{"id":7959,"date":"2006-04-14T23:00:00","date_gmt":"2006-04-14T23:00:00","guid":{"rendered":"http:\/\/www.clubotaku.org\/nijiwp\/?p=7959"},"modified":"2013-11-04T14:59:52","modified_gmt":"2013-11-04T15:59:52","slug":"eri-nobuchika-nobuchikaeri","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.clubotaku.org\/niji\/music\/eri-nobuchika-nobuchikaeri\/","title":{"rendered":"Nobuchika Eri &#8211; Nobuchikaeri"},"content":{"rendered":"<p>Ouvir pela primeira vez um &aacute;lbum estreia de um novo artista &eacute; sempre interessante. Pode nos chamar a aten&ccedil;&atilde;o, fazendo-nos adquirir uma c&oacute;pia, ou pode nos desinteressar e nos fazer pousar o &aacute;lbum de novo onde estava, deixando-o para um triste destino empoeirado e deitando abaixo as esperan&ccedil;as do artista de alcan&ccedil;ar um lugar seguro no mundo da m&uacute;sica.<\/p>\n<p>Antes que dramatize demasiado, fico feliz por dizer que n&atilde;o deixei na prateleira &#147;Nobuchikaeri&#148;, o primeiro &aacute;lbum de Eri Nobuchika. O &aacute;lbum tem 12 faixas\/tracks, incluindo os singles previamente lan&ccedil;ados, 2 faixas instrumentais, e 5 novas can&ccedil;&otilde;es. A maior parte das letras foram escritas pela pr&oacute;pria Eri e s&oacute; &#147;Inner Glow&#148; e &#147;Yume no Kakera&#148; n&atilde;o foram. O alb&uacute;m &eacute; produzido por Shinichi Osawa, tamb&eacute;m conhecido por Mondo Grosso, por isso &eacute; de esperar um resultado fant&aacute;stico.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.clubotaku.org\/nijiwp\/wp-content\/uploads\/1720.jpg\" alt=\"1\" width=\"640\" height=\"290\" class=\"aligncenter size-full wp-image-16090\" srcset=\"https:\/\/www.clubotaku.org\/nijiwp\/wp-content\/uploads\/1720.jpg 640w, https:\/\/www.clubotaku.org\/nijiwp\/wp-content\/uploads\/1720-300x135.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 640px) 100vw, 640px\" \/><\/p>\n<p>Quando colocamos o cd na aparelhagem ou discman a primeira coisa que ouvimos &eacute; a intro &#147;Forest of Dreams&#148;. Come&ccedil;a de uma maneira muito suave e nunca quebra o seu ritmo, apesar da sua composi&ccedil;&atilde;o ser muito complexa e bem produzida, fazendo-nos visualizar uma floresta calma e m&iacute;stica. &Eacute; de notar o profissionalismo na mistura de sons.<\/p>\n<p>&#147;<b>Lights<\/b>&#148; &eacute; talvez a can&ccedil;&atilde;o mais popular de Eri, pois faz parte da banda sonora do jogo para PSP &#147;Lumines&#148;. &Eacute; a partir deste jogo que muitos conheceram a m&uacute;sica de Eri Nobuchika. &#147;Lights&#148; tamb&eacute;m faz parte do filme japon&ecirc;s &#147;The Deep Red&#148;. Essencialmente, a can&ccedil;&atilde;o divide-se em duas partes principais: o tocar lento e determinado de um piano, e o r&aacute;pido explosivo refr&atilde;o. Apesar de estas serem completamente diferentes, as partes complementam-se na perfei&ccedil;&atilde;o. Num primeiro momento, Eri canta devagar como a preparar-se para dizer algo de importante, depois entram as strings que anunciam o refr&atilde;o que se aproxima, e de repente (e com surpresa) a can&ccedil;&atilde;o parece explodir de adrenalina, com o seu