{"id":8113,"date":"2007-07-01T23:00:00","date_gmt":"2007-07-01T23:00:00","guid":{"rendered":"http:\/\/www.clubotaku.org\/nijiwp\/?p=8113"},"modified":"2007-07-01T23:00:00","modified_gmt":"2007-07-01T23:00:00","slug":"swan","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.clubotaku.org\/niji\/manga\/swan\/","title":{"rendered":"Swan"},"content":{"rendered":"<p><split><\/p>\n<p>At&eacute; pouco tempo atr&aacute;s, Swan era somente mais um dos shoujo mang&aacute;s que eu n&atilde;o conhecia e que era sempre citado nas listas do tipo &#8220;must read&#8221;.<\/p>\n<p>O maior atractivo de Swan &eacute; visual, diria eu. Antes de come&ccedil;armos a ler ficamos logo encantados com a arte de Kyouko Ariyoshi que em alguns momentos lembra muito Ryoko Ikeda. A autora consegue captar com maestria os movimentos delicados e vigorosos do ballet cl&aacute;ssico, al&eacute;m de subverter os enquadramentos que somente uma mestre do shoujo mang&aacute; consegue fazer. Ali&aacute;s, ela usa e abusa das flores, e outros recursos t&iacute;picos do estilo nos anos 70.<\/p>\n<p>O segundo grande atractivo &eacute; a hist&oacute;ria, claro, afinal, eu n&atilde;o sou do tipo que suporta coisas do tipo Vagabond por causa da &#8220;arte e narrativa visual arrojadas&#8221;. <\/p>\n<p>Falo isso, porque o visual &eacute; o que vai cativar em um primeiro momento, mas sem hist&oacute;ria nenhum mang&aacute; se sustenta por muito tempo. Swan gira em torno do universo do ballet. Assim como outros mang&aacute;s, de desporto (Ace Wo Nerae), teatro (Glass Mask) ou m&uacute;sica, Swan mostra o processo de crescimento de uma <br \/>menina aparentemente comum, mas que tem grande talento e voca&ccedil;&atilde;o para a &#8220;arte&#8221;. No caso de Swan, essa menina &eacute; Masumi Higiri. Ela &eacute; apaixonada por ballet e vive com o pai vi&uacute;vo (a m&atilde;e dela foi bailarina) no interior do Jap&atilde;o, mas sua forma&ccedil;&atilde;o b&aacute;sica foi m&aacute; e parece que ela nunca poder&aacute; sonhar com sucesso profissional. A sua vida muda quando ela invade um teatro onde estava a ser encenado, por bailarinos russos, o Lago dos Cisnes. Ela n&atilde;o consegue assistir ao espet&aacute;culo mas furando a seguran&ccedil;a, dan&ccedil;a uma das pe&ccedil;as diante do par principal. A sua performance muda, talvez uma analogia com o &#8220;cisne&#8221; do t&iacute;tulo, surpreendente e fascina tanto o bailarino russo Sergeiev, quanto Sayoko Kyogoku, a mais promissora das jovens bailarinas japonesas.<\/p>\n<p>Dias depois, gra&ccedil;as &agrave; interven&ccedil;&atilde;o do bailarino russo, Sergeiev, Masumi &eacute; selecionada para participar num grande concurso promovido em conjunto pelo governo do Jap&atilde;o e da Uni&atilde;o Sovi&eacute;tica com o objetivo de selecionar os melhores bailarinos adolescentes do pa&iacute;s. Os vencedores receber&atilde;o aulas, custeados pelo governo, de grandes bailarinos da R&uacute;ssia e do Jap&atilde;o, al&eacute;m de bolsas de estudo em Moscovo. Por causa da sua simpatia, Masumi consegue cair sob a protec&ccedil;&atilde;o <\/p>\n<p>de Sayoko e de seu par regular nos palcos, o gentil Kusakabe Hisho. Al&eacute;m da dupla de reconhecido talento, conhece tamb&eacute;m Aoi, bailarino com estilo arrojado, e que lembra um pouco o Kairi de Peach Girl. Ali&aacute;s, os dois rapazes caem de amores por Masumi que parece n&atilde;o perceber, ou n&atilde;o querer ter que escolher entre os dois. Apesar de esfor&ccedil;ada e incentivada por Sergeiev, um dos ju&iacute;zes, a forma&ccedil;&atilde;o deficiente de Masumi se imp&otilde;e e ela n&atilde;o vai para a fase final.