{"id":7760,"date":"2001-01-01T00:00:00","date_gmt":"2001-01-01T00:00:00","guid":{"rendered":"http:\/\/www.clubotaku.org\/nijiwp\/?p=7760"},"modified":"2001-01-01T00:00:00","modified_gmt":"2001-01-01T00:00:00","slug":"final-fantasy-x","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.clubotaku.org\/niji\/games\/final-fantasy-x\/","title":{"rendered":"Final Fantasy X"},"content":{"rendered":"<p><split><\/p>\n<p>Cada lan&ccedil;amento de um jogo da s&eacute;rie &#8220;Final Fantasy&#8221; &eacute; um verdadeiro acontecimento entre os adeptos dos video-jogos, sobretudo porque os programadores da Square esmeram-se para que cada novo t&iacute;tulo eleve mais alta a fasquia da espectacularidade e profici&ecirc;ncia t&eacute;cnica associada &agrave; plataforma onde o jogo &eacute; lan&ccedil;ado. &#8220;Final Fantasy VII&#8221; ganhou notoriedade por constituir a estreia da s&eacute;rie na consola Playstation, inaugurando de forma espectacular a era tridimensional nos RPG&#8217;s. Sendo o primeiro t&iacute;tulo &#8220;Final Fantasy&#8221; para a Playstation 2, o 10&ordm; t&iacute;tulo da s&eacute;rie carrega nas costas uma carga pesada de expectativas. Ser&aacute; que &#8220;FInal Fantasy X&#8221; oferece aos jogadores uma experi&ecirc;ncia &agrave; altura da consola em que corre?<\/p>\n<p>A resposta &eacute; sim. &#8220;Final Fantasy X&#8221; &eacute; um aut&ecirc;ntico espect&aacute;culo cinem&aacute;tico oferecido aos propriet&aacute;rios da consola da Sony, um caleidosc&oacute;pio deslumbrante de cen&aacute;rios paradis&iacute;acos, anima&ccedil;&atilde;o perfeita, personagens deslumbrantes e uma hist&oacute;ria &eacute;pica e cativante. Por&eacute;m, por baixo de toda esta espectacularidade, continua a existir o mesmo paradigma de jogo que tinha o primeiro t&iacute;tulo da s&eacute;rie, publicado 14 anos antes. Apesar dos in&uacute;meros avan&ccedil;os da tecnologia em videojogos, o jogador continua a ter controlo limitado do decorrer da hist&oacute;ria e a ter que lidar com os mesmos aspectos irritantes de sempre, tais como sejam os encontros aleat&oacute;rios com monstros e a necessidade de &#8220;treinar&#8221; os personagens durante horas seguidas para conseguir bater alguns dos advers&aacute;rios mais dif&iacute;ceis. O conceito de verdadeira interactividade parece continuar, como desde h&aacute; muito, a escapar aos criadores japoneses, em detrimento da componente cinem&aacute;tica.<\/p>\n<p>Independentemente disso, os verdadeiros f&atilde;s parecem n&atilde;o se importar com este aspecto em particular da cultura RPG japonesa. &#8220;FF X&#8221;, &agrave; semelhan&ccedil;a dos seus &uacute;ltimos predecessores, aposta na sua hist&oacute;ria para fazer passar a sua mensagem. E a hist&oacute;ria &eacute;&#8230;<\/p>\n<table><img>images\/games\/ffx\/ffx_1.jpg<\/img><imgsplit><img>images\/games\/ffx\/ffx_2.jpg<\/img><imgsplit><img>images\/games\/ffx\/ffx_3.jpg<\/img><\/table>\n<p>Tudo parece correr bem a Tidus. Afinal de contas, ele &eacute; a estrela dos Zanarkand Abes, uma das melhores equipas de Blitzball, e &eacute; adorado e idolatrado por milhares para onde quer que v&aacute;. Mas tudo muda quando a cidade de Zanarkand &eacute; atacada por uma gigantesca entidade chamada Sin, que destr&oacute;i tudo por onde passa. Apanhado por Sin, Tidus v&ecirc;-se transportado misteriosamente para uma estranha terra com o nome de Spira, um lugar onde Zanarkand &eacute; uma ru&iacute;na do passado, e onde predomina o culto ao deus Yevon, ao qual o povo entrega as suas preces de protec&ccedil;&atilde;o contra Sin. &Eacute; a&iacute; que Tidus se junta &agrave; miss&atilde;o de Yuna, uma jovem sacerdotisa de Yevon e invocadora, que parte numa peregrina&ccedil;&atilde;o com o objectivo de, como o fizeram muitos invocadores antes dela, derrotar Sin e oferecer a Spira uma nova &eacute;poca de paz. Com a ajuda dos seus guardi&otilde;es, Yuna pretende melhorar as suas capacidades ao longo do caminho, at&eacute;, no fim, ser capaz de fazer a &Uacute;ltima Invoca&ccedil;&atilde;o, a &uacute;nica t&eacute;cnica capaz de deter Sin.<\/p>\n<p><split><\/p>\n<p>Se esta hist&oacute;ria parece demasiado linear, podem acreditar que &eacute;. Fora as previs&iacute;veis reviravoltas do enredo, o jogador de &#8220;FF X&#8221; seguir&aacute; do princ&iacute;pio ao fim a peregrina&ccedil;&atilde;o de Yuna e dos seus guardi&otilde;es, reunindo aliados e novos poderes ao longo do seu percurso. &Eacute; claro que s&atilde;o as reviravoltas que d&atilde;o interesse &agrave; hist&oacute;ria, mas a Square, desta vez, excedeu-se na arte de limitar a escolha ao jogador em termos de percurso de jogo: o grau de liberdade &eacute; extremamente limitado e apenas atingido perto do fim do jogo, pelo que a componente explorat&oacute;ria &eacute; quase n&atilde;o existente. Em vez disso, o jogador &eacute; submetido a labirintos e puzzles relativamente simples, tendo como &uacute;nico objectivo, em cada fase da viagem, chegar de uma ponta a outra de cada cen&aacute;rio, findo o qual quase sempre nos espera o tradicional &#8220;boss du jour&#8221;, cada vez mais forte e feio.