r&aacute;pido refr&atilde;o. Mas nada disto faria sentido se n&atilde;o tivesse uma das melhores que j&aacute; ouvi a acompanhar. Ao contr&aacute;rio de muitas cantoras japonesas, Eri tem uma voz profunda e cheia de personalidade, dando-nos um verdadeiro espect&aacute;culo auditivo. Mas ao mesmo tempo Eri n&atilde;o tem uma voz aborrecida-oh-eu-sou-t&atilde;o-boa-com-a-minha-voz-profunda. Esta profundidade da voz pode ser ouvida nos versos calmos, mas no refr&atilde;o descobrimos com surpresa que essa voz consegue alcan&ccedil;ar notas alt&iacute;ssimas sem nunca sair do tom, n&atilde;o se tornando fina, mas ficando mais poderosa. A voz de Eri &eacute; &uacute;nica, n&atilde;o s&oacute; em JPOP, mas no POP em geral.<\/p>\n<p>&#147;<b>Sing a Song<\/b>&#148; &eacute; uma nova can&ccedil;&atilde;o completamente diferente de &#147;Lights&#148;. Come&ccedil;a com um loop viciante que nos faz lembrar o estilo house dos anos 90. Nesta can&ccedil;&atilde;o, a versatilidade de Eri &eacute; aparente. Mesmo quando o som come&ccedil;a a ficar mais tenso e r&aacute;pido, os vocais de Eri acompanham muito bem o som agressivo de techno, dando-lhe classe. Consigo ver &#147;Sing a Song&#148; a ser bem recebida nas discotecas e clubs europeus. <\/p>\n<p>A seguir vem &#147;<b>Sketch for Summer<\/b>&#148; que foi um single em 2005. Esta can&ccedil;&atilde;o tamb&eacute;m &eacute; completamente diferente das atr&aacute;s referidas, pois desta vez &eacute;-nos dada uma balada composta por um piano b&aacute;sico, com elementos jazz e bateria na segunda parte da can&ccedil;&atilde;o. Em vez de ser uma t&iacute;pica balada rom&acirc;ntica, &#147;Skecth for Summer&#148; tem um esp&iacute;rito muito puro e com personalidade. Na primeira parte, onde s&oacute; ouvimos Eri acompanhada pelo piano, percebemo-nos mais uma vez do brilhantismo da sua voz, sendo ao mesmo tempo muito humilde. Apreciar&atilde;o tamb&eacute;m as v&aacute;rias complexas camadas usadas na sua &#147;performance&#148;. Se &eacute; intencional, mostra um grande envolvimento nas suas can&ccedil;&otilde;es, mas se ocorre naturalmente, &eacute; algo genial. <\/p>\n<p>&#147;<b>Kutsu wo nara sou<\/b>&#148;(O Som dos Sapatos) &eacute; outra surpresa. Desta vez h&aacute; apenas uma guitarra el&eacute;ctrica (tocada pelo pr&oacute;prio Shinichi Osawa) e Eri. A can&ccedil;&atilde;o &eacute; muito &#147;f&aacute;cil de ouvir&#148;, pois &eacute; ac&uacute;stica e perfeita para quando estamos a guiar depois de um &aacute;rduo dia de trabalho.<\/p>\n<p><split><\/p>\n<p>&#147;<b>Inner Glow<\/b>&#148; &eacute;, depois de &#147;Yume no Kakera&#148;, a track mais longa do &aacute;lbum, durando quase 7 minutos. Se ouvirmos com aten&ccedil;&atilde;o, podemos notar que &#147;Forest of Dreams&#148; e &#147;Dessert of Dreams&#148; s&atilde;o samples usados como instrumentais nesta can&ccedil;&atilde;o. Toda ela tem uma atmosfera muito &#147;terrena&#148; e muito pegada &agrave; Natureza. <br \/>Ao contr&aacute;rio das outras can&ccedil;&otilde;es do alb&uacute;m, a letra em &#147;Inner Glow&#148; &eacute; em ingl&ecirc;s, &eacute; muito complexa, e foi escrita por Monday