{"id":7967,"date":"2006-05-03T23:00:00","date_gmt":"2006-05-03T23:00:00","guid":{"rendered":"http:\/\/www.clubotaku.org\/nijiwp\/?p=7967"},"modified":"2006-05-03T23:00:00","modified_gmt":"2006-05-03T23:00:00","slug":"namie-amuro-queen-of-hip-pop","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.clubotaku.org\/niji\/music\/namie-amuro-queen-of-hip-pop\/","title":{"rendered":"Namie Amuro &#8211; Queen of Hip Pop"},"content":{"rendered":"<p><split><\/p>\n<p>&#147;Queen of Hip Pop&#148; &eacute; o 6&ordm; &aacute;lbum original de Namie Amuro, lan&ccedil;ado no dia 13 de Julho de 2005 sobre a direc&ccedil;&atilde;o da editora Avex e &eacute; considerado, comercialmente, o seu &aacute;lbum mais bem sucedido em 5 anos. Querem saber as raz&otilde;es? Ent&atilde;o leiam a an&aacute;lise e entrem no mundo da rainha do Hip Pop.<\/p>\n<p>Para come&ccedil;ar, se lerem bem, o t&iacute;tulo n&atilde;o &eacute; Queen of Hip Hop, mas sim &#147;Queen of Hip Pop&#148;. Isto porque o termo Hip Pop se aplica perfeitamente &agrave; situa&ccedil;&atilde;o de Namie que se encontra numa fase de transi&ccedil;&atilde;o entre a sua imagem Pop para uma nova imagem mais R&#038;B e Hip Hop. Namie queria criar um &aacute;lbum que tivesse um resultado profundo quando tocado em concertos e em actua&ccedil;&otilde;es ao vivo, e o resultado foi uma mistura de hip hop, R&#038;B, POP, e dance. &Eacute; mais dif&iacute;cil fazer boas baladas do que can&ccedil;&otilde;es mais r&aacute;pidas, por isso &eacute; que este &aacute;lbum &eacute; t&atilde;o bom: em 12 can&ccedil;&otilde;es tem apenas uma balada.<\/p>\n<p>&#147;Queen of Hip Pop&#148;, partilha o mesmo nome que o t&iacute;tulo do &aacute;lbum e d&aacute;-nos uma amostra de como este ser&aacute;. Vibrante e com muitos sons que nos viciam desde o primeiro momento. Este tema come&ccedil;a de uma forma interessante e pessoal, ouvindo-se Namie a dizer de tr&aacute;s para a frente &#147;Queen of Hip Pop&#148;. A melodia &eacute; introduzida por um bater de palmas e cont&eacute;m instrumentos que fazem lembrar das nossas t&atilde;o bem conhecidas m&uacute;sicas pimba. N&atilde;o a melodia &eacute; si, mas apenas os instrumentos de certas partes da can&ccedil;&atilde;o, pois esta tem claramente um estilo R&#038;B\/dance. O interlude &eacute; uma boa pausa na can&ccedil;&atilde;o, revelando-nos que mesmo as rainhas se podem sentir s&oacute;s: &#147;Sim, &eacute; verdade que at&eacute; mesmo uma rainha se pode sentir s&oacute;\/ Mas eu sempre estive por minha conta, e tu tamb&eacute;m\/ Confia em ti mesmo&#148;. <\/p>\n<p>A seguir temos &#147;Want Me Want Me&#148; que &eacute; das tracks mais provocantes do &aacute;lbum. De facto, se lerem a letra podem verificar que Namie n&atilde;o poupou esfor&ccedil;os em afirmar-se sexy e mesmo sexual. Uma das primeiras frases que ouvimos &eacute;:&#148;&Eacute;s demasiado impaciente com o bot&atilde;o da minha camisa&#148; o que nos leva a pensar nas segundas inten&ccedil;&otilde;es (&oacute;bvias) que se escondem. Mas esta n&atilde;o &eacute; uma t&iacute;pica e aborrecida can&ccedil;&atilde;o para dan&ccedil;ar. De facto, apesar de o Bango (penso que &eacute; um Bango, mas tamb&eacute;m poder&aacute; ser algum outro instrumento ar&aacute;bico) se repetir constantemente, a melodia entra de imediato na nossa cabe&ccedil;a, afirmando-a como a sua nova casa (lol, para quem tiver mais