{"id":8049,"date":"2006-10-07T23:00:00","date_gmt":"2006-10-07T23:00:00","guid":{"rendered":"http:\/\/www.clubotaku.org\/nijiwp\/?p=8049"},"modified":"2006-10-07T23:00:00","modified_gmt":"2006-10-07T23:00:00","slug":"minto-na-bokura","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.clubotaku.org\/niji\/manga\/minto-na-bokura\/","title":{"rendered":"Minto na Bokura"},"content":{"rendered":"<p><split><\/p>\n<p>Minto Na Bokura &eacute; bom, mesmo bu&eacute; bom. N&atilde;o tenho outra maneira melhor de o dizer. Diz-se que se deve falar de uma forma e escrever de outra, mas neste caso dispenso a regra.<\/p>\n<p>Como alguns de voc&ecirc;s devem saber existem uma carrada de mangas, a maior parte veio do Jap&atilde;o. Numa base de dados mantida por um newsgroup famoso est&atilde;o registados mais de <b>10000<\/b> s&eacute;ries de mangas e <b>2500<\/b> mangakas. Nesta perspectiva, a natural busca pela originalidade feita por cada artista, quando vai copiar outros estilos de BD, vai ironicamente fazer com que manga, no sentido cl&aacute;ssico do estilo, v&aacute; perdendo as suas caracter&iacute;sticas identificat&oacute;rias, &agrave; medida que estas v&atilde;o sendo exploradas e combinadas com outras influ&ecirc;ncias. Enquanto por sua vez essas mesmas influ&ecirc;ncias v&atilde;o assimilando para si o que define o que &eacute; manga. Este cen&aacute;rio prop&otilde;e que talvez, daqui a algum tempo o que se conhece como manga, se altere e passe a indicar apenas o que a pr&oacute;pria palavra significa &#8211; banda desenhada.<\/p>\n<p>Por outro lado, cada vez mais o manga e anime s&atilde;o vistos como uma ind&uacute;stria. Quando algo come&ccedil;a se assume como &#8220;ind&uacute;stria&#8221; &#8211; neste caso manga &#8211; sabemos que a partir da&iacute; tanto os m&eacute;todos, t&eacute;cnicas e esfor&ccedil;o investidos de realiza&ccedil;&atilde;o v&atilde;o ser reduzidos ao menor denominador comum. Este evento marca normalmente o fim da &#8220;&eacute;poca de ouro&#8221;, em que os verdadeiros cl&aacute;ssico ficam para tr&aacute;s, em pedestais inating&iacute;veis at&eacute; uma pr&oacute;xima renascen&ccedil;a.<\/p>\n<p>Quando se perguntava aos f&atilde;s de anime &#8211; na altura em que estes eram raros fora do Jap&atilde;o &#8211; porque raz&atilde;o gostavam tanto de anime, a resposta mais comum era: &laquo;<b>Porque n&atilde;o h&aacute; nada parecido<\/b>&raquo;. Agora, no entanto, encontrar algum anime\/manga a que esse sentimento m&aacute;gico &#8211; de se ter encontrado um &#8220;tesouro&#8221; &#8211; se aplique &eacute; cada vez mais raro.<\/p>\n<p>Minto na Bokura, no entanto, &eacute; um desses bons e cl&aacute;ssicos. Nota-se que n&atilde;o foi realizado por criatividade esfor&ccedil;ada ou estudada, mas sim por um libertar de ideias e conceitos, destinados a passar para manga atrav&eacute;s de um estilo e arte sa&iacute;dos de talento natural. Tem a marca central do que define o que &eacute; manga, a troca entre perda de detalhe intensivo por ganho de expressividade, transmitida de forma graciosa. E n&atilde;o preciso eu destas palavras bonitas quando basta l&ecirc;-lo para perceber que n&atilde;o precisam de ser escritas.<\/p>\n<p>Escrito por Yoshizumi Wataru (&#21513;&#20303;&#28169;), esta c&eacute;lebre mangaka nascida em 1963 &eacute; famosa pela s&eacute;rie manga e anime <b>Marmalade Boy<\/b>. Al&eacute;m de Minto Na Bokura [We are Mint] tamb&eacute;m publicou as s&eacute;ries Handsome na Kanojo [Handsome Girl] e Random Walk, entre outros trabalhos.<\/p>\n<p>Yoshizumi Wataru &eacute; conhecida por usar um estilo shoujo cl&aacute;ssico &#8211; romance, femininices, rapariguices, namoricos, coisas boas, toda-a-gente-tem-direito-a-ser-feliz, etc e etc. Mas sobrep&otilde;e ao shoujo cl&aacute;ssico um estilo pr&oacute;prio que apela ao p&uacute;blico em geral. &Eacute; especialmente conhecida por criar hist&oacute;rias que giram &agrave; volta de c&iacute;rculos amorosos complexos, com toda a gente a tentar roubar o namorado\/a de toda a gente. Normalmente as suas hist&oacute;rias t&ecirc;m por tr&aacute;s cen&aacute;rios originais e pouco ortodoxos. Da mesmo tipo de cen&aacute;rios usado nas hist&oacute;rias de hentai como forma de justificar o curto espa&ccedil;o de tempo que as personagens demoram at&eacute; acabarem juntas e despidas. Mas a Wataru Yoshizumi, costuma ficar pela roupa interior.