo &eacute; revelado, no climax do jogo: Alucard aparece e diz a Soma que Dr&aacute;cula ressuscitou no seu corpo (aparentemente sabia-o desde o in&iacute;cio!), e a &uacute;nica maneira do destruir &eacute; destruir a criatura do caos que &eacute; o castelo. Soma parte para o &eacute;pico confronto final com as trevas do castelo, numa outra dimens&atilde;o, mas antes disso Julius aparece e enfrenta-o, num dos combates mais fant&aacute;sticos do jogo.<\/p>\n<p>TRADU&Ccedil;&Atilde;O<br \/>\nA tradu&ccedil;&atilde;o, na sua grande generalidade, n&atilde;o est&aacute; muito m&aacute;. &Eacute; louv&aacute;vel o facto de n&atilde;o terem dobrado as vozes originais japonesas para ingl&ecirc;s, mas n&atilde;o &eacute; louv&aacute;vel continuarem a manter erros que j&aacute; s&atilde;o practicamente da casa como mudarem o nome do jogo ou chamarem Belmont a Belmondo. Tamb&eacute;m algu&eacute;m devia dizer aos tradutores que a pron&uacute;ncia de Gen-Ya &eacute; diferente de Genya&#8230; Estes erros no entanto n&atilde;o s&atilde;o t&atilde;o graves nem irritantes como alguns que v&atilde;o aparecendo pelo jogo. Refiro-me mais concretamente aos nomes dos monstros e dos itens.<\/p>\n<p>Nos monstros h&aacute; que destacar o &#8220;Quezlcoatl&#8221;, deriva&ccedil;&atilde;o bastante &#8220;interessante&#8221; de &#8220;Quetzalcoatl&#8221; e os dem&oacute;nios com nomes inspirados na &#8220;Divina Com&eacute;dia&#8221;, de Dante. Pergunto-me que raio de tradutor exerce a sua profiss&atilde;o sem um m&iacute;nimo de cultura geral, principalmente quando &eacute; referente a uma das maiores obras liter&aacute;rias do mundo. Quem &eacute; que, conhecendo a Divina Com&eacute;dia, traduziria &#8220;Scarmiglione&#8221; (Sukaamirion) como &#8220;Skull Millione&#8221;? Ou &#8220;Rubicante&#8221; (Rubikanto) como Lubicant? Mas se estes erros parecem insignificantes, e estes s&atilde;o apenas os mais evidentes, ent&atilde;o que dizer das tradu&ccedil;&otilde;es dos itens? Como &eacute; poss&iacute;vel traduzir &#8220;Thor Hammer&#8221; por &#8220;Tallhammer&#8221;? E &#8220;Partisan&#8221;? Ser&aacute; que nem ingl&ecirc;s estes tradutores sabem, para traduzirem a dita arma por &#8220;Partizan&#8221;? N&atilde;o menos engra&ccedil;ada &eacute; a tradu&ccedil;&atilde;o da lan&ccedil;a de Longinos, a famosa lan&ccedil;a que trespassou o corpo de Jesus crucificado, a &#8220;Longinos&#8217; Spear&#8221;, traduzida por &#8220;Ronginus&#8217; Spear&#8221; ou a lan&ccedil;a de guerra de Odin, a famosa lan&ccedil;a &#8220;Gungnir&#8221;, traduzida aqui por &#8220;Gungner&#8221; e mais umas quantas tradu&ccedil;&otilde;es semelhantes&#8230;<br \/>\nTradutores que claramente t&ecirc;m uma grande falta de cultura geral&#8230;<\/p>\n<p>GERAL<br \/>\nAkatsuki no Minuet &eacute; um jogo que n&atilde;o desaponta. A n&iacute;vel de gr&aacute;ficos n&atilde;o supera Concerto Of The Midnight Sun e a n&iacute;vel de m&uacute;sica n&atilde;o supera Circle Of The Moon, mas na combina&ccedil;&atilde;o dos dois apartados consegue superar (ainda que apenas ligeiramente) esses dois jogos.<\/p>\n<p>A jogabilidade &eacute; muito interessante e tanto o sistema de magias como de combate s&atilde;o bastante interessantes, mas sei que a Konami consegue fazer muito melhor. Limita&ccedil;&otilde;es do sistema? Talvez. O sistema de MP devia ter levado uma revis&atilde;o geral antes do jogo ter sido lan&ccedil;ado. N&atilde;o que eu acredite em facilidades, mas a falta de MP pode tornar-se extremamente irritante. A possibilidade de s&oacute; poder levar 9 itens de cada tamb&eacute;m n&atilde;o &eacute; muito agrad&aacute;vel e n&atilde;o sou muito apologista, mas devo dizer que realmente eleva um pouco a dificuldade.<\/p>\n<p>A dura&ccedil;&atilde;o deste jogo &eacute; um grande trunfo. Apesar do jogo se tornar muito dej&aacute; vu ao fim de 1 semana a jog&aacute;-lo o dia todo, principalmente devido &agrave;s semelhan&ccedil;as das &aacute;reas no seu geral como para com jogos anteriores, devo dizer que ainda me diverti bastante (embora acredite que me podia divertir ainda mais), pois o castelo &eacute; bastante grande e os extras compensam largamente. O modo Boss Rush &eacute;, como j&aacute; fora em Concerto Of The Midnight Sun, bastante divertido e o jogo com Julius &eacute; realmente desafiador, embora seja frustrante por vezes e os seus sprites sejam menos apelativos (leia-se: menos trabalhados) que os de Soma. No entanto, o sistema de mudan&ccedil;a de itens em Julius &eacute; pouco natural e atrapalha o jogo, mas fora isso, no geral, &eacute; um extra que n&atilde;o &eacute; mal vindo. Um extra que certamente seria MUITO benvindo seria a possibilidade de jogar com Alucard, e &eacute; um pouco incompreens&iacute;vel o motivo pelo qual a Konami n&atilde;o o incluiu (isso, o castelo