Michiru. Tentem pronunciar rapidamente e na nota mais alta &#147;Your Inner Glow, your Inner Glow, life&#146;s Inner Glow&#148;. Juntem tamb&eacute;m o facto de que Eri n&atilde;o fala ingl&ecirc;s, e v&atilde;o perceber porque ele &eacute; quase perfeito. Para al&eacute;m da letra, Monday Michiru tamb&eacute;m ajudou nos vocais de fundo, que s&atilde;o fant&aacute;sticos. <\/p>\n<p>&#147;<b>I hear the music in my soul<\/b>&#148; faz tamb&eacute;m parte do jogo &#147;Lumines&#148;. Depois de pop, techno, balada, ac&uacute;stico e m&atilde;e natureza, temos soul! Esta montanha russa continua mas &eacute; com esta viciante soul\/dance track que nos centramos agor. Eri n&atilde;o canta muito e a letra &eacute; reduzida a apenas a uma frase, mas esta faixa n&atilde;o deixa de ser mais uma pe&ccedil;a do g&eacute;nio de Shinichi Osawa. A melodia &eacute; viciante, dando-nos um ambiente de festa que nos faz querer dan&ccedil;ar sem parar, e quando Eri &#147;dispara&#148; com a sua voz &eacute; o verdadeiro auge da can&ccedil;&atilde;o &#147;Ahhhhhhhhhh I hear the music in my soul!&#148;. Muito bom.<\/p>\n<p>A seguir temos &#147;<b>Voice<\/b>&#148;. Este foi o segundo single de Eri. Tal como &#147;Sing a Song&#148;, &eacute; tamb&eacute;m uma dance track. Mas &eacute; muito mais musical e menos industrial que a &uacute;ltima. O sample da guitarra d&aacute;-nos um ritmo flamenco que &eacute; verdadeiramente &uacute;nico. O refr&atilde;o apenas aparece ap&oacute;s o segundo verso, e apesar de demorar um bocado de tempo, fazendo-nos perder a concentra&ccedil;&atilde;o durante o processo, cria uma certa tens&atilde;o para o refr&atilde;o. Quando este entra, ficamos outra vez deliciados com a voz de Eri. A 2\/3 da can&ccedil;&atilde;o, Eri sust&eacute;m uma nota muito alta e longa. Suspeito que existe o envolvimento de software musical, mas n&atilde;o deixa de ser impressionante. &#147;Voice&#148; &eacute; das m&uacute;sicas com mais adrenalina que j&aacute; ouvi. &Eacute; fim de tarde, estou cansado depois de um dia de trabalho, o sem&aacute;foro est&aacute; a ficar verde, e a estrada parece infinita. Yeah baby.<\/p>\n<p>&#147;<b>Kodou<\/b>&#148; (Batida do Cora&ccedil;&atilde;o) &eacute; o seu quarto single. Tal como &#147;Lights&#148; a can&ccedil;&atilde;o come&ccedil;a com um simples e lento piano a tocar. Depois da parte lenta, o refr&atilde;o &eacute; introduzido por tambores\/batidas que se repetem at&eacute; ao culminar do refr&atilde;o. Quando o refr&atilde;o acaba, entra na melodia uma trombeta, um saxofone tenor, e um trombone que oferecem &agrave; can&ccedil;&atilde;o uma marca mais jazz que se mant&eacute;m at&eacute; ao final da mesma.<\/p>\n<p>Esta organiza&ccedil;&atilde;o de instrumentos de sopro foi feita por Brian Lynch, um produtor\/m&uacute;sico americano. Uma coisa &eacute; certa, Shinichi Osawa &eacute; conhecido pelo seu g&eacute;nio musical, mas aqui ficamos a saber tamb&eacute;m que ele sabe quem contactar para diferentes tarefas ao produzir uma m&uacute;sica. Monday Michiru tamb&eacute;m participou na produ&ccedil;&atilde;o desta can&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<p>&#147;<b>Desert