{"id":7963,"date":"2006-05-03T23:00:00","date_gmt":"2006-05-03T23:00:00","guid":{"rendered":"http:\/\/www.clubotaku.org\/nijiwp\/?p=7963"},"modified":"2006-05-03T23:00:00","modified_gmt":"2006-05-03T23:00:00","slug":"aishiteruze-baby","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.clubotaku.org\/niji\/anime\/aishiteruze-baby\/","title":{"rendered":"Aishiteruze baby"},"content":{"rendered":"<p><split><\/p>\n<p>Come&ccedil;ou por ser um mang&aacute; da autoria de Maki Yoko publicado mensalmente na revista Ribon (uma revista exclusivamente shoujo que publica um n&uacute;mero bastante grande de hist&oacute;rias de diferentes autores). Em Abril de 2004, foi passado para TV, numa s&eacute;rie de 26 epis&oacute;dios.<\/p>\n<p>Esta s&eacute;rie poderia traduzir-se livremente para &#147;amo a minha pitinha&#148;. O que n&atilde;o estaria de todo errado, &#8211; fora alguns erros na sintaxe e no uso da palavra pita que poderia eventualmente atrair alguns pervertidos (principalmente o Tenjin do Green Green) &#150; uma vez que os 26 epis&oacute;dios desta s&eacute;rie tratam de um tipo diferente (e legal) de amor.<\/p>\n<p>Kippei &eacute; o nosso engatat&atilde;o t&iacute;pico. Aquele rapaz que tem todas as raparigas embora seja (ou se finja, ainda n&atilde;o me decidi bem) um bocado ing&eacute;nuo pois n&atilde;o consegue perceber que mal tem n&atilde;o namorar com * uma * s&oacute; rapariga. (E aqui reparo que a tradu&ccedil;&atilde;o de certas actividades &#147;maminhas-related&#148; era &#147;play&#148;. &#147;Kippei, come and play with me&#148; soa bastante kinky, e se isto fosse noutro contexto at&eacute; era um ponto positivo mas acho estranho que para miudos que presumivelmente andam no secund&aacute;rio esta terminologia seja a correcta. Ser&aacute; que era mesmo brincar? Com as maminhas? Sem elas? Divago.)<\/p>\n<p>Esta sua atitude desperta alguns sorrisos amarelos pela parte dos seus colegas e at&eacute; um certo &oacute;dio numa rapariga chamada Kokoro. Em casa tem uma familia enorme &#150; e um pouco fora do comum, diga-se &#8211; que uma dia tem uma surpresa para ele: uma tia sua saiu de casa e deixou a sua filha, Yuzuyu, sem ningu&eacute;m para tratar dela. Adivinham o resto? &Eacute; isso mesmo &#150; ele vai ter de cuidar dela at&eacute; a m&atilde;e voltar . E claro, isto vai ser uma experi&ecirc;ncia que o vai amadurecer grandemente.<\/p>\n<p>Plot instalado, temos agora a oportunidade de notar como &eacute; para um jovem adolescente criar sozinho &#150; sim , porque aparentemente, todos os membros da sua familia est&atilde;o demasiado ocupados para fazer isso. J&aacute; agora falo desse detalhe. Parece no m&iacute;nimo estranho que algo que requer tanto trabalho e responsabilidade calhe a um ainda novo e demasiado descuidado jovem como Kippei. Naturalmente que se de outra maneira fosse, n&atilde;o havia assunto, mas parece t&atilde;o pouco natural que toda a gente queira pregar uma partida a este rapaz para ver se ele se enxerga. Parece que kippei s&oacute; tem uma familia para se justificar o sustento dele e da miuda. Mas pronto, isto foi apenas um dos detalhes que me desagradou no plot.<\/p>\n<p>A primeira metade do anime &eacute;, digamos, aquela fase de descoberta (lembro-me que em Chobits tinhamos o protagonista a tentar ensinar &agrave; Chi como se processava a vida normal de um humano) em que, por tentativa e erro se aprendem coisas t&atilde;o elementares como fazer lanches, ensinar algu&eacute;m a fazer determinadas tarefas para a escola (sejam elas origami ou marchar) , tentar perceber porque &eacute; que uma crian&ccedil;a chora, de que &eacute; que ela gosta, lidar com a falta da presen&ccedil;a da m&atilde;e. No fundo, dou cr&eacute;dito a esta hist&oacute;ria porque &eacute; interessante. Tem alguns buraquitos e plot twists. Ok, n&atilde;o eram plot twists eram seguimentos normais da hist&oacute;ria sem nenhuma surpresa, embora o fim pare&ccedil;a ter sido escolhido de maneira a que :<\/p>\n<p>a &#150; haja a possiblidade de fazer uma sequela<br \/>b &#150; as pessoas fiquem contentes com o final feliz<\/p>\n<p>&#8230;ou ent&atilde;o os l&aacute;pis de cor tinham acabado. Mas foi bem desenvolvida, penso, pois achei que as personagens estavam todas muito realistas (exceptuando a parte em que pareciam todas bonecas russas da morte, mas j&aacute; l&aacute; vamos) e dei por mim a pensar, v&aacute;rias vezes, que a autora deve ter passado por algo parecido. Admito, apesar de tudo, que &eacute; uma hist&oacute;ria interessante com um bom balan&ccedil;o entre drama e com&eacute;dia, digamos assim e que acaba por abordar temas s&eacute;rios, como a viol&ecirc;ncia dom&eacute;stica, o su&iacute;cidio\/auto-mutila&ccedil;&atilde;o, abandono , monoparenta&#8230; mono&#8230; parentali&#8230; *suspira* pessoas com um pai ou uma m&atilde;e. Voc&ecirc;s perceberam. Mas finalizando: s&oacute; no &uacute;ltimo tema &eacute; que as coisas me pareceram menos&#8230;como direi, &#147;telefilme&#148;-zianas, porque a maneira de tratar os outros assuntos parecia ter pegado num epis&oacute;dio do &#147;Facts of Life&#148; com a diferen&ccedil;a de os personagens terem nomes japoneses. Enfim.