imagina&ccedil;&atilde;o). Tamb&eacute;m est&atilde;o presentes influ&ecirc;ncias Reggaton, mas a voz de namie tem muito mais classe do que a maioria das cantoras que ouvimos em m&uacute;sica Reggaton, dando uma maior personalidade &agrave; can&ccedil;&atilde;o. <\/p>\n<p>&#147;WoWa&#148; &eacute; das minhas tracks preferidas do &aacute;lbum. Apesar de ser uma can&ccedil;&atilde;o Pop, a sua melodia est&aacute; muito bem estudada e tem muitos sons interessantes. Por exemplo, a primeira coisa que ouvimos na sua abertura &eacute; os passos de uma marcha militar acompanhados por um simples assobio, que vai servir de base para a can&ccedil;&atilde;o. De repente, vozes come&ccedil;am a cantar &#147;Wo Wa Wo Wa&#148; enquanto Namie diz algumas palavras e assim come&ccedil;a o v&iacute;cio de &#147;WoWa&#148;. Os versos t&ecirc;m uma boa melodia, sendo sempre acompanhados pelo assobio, um bater de palmas, algumas batidas, e strings, mas o melhor de tudo &eacute; o refr&atilde;o que &eacute; altamente contagiante. Para al&eacute;m dos &#147;instrumentos&#148; atr&aacute;s citados, entra agora outro sample que d&aacute; mais for&ccedil;a ao refr&atilde;o e vocais de fundo mais aud&iacute;veis. O refr&atilde;o centra-se sempre &agrave; volta da express&atilde;o WoWa: &#147;Diz Wo Wo Wa Wa, Diz-me onde est&aacute; o WoWa, Ponham as m&atilde;os no ar WoWa (&#133;)&#148;, e apesar de as letras parecerem um pouco infantis, s&atilde;o compensadas por toda a melodia. Principalmente depois do interlude, composto por um rufar de tambores, s&atilde;o adicionados instrumentos de samba brasileira que complementam os atr&aacute;s mencionados na perfei&ccedil;&atilde;o. &Eacute; uma can&ccedil;&atilde;o louca para se ouvir bem disposto. Para al&eacute;m disso vejam o videoclip em que Namie aparece a dan&ccedil;ar sobre patins, com ponpons e acompanhada pela Pantera Cor-de-rosa. Um &oacute;ptimo single de Ver&atilde;o.<\/p>\n<p>&#147;I wanna show you my love&#148;. Um t&iacute;tulo muito directo para uma boa can&ccedil;&atilde;o onde ela pretende afirmar o seu amor pelos seus f&atilde;s. Ela n&atilde;o quer saber dos boatos inventados sobre ela e sobre o que as m&aacute;s-l&iacute;nguas dizem dela; Namie apenas quer cantar e dan&ccedil;ar para os seus f&atilde;s. E &eacute; isso mesmo que o refr&atilde;o que abre a can&ccedil;&atilde;o diz. Os vocais de fundo est&atilde;o no seu melhor aqui, sendo real&ccedil;ados no refr&atilde;o. O ritmo hip hop &eacute; de fazer inveja aos melhores rappers e produtores americanos e Namie, apesar de esta can&ccedil;&atilde;o n&atilde;o ser das mais dif&iacute;ceis de cantar, f&aacute;-lo na perfei&ccedil;&atilde;o e com estilo.<\/p>\n<p><split><\/p>\n<p>Tudo em &#147;Girl Talk&#148; &eacute; claramente R&#038;B: a melodia, a voz, a letra. &Eacute; uma can&ccedil;&atilde;o mais calma e menos interessante que as atr&aacute;s referidas, mas os violinos (que parecem ser tocados de tr&aacute;s para a frente), acompanhados pelo ru&iacute;do d um velho Vinil, prendem-nos a aten&ccedil;&atilde;o (nem que seja por uns momentos). O resto da can&ccedil;&atilde;o e a letra, com refer&ecirc;ncias a &#147;Sex &#038; The City&#148; e &#147;Thelma e Loise&#148;, n&atilde;o s&atilde;o muito marcantes, sendo mesmo um pouco clich&eacute;: &#147;Girls just wanna have fun&#148;.