<\/p>\n<p>Decepcionada por ter que voltar para casa e para sua academia med&iacute;ocre, Masumi fica deprimida, apesar de torcer muito pelos seus amigos. Para sua surpresa, entretanto, Sergeiev consegue que se abra uma exce&ccedil;&atilde;o e ela volta para T&oacute;quio para estudar sob o patroc&iacute;nio do governo japon&ecirc;s. L&aacute; o bailarino russo deixa claro que ela precisa aprender o b&aacute;sico para corrigir suas falhas. Muitos n&atilde;o acreditam que isso seja poss&iacute;vel, mas Masumi esfor&ccedil;a-se, treina noite e dia e sobe  o seu n&iacute;vel t&eacute;cnico a ponto de Sayoko reconhecer nela uma adsvers&aacute;ria. Como o mang&aacute; se mant&eacute;m em um n&iacute;vel m&eacute;dio de realidade, a sua melhoria n&atilde;o &eacute; suficiente para que ela seja selecionada para uma apresenta&ccedil;&atilde;o especial em Moscovo. <\/p>\n<p>Masumi v&ecirc; todos os seus amigos partirem com bolsas do governo (Sayoko e Hisho para Moscovo, Yuka para Nova York, Aoi &#8211; frustrado por ter perdido a chance de ir para a R&uacute;ssia &#8211; parte para M&oacute;naco). Ela mesma logo ter&aacute; sua chance em Londres. Antes entretanto, faz uma parada de tr&ecirc;s dias em Moscovo onde todo o seu percurso pode ser mudado&#8230;<\/p>\n<p><split><\/p>\n<p>O que eu posso dizer &eacute; que Swan &eacute; encantador, li t&atilde;o devagarinho o volume #2 s&oacute; para n&atilde;o ter que terminar logo. O duelo de Aoi e Hisho pelo papel no espet&aacute;culo em Moscovo &eacute; t&atilde;o po&eacute;tico e forte nas imagens e texto que vi e revi v&aacute;rias vezes.<\/p>\n<p>Se, por princ&iacute;pio, vemos em Swan a presen&ccedil;a de algumas caracter&iacute;sticas de outros shoujos de crescimento como a antagonista loura, Sayoko, ou  o treinador severo, na figura de Sergeiev, a autora &eacute; competente o bastante para reverter todos os clich&ecirc;s a seu favor. Fora isso, nos oferece uma hero&iacute;na extremamente humana e pouco relutante, afinal ela quer ser uma grande bailarina e acredita que pode tentar, se n&atilde;o ser a melhor, pelo menos chegar a ser uma das melhores do Jap&atilde;o. Temos tamb&eacute;m outros dramas, como o do fof&iacute;ssimo Aoi que sempre perde para Hisho n&atilde;o por incompet&ecirc;ncia mas porque n&atilde;o tem o &#8220;perfil&#8221; do bailarino cl&aacute;ssico. Acredito que ele volte a aparecer, afinal, ele e Hisho disputam por enquanto o cora&ccedil;&atilde;o de Masumi. Fora isso, ainda temos um mist&eacute;rio envolvendo Sergeiev e a m&atilde;e de Masumi que est&aacute; deixando a mo&ccedil;a com a pulga atr&aacute;s da <br \/>orelha. <\/p>\n<p>Swan foi publicado originalmente na revista Margaret, entre 1976 e 1981, contando com 21 volumes ao todo. S&oacute; por a&iacute; se pode tirar o quanto de reviravoltas a vida da protagonista pode sofrer. Swan teve como um de seus objetivos promover o ballet, e isso fica claro no cuidado com que apresenta termos e ballet cl&aacute;ssicos. Mostra tamb&eacute;m como um governo pode promover o desenvolvimento de certa actividade atrav&eacute;s do patroc&iacute;nio de jovens talentos e do investimento pesado na forma&ccedil;&atilde;o de base. Isso &eacute; feito no Jap&atilde;o em v&aacute;rias &aacute;reas, e o mang&aacute; mostra, ficticiamente ou n&atilde;o, o esfor&ccedil;o para que o n&iacute;vel dos bailarinos japoneses possa se equiparar aos dos russos e outros com mais tradi&ccedil;&atilde;o na dan&ccedil;a cl&aacute;ssica. Um belo sonho que podemos ver se materializar na instala&ccedil;&atilde;o, aqui no Brasil, do primeiro centro de treinamento fora da R&uacute;ssia do tradicional Ballet Bolshoi.<\/p>\n<p>Apesar de Swan ser bel&iacute;ssimo e recomendado ele n&atilde;o &eacute; considerado o mang&aacute; mais importante do fil&atilde;o ballet, cabendo a Arabesque, obra de Yamagishi Ryoko iniciado em 1975, esse t&iacute;tulo. De qualquer forma, se tiverem a hip&oacute;tese de ler Swan, n&atilde;o percam, pois &eacute; um dos melhores shoujos cl&aacute;ssicos em publica&ccedil;&atilde;o no Ocidente. Para f&atilde;s &#8220;hardcore&#8221; como eu, isso &eacute; um grande presente! ^_^<br \/><split><\/p>\n<p><b>Autor:Val&eacute;ria da Silva<\/b><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>At&eacute; pouco tempo atr&aacute;s, Swan era somente mais um dos shoujo mang&aacute;s que eu n&atilde;o conhecia e que era sempre citado nas listas do tipo &#8220;must read&#8221;. 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