<\/p>\n<p><split><\/p>\n<p>As personagens, seguindo aquilo que ia a comentar, est&atilde;o bem estruturadas, de tal forma que a evolu&ccedil;&atilde;o da personagem de Kippei parece natural. Ele acaba por se render imediatamente &agrave; &#147;cuteness&#148; de Yuzuyu e tenta ao m&aacute;ximo &#150; e &eacute; isso que admiro nele &#150; faz&ecirc;-la feliz, ser um bom modelo para ela. Parece que ele trabalha tanto para lhe poder retribuir o sorriso e isso &eacute; engra&ccedil;ado de se ver. J&aacute; a Yuzuyu&#8230;&eacute; uma crian&ccedil;a, n&atilde;o tenho outro lado por onde pegar. As suas atitudes e a pr&oacute;pria maneira meio n&eacute;scia com que se refere a tudo o que v&ecirc; acaba por , a espa&ccedil;os, deixar-nos irritados. Mas eu n&atilde;o gosto de crian&ccedil;as, portanto presumo que a maioria das pessoas at&eacute; v&aacute; gostar imenso dela. Vou ainda mencionar a Kokoro e a fam&iacute;lia de Kippei. Kokoro &eacute; o tipo de personagem que acabo sempre por simpatizar com: a miuda caladinha que n&atilde;o liga nenhuma a rapazes e vive no seu mundo. Embora esta descri&ccedil;&atilde;o cubra apenas os primeiros 6 epis&oacute;dios, talvez, &eacute; algo que me atrai.<\/p>\n<p>E que atrai tamb&eacute;m Kippei , como verificar&atilde;o. Ela tem o design de que mais gosto (v&aacute;, olhem l&aacute; para as imagens do lado. J&aacute; est&aacute;? Tenho raz&atilde;o, n&atilde;o &eacute;? Pois.), muito s&oacute;brio e que se adequa perfeitamente ao tipo de pessoa que ela &eacute; : tem alguns segredos mas nunca deixa de manter a mesma atitude, embora no &uacute;ltimo ter&ccedil;o do anime ela comece a mudar para algu&eacute;m menos taciturno. E por fim, quanto &agrave; familia do protagonista, temos a irm&atilde; mais que est&aacute; sempre &agrave;s turras com ele, embora seja ela quem acabe por &#147;comandar&#148; o lar deles. O irm&atilde;o mais novo de Kippei &eacute; uma personagem estranha. Faz-me lembrar Karasuma de School Rumble, nem que seja pela falta de uma corrente sanguinea consistente e as atitudes completamente estranhas que tem. Sim, eu acho estranho que ele nunca mostre sentimentos, mesmo quando parece gostar de uma rapariga. Gosto da voz dele, no entanto.<\/p>\n<p>Ora, eu tenho uma esp&eacute;cie de rela&ccedil;&atilde;o amor-&oacute;dio com este&#8230;hm , nem &eacute; isso. &Eacute; mais o sentimento de que, por mais maus e repetidos que sejam os pontos fracos deste anime (que s&atilde;o muitos e gritantes, diga-se) n&atilde;o consigo dizer &#147;n&atilde;o gostei&#148;. Um desses pontos frac&#151;horr&iacute;veis &eacute; o som. A m&uacute;sica foi provavelmente retirada de uma telenovela brasileira e depois traduzida para japon&ecirc;s. N&atilde;o sei descrever o qu&atilde;o m&aacute; foi a minha reac&ccedil;&atilde;o quando comecei a ouvir aqueles sons de m&uacute;sica a soar a &#147;artistas&#148; sa&iacute;dos do american idol que fazem baladas rom&acirc;nticas que s&oacute; ser&atilde;o usadas em anuncios de compila&ccedil;&otilde;es de m&uacute;sicas rom&acirc;nticas. N&atilde;o sei se me expliquei bem, mas imaginem que algu&eacute;m estava perdido nos anos 80 &#150; e na parte m&aacute; &#150; e que fazia uma compila&ccedil;&atilde;o com m&uacute;sicas dos bon jovi e dos scorpions. &Eacute; mais ou menos isso. Nas cenas rom&acirc;nticas\/dram&aacute;ticas &eacute; usado um solo de guitarra que tornou a minha drive de dvds t&atilde;o oleosa que a certa altura consegui untar formas.