<\/p>\n<p>&#147;Free&#148;. N&atilde;o, n&atilde;o &eacute; uma balada, muito pelo contr&aacute;rio. &Eacute; Hip Hop e tem uma base muito pesada, sendo evidente a influ&ecirc;ncia do Hip Hop ocidental. Tamb&eacute;m aqui h&aacute; uma sample que se repete constantemente, mas n&atilde;o &eacute; t&atilde;o bem conseguida, pois pode ficar &#147;velha&#148; rapidamente. O refr&atilde;o n&atilde;o &eacute; mau, mas tamb&eacute;m n&atilde;o &eacute; nada de especial, repetindo Free exaustivamente. A voz de Namie, que canta numa nota alta durante toda a can&ccedil;&atilde;o, n&atilde;o est&aacute; aqui no seu melhor, parecendo mais fraca principalmente no refr&atilde;o.<\/p>\n<p>&#147;My Darling&#148;. Tamb&eacute;m n&atilde;o &eacute; a balada! Pelos visto os t&iacute;tulos mais prov&aacute;veis de serem baladas n&atilde;o o s&atilde;o. Esta tamb&eacute;m tem presente um forte estilo hip hop muito pesado. O que salva a can&ccedil;&atilde;o &eacute; o refr&atilde;o que n&atilde;o &eacute; assim t&atilde;o bom tamb&eacute;m, sendo um pouco agressivo. O s&oacute;cia de Lil&#146;John &eacute; irritante e desnecess&aacute;rio, n&atilde;o contribuindo em nada para a can&ccedil;&atilde;o ser melhor. <\/p>\n<p>&#147;Ups &#038; Downs&#148; &eacute; uma can&ccedil;&atilde;o R&#038;B mais lenta e &eacute; um dueto com o cantor Nao&#146;ymt. Para uma can&ccedil;&atilde;o mais lenta est&aacute; muito boa, usando alguns sons interessantes como os assobios que parecem acompanhar a ideia de Alto e Baixos. O resto dos instrumentos &eacute; um pouco t&iacute;pico deste g&eacute;nero de can&ccedil;&otilde;es, mas o refr&atilde;o, apesar de simples tem uma melodia com personalidade e que mais tarde lembraremos.<\/p>\n<p>&#147;I love You&#148; &eacute; a defini&ccedil;&atilde;o de m&uacute;sica Pop. Come&ccedil;a de uma maneira muito alegre, com algu&eacute;m a dizer:&#148;3 2 1&#148;, com instrumentos que nos fazem lembrar uma abertura de uma s&eacute;rie animada, mas de certa forma com uma composi&ccedil;&atilde;o mais madura. A letra &eacute; como um hino ao amor: &#147;Je t&#146;aime, I love you, Yo te quiero, Yes I do, Wo ai ni, Forever it&#146;s true,ohhh, Wherever you are, baby, I love you&#148;. N&atilde;o &eacute; marcante, mas pelo menos ficaremos a saber dizer &#147;Adoro-te&#148; (ou amo-te, como preferirem) em muitas l&iacute;nguas diferentes, o que j&aacute; &eacute; uma bela desculpa para ouvirem esta animada can&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<p>&#147;All for You&#148;. Ok, menti. Esta &eacute; de facto a balada e o t&iacute;tulo denuncia tudo. Esta &eacute; a track que menos gosto do alb&uacute;m pois &eacute; uma t&iacute;pica balada rom&acirc;ntica e sem grande interesse. Tamb&eacute;m esta &eacute; dedicada aos seus f&atilde;s.<\/p>\n<p>&#147;Alarm&#148; encontra-se no grupo das tracks que mais gosto no &aacute;lbum. Tem um esp&iacute;rito muito &#147;bad ass&#148; e a letra encaixa-se bem na melodia, principalmente no refr&atilde;o, apesar de haverem algumas partes c&oacute;micas: &#147;kick me harder, kick my booty&#148; (estranho de imaginar). A melodia pode ser um pouco repetitiva mas os instrumentos usados s&atilde;o originais e acentuam o esp&iacute;rito pesado da can&ccedil;&atilde;o (ou&ccedil;am a sample que abre a can&ccedil;&atilde;o e a bass no refr&atilde;o). Vejam tamb&eacute;m o v&iacute;deo que est&aacute; muito bom e com estilo.