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Butterfly Beast I e II

Quando se fala em mangás de samurais, o pensamento dos leitores vai automaticamente para dois títulos incontornáveis do género: Lone Wolf and Cub e Vagabond. No entanto existem outras séries que merecem algum destaque como é o caso de Butterfly Beast, publicada pela editora nacional A Seita.

O mangá Butterfly Beast, de Yuka Nagate, apresenta uma narrativa histórica intensa ambientada no Japão do início do período Edo. A história acompanha Ochô, uma cortesã do bairro de prazeres que vive uma vida dupla: de dia é uma cortesã de elite, mas à noite actua como uma “kunoichi” encarregada de caçar samurais e ninjas renegados que ameaçam a paz frágil do país.

Butterfly Beast começou a ser publicado no Japão em 2011, com a primeira série composta por 2 volumes, seguida por Butterfly Beast II, uma continuação com 5 volumes, publicada pela editora Shinchōsha e serializada na revista Comic@Bunch.

Na primeira parte da série composta apenas por dois volumes, o mangá retrata o mundo marcado pelo fim das guerras feudais e pelo surgimento de antigos shinobi que perderam o seu propósito. A protagonista torna-se uma “caçadora” ao serviço do governo, perseguindo aqueles que antes eram os seus amigos e companheiros. A narrativa destaca-se pela atmosfera sombria e pela tensão entre a identidade pública de Ochô e o seu papel secreto como assassina.

Na segunda parte composta por cinco volumes, continuamos a seguir a nossa personagem principal Ochô mas a história ganha maior escala e complexidade. A perseguição de Ochô ao antigo aliado Kazuma revela conspirações políticas e conflitos religiosos que ameaçam o equilíbrio do Japão. A trama passa a explorar mais profundamente os dilemas morais da protagonista e as consequências das escolhas do passado.

Um dos grandes destaques do mangá é a arte de Yuka Nagate. O traço é detalhado e expressivo, combinando elegância e violência. As páginas contrastam a beleza refinada de Yoshiwara com cenas de combate brutais, usando sombras, enquadramentos dinâmicos e expressões intensas para transmitir tensão e emoção.

Em suma, se gostam de histórias com intrigas políticas e protagonistas moralmente complexos, Butterfly Beast é uma leitura altamente recomendada. É uma obra para um público mais adulto por causa do seu conteúdo violento e sexual (não explicito). O mangá oferece ao leitor uma narrativa madura e prende o leitor desde as primeiras páginas e deixa vontade de continuar a explorar este universo.

Escrito por: Fernando Ferreira

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