Ora começo eu a dizer que nunca me agradaram muito bandas sonoras de série anime e eis que saem logo duas bandas sonoras que me fazem engolir as minhas palavras. A primeira é a já revista OST de Scrapped Princess (ler artigo). A segunda é este Texnholyze OST de subtítulo “Music Only Music”.

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Estamos no entanto, a falar de um espectro completamente diferente. Embora de novo, a série em si não seja necessariamente um complemento necessário para apreciar esta compilação, fique-se sabendo que Texhnolyze é uma série de tom industrial, sobre um lutador de rua que perde um braço e ao qual é colocado um substituto artificial, contra a sua vontade. Não que isto interesse, por razões que já veremos.

Ao colocar o CD na drive, a primeira coisa que ouvimos é “Underground conversion to Z”, tema que nos vai acompanhar pelo restante CD (em pequenos interludios) e que se trata de uma peça minimalista em guitarra. Em contraste, segue-se a peça de abertura “Guardian Angel(Xaviel’s Edit)”, dos Juno Reactor, faixa de tom electrónico e ligeiramente trance…

A musica em si é muito mais “cheia” que o background sonoro de uma série costuma ser, com faixas rock como “Black Magic Mushroom”, uma faixa com vocais em italiano chamada “Spleen” estilo easy-listening, e a mais pura musica R&B em “When Reason Fails”, ou mesmo uma faixa chamada “Kiyoki Raisan” que é jazz sobre um fundo de um grande tambor japonês.

Ou seja, uma selecção de faixas do mais variados géneros musicais, complementadas por faixas mais “normais”, três ou quatro elementos orquestrais, “Kono yo no hate ni” por exemplo, um belo exemplo de musica de cordas, mas também todo o género de musica ambiental. Uma belíssima recompilação de géneros musicais recentes, mesmo de experiências no âmbito sonoro (regidas pela óbvia necessidade do comercialismo).

E para acabar esta compilação nada melhor que “Tsuki no Uta”, do ex-menino mau da industria Gackt, a prestar a voz a uma peça inspiracional e relaxante, sob fundo de guitarra acústica.

Um CD completamente recomendável, se vos agradam experiências sonoras mais abertas – isto não é de todo uma recompilação dos maiores êxitos da Megumi Hayashibara, por assim dizer.

Escrito por: Nuno Antunes