<\/p>\n<p>Para al&eacute;m disto, a seiyuu da yuzuyu &eacute; por vezes t&atilde;o irritante (aquele &#147;yay&#148; vai perseguir-me nos meus sonhos) que eu acabo por esquecer que o resto das vozes eram bastante aceit&aacute;veis. N&oacute;s entendemos que soar a uma crian&ccedil;a de 5 anos requer n&iacute;veis de voz muito agudos, mas da&iacute; a serem inaudiveis vai um grande passo &#150; t&atilde;o grande que por vezes fiquei com a impress&atilde;o de que o volume da voz de yuzuyu era duas vezes maior que o volume da voz do resto dos personagens. Ah, quase me esquecia&#8230;nota aos autores: da pr&oacute;xima vez que quiserem mostrar uma miuda a chorar certifiquem-se que isso N&Atilde;O vai soar &agrave; coisa mais falsa e mal amanhada de sempre. Eu acabava sempre por imaginar que a rapariga que fazia a voz da Yuzuyu estava a passar a ferro ao mesmo tempo que ia &#147;chorando&#148;. Ou isso, ou a trungalhungar.<\/p>\n<p>Estive a preparar esta parte da cr&iacute;tica durante algum tempo. Faltavam-me as palavras cada vez que pensava na anima&ccedil;&atilde;o. Oh Zeus, ajuda-me agora. A partir do momento em que carreguei no &#147;play&#148; tive arrepios e pesadelos. Exagero, sim, mas eu quero expressar o meu medo daqueles bonecos com olhos a ocupar 60% da cara e com cabelo demasiado fino e detalhado. &Eacute; um estilo que n&atilde;o me inspira confian&ccedil;a, digamos assim. Eu consigo aguentar este tipo de desenho se n&atilde;o for demasiado exagerado; at&eacute; costumo dizer que &#147;l&aacute; por serem desenhos animados n&atilde;o quer dizer que se tenham de parecer com desenhos animados&#148;. Mas reparem, se a anima&ccedil;&atilde;o tivesse s&oacute; este problema, eu at&eacute; nem me importaria muito com isso. Mas n&atilde;o, l&aacute; para o fim da s&eacute;rie , Kippei parece que perdeu a liga&ccedil;&atilde;o ao ventilador e tornou-se cada vez mais numa sombra daquilo que costumava ser. Ali&aacute;s, todas as personagens sofrem com a anima&ccedil;&atilde;o pois todas elas, at&eacute; Kokoro, que me agradava bastante, se tornavam em certos &acirc;ngulos num desenho feito por um miudo de 14 anos que gosta do Dragonball.<\/p>\n<p>Surpreende-me que esta s&eacute;rie pare&ccedil;a t&atilde;o produzida e tenha uma anima&ccedil;&atilde;o t&atilde;o fraca. H&aacute; um uso completamente desnecess&aacute;rio de stills e daquela propriedade do paint que &eacute; &#147;vamos fazer com que as personagens brilhem e vivam felizes numa dimens&atilde;o onde h&aacute; focos de luz por todo o lado e a luminosidade aumenta de forma a cegar qualquer pessoa&#148;. Os &#147;backgrounds&#148; n&atilde;o s&atilde;o quase nada detalhados e acabo sempre por chegar &agrave; conclus&atilde;o que, no segundo dia de produ&ccedil;&atilde;o da s&eacute;rie, os animadores gastaram 2 ter&ccedil;os do dinheiro em bebidas e pornografia. Acreditem, eu j&aacute; vi s&eacute;ries com anima&ccedil;&atilde;o encharcada de &#147;kawaii&#148;-ness e nunca fiquei t&atilde;o irritada com ela.<\/p>\n<p>Se quiserem ver Aishiteruze Baby fa&ccedil;am-no apenas pela hist&oacute;ria (ou pelas tr&ecirc;s cenas de apalpan&ccedil;o de mamas) porque fora isso, esta s&eacute;rie n&atilde;o &eacute; nada de assinal&aacute;vel, pelo menos para quem n&atilde;o aprecia tantas criancinhas e p&oacute;neis e flores e amor e romance e uso da palavra &#147;yay&#148; juntas. <br \/><split><br \/><b>Autor:Mafalda Melo<\/b><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Come&ccedil;ou por ser um mang&aacute; da autoria de Maki Yoko publicado mensalmente na revista Ribon (uma revista exclusivamente shoujo que publica um n&uacute;mero bastante grande de hist&oacute;rias de diferentes autores).&nbsp;[ &hellip; ]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[6,1283],"tags":[1418,1597,1327,1602,1419,1412],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.clubotaku.org\/niji\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/7963"}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.clubotaku.org\/niji\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.clubotaku.org\/niji\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.clubotaku.org\/niji\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.clubotaku.org\/niji\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=7963"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.clubotaku.org\/niji\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/7963\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.clubotaku.org\/niji\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=7963"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.clubotaku.org\/niji\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=7963"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.clubotaku.org\/niji\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=7963"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}