invertido, uma quantidade de itens mais, etc., etc.), mas n&atilde;o se pode pedir tudo&#8230;<\/p>\n<p>A hist&oacute;ria est&aacute; muito bem escrita e adiciona um grande atractivo ao jogo. Desde Gekka no Yasoukyoku que n&atilde;o via uma hist&oacute;ria t&atilde;o forte na s&eacute;rie Castlevania. Continuo a preferir a de Yasoukyoku mil vezes, mas devo dizer que estou impressionado com o que a Konami conseguiu fazer neste Castlevania, especialmente tendo em conta que, apesar de n&atilde;o parecer desenrolar-se no futuro, transmite esse ambiente perfeitamente. Talvez seja esse o motivo pelo qual n&atilde;o fiquei t&atilde;o deslumbrado com este jogo como fiquei com Circle Of The Moon. O ambiente joga um papel muito importante nos Castlevania: a fus&atilde;o de m&uacute;sicas &eacute;picas com um ambiente medieval em que o o jogador se identifica com o protagonista foram os principais trunfos dos dois Akumajou Dracula X e de Circle Of The Moon. Esse ambiente n&atilde;o est&aacute; muito presente em Concerto Of The Midnight Sun e em Akatsuki no Minuet est&aacute; completamente ausente.<br \/>\nMas voltando &agrave; quest&atilde;o da hist&oacute;ria, n&atilde;o duvido que se a Konami fizesse algo na linha de Gekka no Yasoukyoku com a hist&oacute;ria que apresentou aqui para o ano de 1999 ultrapassasse &#8220;nas calmas&#8221; Yasoukyoku: o atractivo de Minuet &eacute; descobrir o passado de 1999, n&atilde;o os eventos que se passam em 2035, o que &eacute; ir&oacute;nico, no m&iacute;nimo.<\/p>\n<p>Apesar de todas as cr&iacute;ticas que aqui apresentei (que admito que sejam algo exageradas), Akatsuki no Minuet &eacute; um grande jogo, bem na moda da s&eacute;rie Castelavania. Infelizmente, v&ecirc;-se um pouco dilu&iacute;da a f&oacute;rmula que fez com que os Castlevania fossem os cl&aacute;ssicos que s&atilde;o hoje em dia, e com a chegada em breve doutro Castlevania 3D, desta vez na PS2, devo dizer que receio pelo futuro da s&eacute;rie, apesar de tudo o que a Konami possa dizer sobre n&atilde;o ir repetir o desastre de Akumajou Dracula Mokushiroku (Castlevania 64).<\/p>\n<p>No entanto, como j&aacute; disse, Minuet n&atilde;o desilude: pode ser visto como a terceira parte duma trilogia Castlevania sem rela&ccedil;&atilde;o entre si. Vale principalmente pelo tempo que dura e pela hist&oacute;ria interessante. Os que esperam encontrar aqui algo que supere Gekka no Yasoukyoku &#8220;tirem o cavalo da chuva&#8221;, pois ainda n&atilde;o &eacute; desta (embora j&aacute; devesse ter sido h&aacute; muito tempo, pois a Konami tem capacidade para fazer remakes dos fant&aacute;sticos Castlevania mais antigos ou at&eacute; mesmo para fazer uma continua&ccedil;&atilde;o de Yasoukyoku, na PS2, n&atilde;o entendo &eacute; porque &eacute; que n&atilde;o faz nem uma coisa nem outra, pois as vendas compensariam certamente).<\/p>\n<p>Akatsuki no Minuet encontra-se no mesmo n&iacute;vel de qualidade que Circle Of The Moon e Concerto Of The Midnight Sun, e se gostaste de qualquer um destes t&iacute;tulos, tamb&eacute;m vais adorar Akatsuki no Minuet. Um bom jogo, sem d&uacute;vida, digno de figurar na hist&oacute;ria Castlevania.<\/p>\n<p><b>Escrito por: Luis dos Santos<\/b><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Enquanto o t&atilde;o esperado Castlevania para a PlayStation 2 da Sony n&atilde;o sai, a Konami vai-nos presenteando com fabulosas entregas desta n&atilde;o menos fabulosa s&eacute;rie na consola port&aacute;til da Nintendo,&nbsp;[ &hellip; ]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[1283,13],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.clubotaku.org\/niji\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/7724"}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.clubotaku.org\/niji\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.clubotaku.org\/niji\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.clubotaku.org\/niji\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.clubotaku.org\/niji\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=7724"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/www.clubotaku.org\/niji\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/7724\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":22953,"href":"https:\/\/www.clubotaku.org\/niji\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/7724\/revisions\/22953"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.clubotaku.org\/niji\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=7724"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.clubotaku.org\/niji\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=7724"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.clubotaku.org\/niji\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=7724"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}