{"id":8061,"date":"2007-02-13T00:00:00","date_gmt":"2007-02-13T00:00:00","guid":{"rendered":"http:\/\/www.clubotaku.org\/nijiwp\/?p=8061"},"modified":"2007-02-13T00:00:00","modified_gmt":"2007-02-13T00:00:00","slug":"hyouryuu-kyoushitsu","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.clubotaku.org\/niji\/manga\/hyouryuu-kyoushitsu\/","title":{"rendered":"Hyouryuu Kyoushitsu"},"content":{"rendered":"<p>Durante os anos 60, o cinema americano transcrevia para os ecr&atilde;s de cinema a guerra nuclear atrav&eacute;s de filmes de fic&ccedil;&atilde;o cient&iacute;fica apocalipticos. No jap&atilde;o, o mesmo tema era tratado nos anos 50 at&eacute; ao anos 80 em forma de obras alarmistas, mas mais do que tudo humanistas. Se durante essa &eacute;poca, Godzilla tinha o poder cinematogr&aacute;fico e era um nome de refer&ecirc;ncia, Hyouryuu Kyoushitsu (em ingl&ecirc;s &#8220;The Drifting Classroom&#8221;) de Kazuo Umezu figura entre os cl&aacute;ssicos dessa &eacute;poca a quando da sua sa&iacute;da em 1972.<\/p>\n<p>Tal e qual como Dragon Head de Minetaru Mochizuki, tamb&eacute;m este mang&aacute; de Umezu retrata a hist&oacute;ria de um grupo de jovens estudantes que s&atilde;o &#8220;atirados&#8221; para um ambiente espacio-temporal inexplic&aacute;vel. Mesmo assim existem algumas diferen&ccedil;as, enquanto em Dragon Head o autor tenta explorar ao m&aacute;ximo o lado psic&oacute;tico e assustador, em  a sala de aula limita no melodrama outlandish energ&eacute;tico. Esta diferen&ccedil;a tamb&eacute;m &eacute; devido &agrave; diferen&ccedil;a de idades de ambos os personagens principais de cada mang&aacute;. Num mang&aacute; o her&oacute;i &eacute; um &#8220;teenager&#8221;, no outro &eacute; uma crian&ccedil;a hiperactiva.<\/p>\n<p>Uma manh&atilde; como todas as outras, uma escola prim&aacute;ria japonesa desaparece sem deixar qualquer rasto. &Eacute; projectada para um futuro p&oacute;s-apocaliptico ou numaTerra que n&atilde;o &eacute; mais do que um deserto &aacute;rido.<\/p>\n<p>Sem concess&otilde;es, Kazuo Umezu mostra-nos um thriller horr&iacute;vel e &#8220;gore&#8221;, onde n&atilde;o tem qualquer problema em confrontar mais de 800 crian&ccedil;as a todos os horrores poss&iacute;veis e imagin&aacute;rios. Fome, peste, monstros mutantes, guerra quase tribal, representada com alguma igenuidade como as bellas receitas dos filmes americanso de s&eacute;rie B dos anos 50-60 dignos de um epis&oacute;dio da &#8220;Quinta Dimens&atilde;o&#8221;.<\/p>\n<p>O estilo do mangaka tamb&eacute;m &eacute; uma caracteristica da sua &eacute;poca. Os personagens s&atilde;o simples, as caras redondas, mas sempre identific&aacute;veis, um pouco &agrave; semelhan&ccedil;a do trabalho de Tezuka (Astroboy). O desenho &eacute; ritmado, ainda que o autor use uma pagina&ccedil;&atilde;o muito convencional. A aus&ecirc;ncia de fundos ou &#8220;backgrounds&#8221;, &eacute; substitu&iacute;do por um fundo negro, que n&atilde;o prejudica a legibilidade, aumentando o aspecto sombrio e m&oacute;rbido deste cl&aacute;ssico.<\/p>\n<p>O mang&aacute; Hyouryuu Kyoushitsu existe em duas vers&otilde;es: franc&ecirc;s e ingles. A vers&atilde;o francesa &eacute; inserida na colec&ccedil;&atilde;o Bunko da editora francesa Glenat enquanto que do outro lado do oceano a edi&ccedil;&atilde;o ficou a cargo da editora americana Viz. &Eacute; um dos grandes cl&aacute;ssicos intemporais do mang&aacute;, qualquer que seja a tem&aacute;tica. Apesar da gera&ccedil;&atilde;o mais nova do mang&aacute; achar que o grafismo tem um tra&ccedil;o &#8220;prim&aacute;rio&#8221; e velho, o que &eacute; natural dado ao ano em que foi editado, a hist&oacute;ria &eacute; bastante actual.<\/p>\n<p>Apesar de ter uma tem&aacute;tica ligada ao horror, &#8220;Hyouryuu Kyoushitsu&#8221; &eacute; um mang&aacute; que agradar&aacute; a qualquer tipo de leitor mesmo que nunca tenha visto ou lido nada sobre o Jap&atilde;o, pois tanto a cultura japonesa e as refer&ecirc;ncias culturais s&atilde;o irrelevantes para esta hist&oacute;ria.<br \/><b>Autor:Fernando Ferreira<\/b><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Durante os anos 60, o cinema americano transcrevia para os ecr&atilde;s de cinema a guerra nuclear atrav&eacute;s de filmes de fic&ccedil;&atilde;o cient&iacute;fica apocalipticos. 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