<\/p>\n<p>&Eacute; desta forma que em &#8220;FF X&#8221;, ao contr&aacute;rio de outros RPG&#8217;s na tradi&ccedil;&atilde;o japonesa, a import&acirc;ncia dada ao habitual &#8220;mapa-mundi&#8221; &eacute; quase nula, servindo apenas (e mal) para ver a quantas &eacute; que Yuna e companhia v&atilde;o.<\/p>\n<p>Como qualquer RPG japon&ecirc;s que se preze, &#8220;FF X&#8221; mete grande &ecirc;nfase nos embates com os monstros que aparecem pelo caminho. Como de costume nesta s&eacute;rie da Square, a sua presen&ccedil;a &eacute; anunciada pela aleat&oacute;ria (e irritante) transi&ccedil;&atilde;o para um ecr&atilde; de luta, onde confrontamos os nossos advers&aacute;rios.<br \/>Como tamb&eacute;m &eacute; costume em &#8220;FF&#8221;, cada t&iacute;tulo introduz algumas varia&ccedil;&otilde;es nas lutas, as quais, contudo, n&atilde;o s&atilde;o suficientes para dissuadir o jogador de que est&aacute; a assistir a um sistema de jogo criado numa &eacute;poca em que as m&aacute;quinas de jogos ainda eram extremamente limitadas em termos de interac&ccedil;&atilde;o.<br \/>Desta vez, lutam 3 dos personagens do nosso grupo de cada vez, com a possibilidade de trocar a qualquer momento o personagem activo por um dos que ficou de fora. Tamb&eacute;m n&atilde;o existe tempo de limite para determinar a ac&ccedil;&atilde;o do personagem, para al&iacute;vio dos que valorizam mais a estrat&eacute;gia do que a destreza digital.<\/p>\n<table><img>images\/games\/ffx\/ffx_4.jpg<\/img><imgsplit><img>images\/games\/ffx\/ffx_5.jpg<\/img><imgsplit><img>images\/games\/ffx\/ffx_6.jpg<\/img><\/table>\n<p>A n&iacute;vel de jogo, talvez a inova&ccedil;&atilde;o mais interessante deste &#8220;FF X&#8221; seja o seu sistema de evolu&ccedil;&atilde;o de personagens, o qual confere um grau de liberdade muito cativante na modela&ccedil;&atilde;o das caracter&iacute;sticas dos nossos her&oacute;is. A evolu&ccedil;&atilde;o de cada personagem &eacute; acompanhada numa esp&eacute;cie de labirinto de esferas ligadas entre si, no qual cada esfera concede o melhoramento de uma determinada caracter&iacute;stica. Neste sistema, os tradicionais pontos de experi&ecirc;ncia ganhos depois de cada vit&oacute;ria concedem a possibilidade do personagem se deslocar neste labirinto, podendo o jogador escolher o caminho a seguir, e por consequ&ecirc;ncia, as esferas a &#8220;pisar&#8221;.<\/p>\n<p>Em suma, &#8220;FF X&#8221; constitui uma estreia promissora para a s&eacute;rie na Playstation 2, e uma evolu&ccedil;&atilde;o significativa no que diz respeito aos par&acirc;metros de apresenta&ccedil;&atilde;o e cinematografia em v&iacute;deo-jogos. Por&eacute;m, n&atilde;o oferece muito de novo em termos de paradigma de jogo, permanecendo o conjunto um pouco opaco a jogadores novos ou ocasionais. Recomendado absolutamente a f&atilde;s da s&eacute;rie e a quem gosta de ser deslumbrado com gr&aacute;ficos quase fotorealistas e anima&ccedil;&atilde;o fora de s&eacute;rie. Por&eacute;m, quem nunca antes se envolveu em RPG&#8217;s, n&atilde;o &eacute; aqui que vai descobrir o gosto. Para esses, talvez seja mais recomend&aacute;vel come&ccedil;arem com um outro t&iacute;tulo da Square, que n&atilde;o vou mencionar aqui, mas cujo nome come&ccedil;a com &#8220;K&#8221; e acaba com &#8220;ingdom Hearts&#8221;. Quem quiser que apanhe a dica.<br \/><split><\/p>\n<p><b>Autor:Jo&atilde;o Rocha<\/b><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Cada lan&ccedil;amento de um jogo da s&eacute;rie &#8220;Final Fantasy&#8221; &eacute; um verdadeiro acontecimento entre os adeptos dos video-jogos, sobretudo porque os programadores da Square esmeram-se para que cada novo t&iacute;tulo&nbsp;[ &hellip; ]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[1283,13],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.clubotaku.org\/niji\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/7760"}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.clubotaku.org\/niji\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.clubotaku.org\/niji\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.clubotaku.org\/niji\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.clubotaku.org\/niji\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=7760"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.clubotaku.org\/niji\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/7760\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.clubotaku.org\/niji\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=7760"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.clubotaku.org\/niji\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=7760"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.clubotaku.org\/niji\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=7760"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}