of Dreams<\/b>&#148; &eacute;, tal como j&aacute; referi, uma sample de &#147;Inner Glow&#148; tal como a intro &#147;Forest of Dreams&#148;. Funciona como uma boa pausa para nos preparar para as pr&oacute;ximas can&ccedil;&otilde;es. <\/p>\n<p>&#147;<b>Yume no Kakera<\/b>&#148; (Peda&ccedil;o\/Fragmento de Sonho) come&ccedil;a com instrumentos m&eacute;dio-orientais que s&atilde;o bem sucedidos ao captar a nossa aten&ccedil;&atilde;o. No entanto, o resto da can&ccedil;&atilde;o n&atilde;o &eacute; muito marcante, parecendo que a melodia se perde no processo, n&atilde;o nos prendendo a aten&ccedil;&atilde;o. Toquem muitas vezes e ela eventualmente, acabar&aacute; por crescer dentro de voc&ecirc;s.<\/p>\n<p>&#147;<b>Hidamari<\/b>&#148; (Lugar ao Sol) fecha o &aacute;lbum. Parece que &eacute; uma faixa extra, que n&atilde;o era para ser inclu&iacute;da no &aacute;lbum. Ainda bem que foi. &Eacute; claramente uma performance ao vivo, podendo ser ouvido algu&eacute;m a sentar-se numa cadeira que range no princ&iacute;pio. &#147;Hidamari&#148; &eacute; parecida com &#147;Kutsu wo nara sou&#148; por ser uma track ac&uacute;stica, no entanto tem uma melodia completamente diferente. O violoncelo &eacute; uma boa adi&ccedil;&atilde;o na melodia. Mesmo ao vivo, Eri canta maravilhosamente bem, mantendo aquela textura na sua voz, que experienci&aacute;mos durante todo o &aacute;lbum.<\/p>\n<p>O facto de Eri ter escrito quase todas as letras &eacute; a cereja em cima do bolo; isto faz com que esta &#147;viagem&#148; musical se torne num verdadeiro prazer e faz com que as can&ccedil;&otilde;es se tornem ainda melhor. Lendo as tradu&ccedil;&otilde;es (ou se perceberem japon&ecirc;s) ver&atilde;o que as letras s&atilde;o muito maduras e profundas para uma mulher de 21 anos. Embora a tradu&ccedil;&atilde;o formalize um pouco as letras, estas parecem ter sido escritas por algu&eacute;m que j&aacute; passou por muito e com muita experi&ecirc;ncia de vida. A sua escolha de palavras &eacute; muito po&eacute;tica e bem conseguida. Vejam este exemplo tirado de &#147;Voice&#148;:<\/p>\n<p><i>&#147;If the truth echoes my thoughts, I could entrust everything to it <br \/>The world in which that illusion was visible is certainly stale<br \/>[But] the colors will keep coming into it&#148;<\/i><\/p>\n<p>&#147;Nobuchikaeri&#148; &eacute; um dos melhores &aacute;lbums de estreia que tive o prazer de ouvir (sen&atilde;o o melhor entre os &aacute;lbums pop em geral). A voz madura e vers&aacute;til de Eri &eacute; uma &oacute;ptima descoberta que me continua a surpreender todos os dias. A m&uacute;sica de Shinichi Osawa &eacute; nada menos que brilhante sendo produzida de uma maneira engenhosa, mas nunca parecendo for&ccedil;ada ou fabricada. Por isso comprem este &aacute;lbum para levar para casa, carro ou onde quer que seja. Todos os s&iacute;tios menos a prateleira.<\/p>\n<p><b>Escrito por: Martim Monica<\/b><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ouvir pela primeira vez um &aacute;lbum estreia de um novo artista &eacute; sempre interessante. 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