{"id":7804,"date":"2001-01-01T00:00:00","date_gmt":"2001-01-01T00:00:00","guid":{"rendered":"http:\/\/www.clubotaku.org\/nijiwp\/?p=7804"},"modified":"2001-01-01T00:00:00","modified_gmt":"2001-01-01T00:00:00","slug":"metal-heroes","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.clubotaku.org\/niji\/artigos\/metal-heroes\/","title":{"rendered":"Metal Heroes"},"content":{"rendered":"<p><split><\/p>\n<p>A TRAJET&Oacute;RIA DOS HER&Oacute;IS QUE CONQUISTARAM O MUNDO<\/p>\n<p>Das quatro linhagens mais importantes do g&eacute;nero Tokusatsu, h&aacute; uma que hoje podemos considerar extinta. Falamos claro dos saudosos Metal Heroes, que tiveram uma passagem marcante pelo Brasil, onde criaram um grande grupo de f&atilde;s.<\/p>\n<p>Apresentados ao mundo no ano de 1982, com a estreia do inovador Pol&iacute;cia do Espa&ccedil;o Gavan (Uchuu Keiji Gavan), as s&eacute;ries protagonizadas por her&oacute;is com armaduras de metal hoje vivem apenas na lembran&ccedil;a dos f&atilde;s. O Brasil teve o privil&eacute;gio de acompanhar 10 (de 15) destas s&eacute;ries, sendo que nenhuma delas obteve o mesmo sucesso de Jaspion (Kyoju Tokusou Jaspion). Outras s&eacute;ries que fizeram bastante sucesso por aqui (Brasil) foram Sharivan, Shaider, Spielvan (conhecido como Jaspion 2), Metalder, Jiraiya,&#8230;<\/p>\n<p>A saga dos her&oacute;is de metal manteve-se at&eacute; o ano de 1989, onde tivemos as aventuras do Policia de A&ccedil;o Jiban (Kidou Keiji Jiban), tamb&eacute;m exibido no Brasil com enorme sucesso. No ano seguinte, a Toei, empresa que det&eacute;m os direitos das s&eacute;ries, lan&ccedil;a um novo padr&atilde;o para o g&eacute;nero, apresentando o Esquadr&atilde;o Winspector (Tokkei Winspector), que ao inv&eacute;s de mostrar um guerreiro solit&aacute;rio, contava com um trio de her&oacute;is que dariam in&iacute;cio ao chamado Rescue Heroe, classifica&ccedil;&atilde;o utilizada para sub-dividir o universo dos Metal Heroes. Com o sucesso da s&eacute;rie, em 1991 tivemos a sua continua&ccedil;&atilde;o directa: Solbrain (Tokkyu Shirei Solbrain), &uacute;ltima s&eacute;rie do g&eacute;nero a ser exibida no Brasil.<\/p>\n<p>Os esquadr&otilde;es de resgate ainda teriam uma terceira vers&atilde;o, Tokusou Excee Draft. Com o desfecho dos Rescue Heroes, os Metal Heroes tiveram seu novo representante em 1993, Tokusou Robo Junperson. J&aacute; em 1994 foi a vez de Blue SWAT, s&eacute;rie que mais uma vez apresentava um trio de her&oacute;is.<\/p>\n<p>O fim dos her&oacute;is de metal come&ccedil;ou a sentir-se no ano de 1995, com a chegada de Jakou B-Fighter, uma s&eacute;rie protagonizada por um trio de her&oacute;is que mais nos fazia lembrar besouros met&aacute;licos. Apesar deste facto, a s&eacute;rie teve um sucesso consider&aacute;vel e deu origem &agrave; segunda vers&atilde;o &#8220;sabanizada&#8221; em cima do g&eacute;nero Metal Heroe: Battle Borgs (A primeira foi V.R. Troopers, onde as s&eacute;ries utilizadas na ocasi&atilde;o foram Spielvan e Metalder). Felizmente, a vers&atilde;o americano resumiu-se num fracasso total.<\/p>\n<p>Por fim, no ano de 1996 tivemos a &uacute;ltima s&eacute;rie Metal Heroe, que na verdade era uma continua&ccedil;&atilde;o de B-Fighter: Jakou B-Fighter Kabuto. Depois disso, tivemos apenas seriados infantis como Kabutak, Robotack e Moero! Rococon, que n&atilde;o podem ser considerados oficialmente como Metal Heroes.<\/p>\n<p>O RENASCER<\/p>\n<p>Muitos f&atilde;s at&eacute; hoje lamentam e ao mesmo tempo n&atilde;o entendem o motivo que levou a Toei a suspender a produ&ccedil;&atilde;o deste tipo de s&eacute;rie. Na verdade, a empresa que det&eacute;m os direitos dos Metal Heroes &eacute; a mesma detentora das s&eacute;ries Super Sentais e Kamen Riders, outras duas importantes marcas do universo Tokusatsu.