{"id":7771,"date":"2001-01-01T00:00:00","date_gmt":"2001-01-01T00:00:00","guid":{"rendered":"http:\/\/www.clubotaku.org\/nijiwp\/?p=7771"},"modified":"2001-01-01T00:00:00","modified_gmt":"2001-01-01T00:00:00","slug":"comic-party","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.clubotaku.org\/niji\/anime\/comic-party\/","title":{"rendered":"Comic Party"},"content":{"rendered":"<p><split><\/p>\n<p>Com a sua quota excessiva de dedica&ccedil;&atilde;o, devo&ccedil;&atilde;o, esfor&ccedil;o e (pouca) gl&oacute;ria, a comunidade de criadores de doujinshi (ou manga amador) parece ser o alvo perfeito para uma par&oacute;dia. No Jap&atilde;o, legi&otilde;es de ilustradores e argumentistas de fim-de-semana dedicam todo o seu tempo livre &agrave; cria&ccedil;&atilde;o de obras originais ou derivadas de outras mais conhecidas, alimentando assim os seus sonhos de fama e fortuna no seio da comunidade de leitores de manga.<\/p>\n<p>O que n&atilde;o falta s&atilde;o locais e ocasi&otilde;es para realizar a compra e venda das &uacute;ltimas obras amadoras, que em alguns casos, atingem um n&iacute;vel de qualidade excepcional. Alguns dos artistas conseguem mesmo ultrapassar a barreira da actividade amadora e entrar no mundo muito mais exigente dos desenhadores profissionais. Mas para a maioria, o doujinshi acaba por ser um simples hobby que permite um grau de aceita&ccedil;&atilde;o, integra&ccedil;&atilde;o social e concretiza&ccedil;&atilde;o pessoal.<\/p>\n<p>&Eacute; claro, algumas pessoas levam os seus hobbies longe demais.<\/p>\n<p>&#8220;Comic Party&#8221; era, originalmente, um jogo hentai para PC, em que o jogador desempenhava o papel de um afincado criador de doujinshi, empenhado em completar a realiza&ccedil;&atilde;o da sua pr&oacute;xima obra a tempo para a pr&oacute;xima conven&ccedil;&atilde;o. Ao longo do caminho, encontra uma pan&oacute;plia de raparigas envolvidas no processo de cria&ccedil;&atilde;o de manga &#8211; as quais ter&aacute;, obviamente, de seduzir. O sucesso deste jogo no Jap&atilde;o justificou a cria&ccedil;&atilde;o desta s&eacute;rie de anime de 13 epis&oacute;dios a qual, no entanto, deixou de lado os elementos hentai (mas mantendo muito do fan-service). Posteriormente, foram realizados mais 4 pequenos epis&oacute;dios especiais, e o jogo foi adaptado em vers&atilde;o censurada para a consola Sega Dreamcast.<\/p>\n<p>Sendo Kazuki &eacute; um estudante com jeito para desenhar e poucas preocupa&ccedil;&otilde;es: a escola que ele frequenta garante-lhe o acesso a uma universidade local. Um dia, o seu amigo Taishi convence-o a ir a um mercado de manga amador&#8230; e assim, Kazuki mergulha de cabe&ccedil;a no mundo do doujinshi. Agora, ele tem algo com que se preocupar, nomeadamente com o prazo para acabar a sua primeira e fabulosa obra&#8230; mas conseguir&aacute; ele conciliar essa tarefa com a rela&ccedil;&atilde;o que tem com a sua amiga de inf&acirc;ncia Mizuki?<\/p>\n<p>Esta premissa at&eacute; se poderia dar a um desenvolvimento interessante, caso fosse bem explorada. Infelizmente, nem por sombras ela o &eacute;. &#8220;Comic Party&#8221;, ao longo dos seus 13 epis&oacute;dios, n&atilde;o apresenta mais do que uma s&eacute;rie intermin&aacute;vel de clich&eacute;s semi-c&oacute;micos que nunca conseguem despertar grande interesse nem suscitar mais do que um leve sorriso nos l&aacute;bios de que v&ecirc;. A maior parte das situa&ccedil;&otilde;es parecem for&ccedil;adas, e no que diz respeito ao humor, apenas as atitudes gloriosamente transbordantes de Taishi a tentar inspirar Kazuki s&atilde;o minimamente engra&ccedil;adas.<\/p>\n<p>E n&atilde;o &eacute; preciso ser grande g&eacute;nio para adivinhar a origem da inspira&ccedil;&atilde;o para este anime, j&aacute; que a esmagadora maioria das pessoas que Kazuki conhece na sua carreira pelo mundo do doujinshi s&atilde;o meninas do mais kawaii que existe.<\/p>\n<p>Os designs dos personagens s&atilde;o minimamente apelativos mas demasiado padronizados, e extremamente prejudicados pela extrema falta de dinamismo da anima&ccedil;&atilde;o, que nitidamente se limitou ao m&iacute;nimo para n&atilde;o ser visto como imagens est&aacute;ticas. Nem mesmo a sequ&ecirc;ncia de abertura se escapa &#8211; apesar de ter uma m&uacute;sica convenientemente chamativa, a anima&ccedil;&atilde;o e realiza&ccedil;&atilde;o &eacute; pouco mais do que med&iacute;ocre.<\/p>\n<p><split><\/p>\n<p>No cap&iacute;tulo de vozes, &#8220;Comic Party&#8221; conta com o talento de Kikuchi Masami (Keiichi em &#8220;Aa! Megami-sama&#8221;, Tenchi em &#8220;Tenchi Muyo!&#8221;) como o aspirante a desenhador Kazuki, Touchika Kouichi como o megaloman&iacute;aco Taishi, Sayama Riko como a menosprezada Mizuki, Morota Kaoru como a experiente desenhadora Yuu e Ishikawa Shizuka como a sua irritante e arrogante rival Eimi. Mas nem todo o talento do mundo poderia salvar este anime da triste conclus&atilde;o.<\/p>\n<p>&Eacute; verdade que algu&eacute;m tem que ver as coisas m&aacute;s &#8211; quanto mais n&atilde;o seja para avisar os outros de que elas o s&atilde;o. Este cr&iacute;tico, sendo um optimista por natureza, gostaria que uma s&eacute;rie com um conceito original como este n&atilde;o fosse m&aacute;. Mas infelizmente, n&atilde;o &eacute; esse o caso.<\/p>\n<p>&#8220;Comic Party&#8221; nunca consegue superar a mediocridade e o clich&eacute; &oacute;bvio, contendo muito do que se pode encontrar de mau em anime: anima&ccedil;&atilde;o foleira, humor for&ccedil;ado, fan-service de mau gosto, mau ritmo narrativo, tudo num mesmo pacote. Talvez os entusiastas do doujinshi se consigam identificar com as situa&ccedil;&otilde;es encontradas ao longo desta hist&oacute;ria. Para os outros, s&oacute; se pode dizer que h&aacute; muito melhor para se ver do que esta obra.<br \/><split><\/p>\n<p><b>Autor:Jo&atilde;o Rocha<\/b><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Com a sua quota excessiva de dedica&ccedil;&atilde;o, devo&ccedil;&atilde;o, esfor&ccedil;o e (pouca) gl&oacute;ria, a comunidade de criadores de doujinshi (ou manga amador) parece ser o alvo perfeito para uma par&oacute;dia. 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