<\/p>\n<p><split><\/p>\n<p>O cen&aacute;rio de Minto no Bokura, pode ser descrito da seguinte forma: Temos dois g&eacute;meos fraternais &#8211; um casal &#8211; Noel e Maria Minamino. O Noel vai de f&eacute;rias de ver&atilde;o sem Maria e quando volta descobre uma carta escrita por ela, onde Maria diz que saiu de casa para se inscrever num col&eacute;gio interno. Os g&eacute;meos est&atilde;o naquela idade em que as raparigas se desenvolvem mais r&aacute;pido que os rapazes. Enquanto o Noel est&aacute; extremamente ligado e dependente da irm&atilde;, a Maria por sua vez, j&aacute; come&ccedil;a a preferir a companhia de membros do mesmo sexo, e come&ccedil;a a olhar para membros do sexo oposto de forma diferente.<\/p>\n<p>Na carta que Maria deixa, justifica o seu acto dizendo que vai atr&aacute;s do seu primeiro amor, com a aprova&ccedil;&atilde;o da m&atilde;e. O pai dos g&eacute;meos &eacute; que n&atilde;o gosta muito da ideia. E para Noel &#8211; extremamente possessivo no que toca a Maria &#8211; o mundo tinha acabado de acabar. <b>A sua irm&atilde; longe dele? Atr&aacute;s de outro!? NEM PENSAR!<\/b> Usando os recursos e influ&ecirc;ncia da fam&iacute;lia, ele consegue que um dos membros do conselho directivo do col&eacute;gio o deixe inscrever-se fora de &eacute;poca. Com um sen&atilde;o: a &uacute;nica vaga existente &eacute; no dormit&oacute;rio feminino.<\/p>\n<p>Determinado como estava, em idade pr&eacute;-p&uacute;bere, e ao contr&aacute;rio da quase totalidade dos rapazes neste planeta, Noel aceita.<\/p>\n<p>Um novo guarda roupa, uma peruca, enchimentos para soutien, alguma pr&aacute;tica em frente ao espelho, e estava pronto para come&ccedil;ar a sua nova exist&ecirc;ncia no col&eacute;gio interno Morinomiya.<\/p>\n<p>Claro que quando Maria viu a sua &#8220;irm&atilde;&#8221; Noel a ser apresentada &agrave; sua turma ficou um bocado transtornada. E o resto da escola bastante impressionado com o facto de Maria ter uma irm&atilde; g&eacute;mea, em tudo id&ecirc;ntica a ela, mas bastante mais&#8230; &#8220;Maria&#8221;-rapaz.<\/p>\n<p>E pronto. O cen&aacute;rio est&aacute; montado. E a genialidade nisto &eacute; simples &#8211; a hist&oacute;ria escreve-se por si mesma. Noel preso a h&aacute;bitos e companhias femininas, sem paci&ecirc;ncia para os aturar, por vezes atraindo aten&ccedil;&otilde;es de outros rapazes. O seu plano para interferir com a vida amorosa da irm&atilde;. O segredo que n&atilde;o pode ser descoberto. O facto de toda a gente fora do col&eacute;gio conhecer os g&eacute;meos como sendo um casal e n&atilde;o como duas raparigas. Tudo isto envolvido pelo facto que Noel come&ccedil;a a entrar na puberdade e se sente cada vez mais confrangido e incomodado pela situa&ccedil;&atilde;o em que se encontra.<\/p>\n<p>E claro, com a marca principal de Wataru Yoshizumi &#8211; <b>c&iacute;rculos amorosos complexos, em que assim que algu&eacute;m come&ccedil;a a namorar ou gostar de outro, parece que lhe chovem pretendentes em cima, advers&aacute;rios ao lado e obst&aacute;culos &agrave; frente<\/b>. <\/p>\n<p>Na edi&ccedil;&atilde;o original este manga prolongou-se por 6 volumes na revista shoujo Ribon de 1997 a 2000. Mais recentemente foi editado em Espanha com o nome Somos Chicos de Menta em 16 volumes.<\/p>\n<p>Altamente recomendado. Nem me dava ao trabalho de escrever isto caso contr&aacute;rio.<br \/><split><br \/><b>Autor:The Inu<\/b><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Minto Na Bokura &eacute; bom, mesmo bu&eacute; bom. N&atilde;o tenho outra maneira melhor de o dizer. 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