<\/p>\n<p><split><\/p>\n<p>O g&eacute;nero dos Kamen Riders, muito mais tradicional e importante que os Metal Heroes, pelo menos quando falamos em termos de Jap&atilde;o, tamb&eacute;m chegou a dar a impress&atilde;o de que tamb&eacute;m iria acabar, depois da morte de Shotaro Ishinomori, criador de todas s&eacute;ries Riders at&eacute; ent&atilde;o. Mas no ano 2000 surgiu um novo representante da fam&iacute;lia dos homens-gafanhotos: Kamen Rider Kuuga.<\/p>\n<p>A s&eacute;rie que ressuscitou a mais tradicional linhagem de super her&oacute;is japoneses ao lado da fam&iacute;lia Ultra deu in&iacute;cio ao que podemos chamar de nova gera&ccedil;&atilde;o dos Kamen Riders. Kuuga acendeu novamente a chama dos motoqueiros mascarados e com isso, a Toei passou a estabelecer um novo padr&atilde;o anual, passando a lan&ccedil;ar a cada temporada uma nova s&eacute;rie Super Sentai (tradi&ccedil;&atilde;o que dura desde 1979) e uma nova s&eacute;rie Kamen Rider. <\/p>\n<p>Em 2001 tivemos a estr&eacute;ia de Kamen Rider Agito, s&eacute;rie que seguia os mesmos padr&otilde;es de Kuuga, o que fez todo mundo acreditar que esta seria a nova cara dos Riders. Mas no ano de 2002 veio a grande surpresa: Kamen Rider Ryuki. Muitos protestaram contra o novo Rider que em nada lembrava os originais, devido ao seu visual e principalmente o enredo da s&eacute;rie. Mas reclama&ccedil;&otilde;es &agrave; parte, Ryuki atingiu aquilo que a Toei buscava: audi&ecirc;ncia e lucros com a venda de merchandise<\/p>\n<p>J&aacute; no ano de 2003, chega finalmente a s&eacute;rie que nos faz lembrar outra vez o g&eacute;nero Metal Heroe: Kamen Rider Faizu. Se Ryuki j&aacute; tinha l&aacute; suas &#147;ra&iacute;zes met&aacute;licas&#148;, Faizu chegou para assumi-las por completo. O Kamen Rider no melhor estilo Jiban lembra at&eacute; o Robot Rider da s&eacute;rie Kamen Rider Black RX, que tamb&eacute;m j&aacute; foi exibida no Brasil. Talvez essa tenha sido a real inten&ccedil;&atilde;o da Toei, criar um Kamen Rider com as caracter&iacute;sticas dos Metal Heroes, como uma esp&eacute;cie de fus&atilde;o dos dois g&eacute;neros.<\/p>\n<p>Pelo facto da marca Kamen Rider ser mais tradicional e importante do que a dos Metal Heroes, &eacute; natural que a empresa mantenha este nome como garantia. J&aacute; os enredos tamb&eacute;m seguem o tradicional clima &#147;dark&#148; que vem se mantendo desde o primeiro Rider, de 1971.<\/p>\n<p>O que nos faz realmente acreditar que o Metal Heroe est&aacute; mesmo encarnado nos Riders actuais &eacute; a sensa&ccedil;&atilde;o de estarmos a ver algo familiar. O mais novo Kamen Rider, Blade, &eacute; um bom exemplo disso. O seu visual lembra-nos um Rider (devido aos olhos redondos) e ao mesmo tempo um Metal Heroe, pelo visual da armadura em si.<\/p>\n<p>Talvez isso n&atilde;o passe de um consolo. N&atilde;o gostar&iacute;amos de acreditar que o g&eacute;nero que nos mostrou e trouxeram Jaspion, Jiraiya, Jiban, Winspector e tantas outras s&eacute;ries deixem de existir por completo. <\/p>\n<p>Para quem ainda se recusa a aceitar o fim desta linhagem, os novos Rider servem de alento. Se um dia os Metal Heroes ter&atilde;o seu retorno definitivo s&oacute; a Toei poder&aacute; nos dizer, mas enquanto este dia n&atilde;o chega, podemos crer nesta hip&oacute;tese de que existe vida ap&oacute;s a morte atrav&eacute;s da reencarna&ccedil;&atilde;o, pelo menos quando o assunto &eacute; Tokusatsu, um universo no qual nada &eacute; imposs&iacute;vel.<\/p>\n<p><split><br \/><b>Autor:Bruno S. Neto<\/b><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A TRAJET&Oacute;RIA DOS HER&Oacute;IS QUE CONQUISTARAM O MUNDO Das quatro linhagens mais importantes do g&eacute;nero Tokusatsu, h&aacute; uma que hoje podemos considerar extinta. 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