{"id":8002,"date":"2006-07-23T23:00:00","date_gmt":"2006-07-23T23:00:00","guid":{"rendered":"http:\/\/www.clubotaku.org\/nijiwp\/?p=8002"},"modified":"2006-07-23T23:00:00","modified_gmt":"2006-07-23T23:00:00","slug":"keiji-hainotatsuya-yoshida-new-rap","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.clubotaku.org\/niji\/music\/keiji-hainotatsuya-yoshida-new-rap\/","title":{"rendered":"Keiji Haino\/Tatsuya Yoshida &#8211; New Rap"},"content":{"rendered":"<p>Um encontro entre o &#147;guitar anti-hero&#148; dos Fushitsusha, conhecido tamb&eacute;m pelos seus &aacute;lbuns a solo de sanfona, percuss&atilde;o, electr&oacute;nica e voz num estranho misto de psicadelismo, trova medieval e improvisa&ccedil;&atilde;o livre, e o baterista dos Ruins, que t&atilde;o bem soube conciliar a tradi&ccedil;&atilde;o do rock progressivo com a verve do punk, s&oacute; podia ser algo de especial.<\/p>\n<p>E &#147;New Rap&#148; &eacute;-o sem sombra de d&uacute;vida, e mais at&eacute; do que poder&iacute;amos esperar. Como os americanos gostam de dizer, e pelo ouvido o conceito existe tamb&eacute;m no Jap&atilde;o, o presente disco &#147;kick ass&#148;. Entrando decididamente em territ&oacute;rio do &#147;japanoise&#148;, este duo de mestres senta-se nos ombros de um gigante, os blues, e a&iacute; est&aacute; a sua diferen&ccedil;a relativamente ao &#147;noise&#148; de &#147;drones&#148; (sons cont&iacute;nuos) ou de texturas que muitos dos seus pares na cena nip&oacute;nica preferem.<\/p>\n<p>N&atilde;o se trata, bem entendido, de um disco de rimas e &#147;scratch&#148;, ao contr&aacute;rio do que o seu t&iacute;tulo pode sugerir, mas &eacute; evidente a vontade de propor uma nova m&uacute;sica de rua, tal como o rap em tempos j&aacute; o foi. Nem que seja por ironia. Keiji Haino toca r&aacute;pido sem entrar na armadilha do virtuosismo, e o que faz com as seis cordas e os pedais de que disp&otilde;e ocupa v&aacute;rios planos do espectro sonoro, como se fosse mais do que um m&uacute;sico a tornar a electricidade num fundamento criativo.<\/p>\n<p>Sobre as muralhas de &#147;feedback&#148; e distor&ccedil;&atilde;o que vai construindo cola por vezes alguns vocais do inferno, conciliando a tradi&ccedil;&atilde;o Dada com o guturalismo do death metal. Se j&aacute; est&aacute;vamos cientes da sua capacidade para gerir densidades e intensidades, nesta nova edi&ccedil;&atilde;o da Tzadik de John Zorn excede-se a si mesmo. &Eacute; a isto que se chama &#147;extreme music&#148;, e muito mais apropriadamente do que noutros casos a que foi aplicado tal r&oacute;tulo. Wolf Eyes? Mouthus? Ao lado do que aqui encontramos n&atilde;o passam de meninos de coro.<\/p>\n<p>Inacreditavelmente, Tatsuya Yoshida encontra espa&ccedil;o para as suas pontua&ccedil;&otilde;es r&iacute;tmicas irregulares e os seus fraseios percussivos quebrados. Cada batida das baquetas nas peles &eacute; de um essencialismo que entontece. O resultado pode parecer excessivo, mas os meios para o obter s&atilde;o de um controlo e de uma oportunidade absolutos.<\/p>\n<p>E n&atilde;o, nas inten&ccedil;&otilde;es de Haino e Yoshida n&atilde;o est&aacute; a prioridade de encadear explos&otilde;es de energia, mas de ir construindo uma aguda consci&ecirc;ncia do corpo. O que eles pretendem &eacute; que os seus corpos ressoem no ar por meio dos instrumentos. O guitarrista de que toda a gente fala costuma falar disso nas entrevistas, e com um discurso no limiar do misticismo. <br \/>Esta &eacute; uma m&uacute;sica com carne, sangue, nervos e v&iacute;sceras. Performarte.<\/p>\n<p><b>Autor:Rui Eduardo Paes<\/b><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Um encontro entre o &#147;guitar anti-hero&#148; dos Fushitsusha, conhecido tamb&eacute;m pelos seus &aacute;lbuns a solo de sanfona, percuss&atilde;o, electr&oacute;nica e voz num estranho misto de psicadelismo, trova medieval e improvisa&ccedil;&atilde;o&nbsp;[ &hellip; ]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[1283,9],"tags":[1603,1401,1618],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.clubotaku.org\/niji\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/8002"}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.clubotaku.org\/niji\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.clubotaku.org\/niji\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.clubotaku.org\/niji\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.clubotaku.org\/niji\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=8002"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.clubotaku.org\/niji\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/8002\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.clubotaku.org\/niji\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=8002"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.clubotaku.org\/niji\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=8002"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.clubotaku.org\/niji\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=8002"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}