<\/p>\n<p>&#147;No&#148; definitivamente a minha track preferida do &aacute;lbum. Podem ouvir 100 vezes seguidas que n&atilde;o se cansam e querem sempre mais. Pelo menos para quem gosta deste g&eacute;nero de m&uacute;sica. &#147;No&#148; abre com uns tambores\/jamb&eacute;s, que fazem lembrar um ambiente selvagem, e com Namie a dizer: &#147;Yeah, 2005 baby&#148;, numa pron&uacute;ncia incompreens&iacute;vel (pensei que fosse: Yeah, the sound of vibe baby). Um bater de palmas prepara-nos para a verdadeira entrada na can&ccedil;&atilde;o, que &eacute; muito refrescante e original. Os sons parecem ser usados como se a m&uacute;sica respirasse por si s&oacute;, sendo transportados por fortes &#147;batidas&#148; ao longo da can&ccedil;&atilde;o. O sample usado como linha da melodia est&aacute; muito bem conseguido e oferece um esp&iacute;rito mais club.<br \/>Como b&oacute;nus, o &aacute;lbum tem uma track escondida ou extra, que &eacute; como uma vers&atilde;o lenta de &#147;No&#148;. H&aacute; quem lhe chame de &#147;Yes&#148; porque o refr&atilde;o centra-se &agrave; volta dessa palavra, ao contr&aacute;rio da vers&atilde;o original, mas o verdadeiro t&iacute;tulo &eacute; &#147;No Part. II&#148; (ala Destiny&#146;s Child). Esta n&atilde;o &eacute; uma track m&aacute;, mas n&atilde;o deixa de ser pior que &#147;No (Part I). A letra &eacute; basicamente igual, sendo a melodia R&#038;B mais lenta. A track &eacute; um pouco repetitiva, mas os vocais de fundo compensam pois s&atilde;o usados de uma maneira muito original e interessante, acompanhados sempre por o que parece ser o som de uma gota a cair.<\/p>\n<p>&#147;Queen of Hip Pop&#148; &eacute; um grande alb&uacute;m f&aacute;cil de agradar a toda a gente que esteja disposta a abrir-se para novos g&eacute;neros de m&uacute;sica. Por isso, d&ecirc;em uma oportunidade a este &aacute;lbum fant&aacute;stico e ou&ccedil;am o que &#147;Queen of Hip Pop&#148; tem para oferecer, pois n&atilde;o ficaram desapontados.<br \/><split><br \/><b>Autor:Martim Monica<\/b><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&#147;Queen of Hip Pop&#148; &eacute; o 6&ordm; &aacute;lbum original de Namie Amuro, lan&ccedil;ado no dia 13 de Julho de 2005 sobre a direc&ccedil;&atilde;o da editora Avex e &eacute; considerado, comercialmente,&nbsp;[ &hellip; ]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[1283,9],"tags":[1607,1472,1324,1605,1606],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.clubotaku.org\/niji\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/7967"}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.clubotaku.org\/niji\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.clubotaku.org\/niji\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.clubotaku.org\/niji\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.clubotaku.org\/niji\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=7967"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.clubotaku.org\/niji\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/7967\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.clubotaku.org\/niji\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=7967"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.clubotaku.org\/niji\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=7967"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.clubotaku.org\/niji\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=7967"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}