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GP32

 

ACTUALIZADO:  Depois de vários desaires com a Mitsui, a GP32 mantém o seu lançamento para Maio de 2004, pela editora espanhola Virgin Play. As alterações efectuadas reflectem essa modificação. Também, o Godess Saga foi suspenso.

Como até ao momento, não nos foi possível obter uma GP32, nem contactar a Virgin Play com informações específicas, todo o artigo seguinte é baseado em informação recolhida na internet, e logo não necessariamente preciso ou exacto. Pelo facto pedimos desculpas.

Com a data de lançamento prevista pela Virgin Play marcada para Maio de 2004 para Espanha, Itália e Portugal, trago uma pequena ante-visão da pequena máquina sul-coreana da GamePark, de nome GP32. Apontada pela empresa japonesa como destinada os fãs de “gadgets” e “hobbistas” da programação, importa saber exactamente o que a máquina é, e que coisas oferece, por exemplo, além da dominante máquina da Nintendo ou da recém chegada tudo-em-um, N-Gage.

As especificações são sucintas. A GP32 tem dentro da sua caixa de tamanho ligeiramente maior que o tradicional GBA, um processador ARM9 com velocidade por defeito a 40Mhz (o software pode aumentar esse valor com segurança até 100, com 133Mhz o limite assumido pela grande maioria dos programas), um ecrã de resolução 320×240, 8Mb de memória SDRAM, som estéreo 16-bits. Tem dois botões de face(A e B) e dois laterais(L e R), além do par select/start. De imediato saltam a vista a velocidade do processador, o ecrã de resolução elevada para um portátil, e o som com dois altifalantes bastante visíveis. De interesse também é que o sistema de armazenamento é baseado em SMC’s, cartões de memória flash iguais aos usados pelas câmeras digitais baixo de gama, de custo reduzido. Isto é importante porque, logo que fora da caixa, o GP32 vem com a capacidade de tocar MP3. Acrescente-se a isso o GPCinema, que permite ver DivX(a 15fps),e que actualmente é pago, mas que virá incluído no CD do pacote para a Europa. Além disso, a tranferência de ficheiros pode ser efectuada entre o PC e a GP32 usando um cabo USB, também incluído.

Até agora muito bem. Tal como há quase dois anos atrás, a consola continua a ter specs muito agradáveis ao ouvido. Afinal de contas, a sua líder no mercado, a GBA da Nintendo, consegue ter apenas 16Mhz e 256Kb de memória, e nem a recentissima N-Gage tem mais do que 106Mhz, sob o mesmo processador ARM9. Infelizmente, mais nem sempre é melhor. É que, como os computadores pessoais pré-Pentium, o processador tem de tratar de tudo – mistura de som, criação de sprites, gestão do jogo em si. Adicione-se a isso livrarias gráficas de baixa qualidade, bugs viciosos na gestão de som que existem no único SDK oficial, e a GP32 acabou por ter uma saída um bocado desastrosa, sem falar em companhias que desejavam apoiar a consola como a Capcom a desaparecerem subitamente de cena, por razões não esclarecidas(ou mesmo sem se saber se em alguma altura houve tal apoio).

A Gamepark não ajudou, com relações flutuantes com os “third-party”, e um período de tempo em que basicamente, evaporou-se, não respondendo a e-mails ou levando muitos a acreditar que tinha simplesmente falido. Isto levou a dois factos importantes. Primeiro que o numero de jogos lançados ao momento é muito limitado – comercialmente, há pouco menos de 20 jogos, que rondam entre o interessante e o injogável. Segundo, que a consola conseguiu notoriedade pela pequena comunidade que se dedicou a converter jogos e emuladores – com resultados variados. Há alguns emuladores de boa qualidade, muitos (principalmente os mais ambiciosos)de pobre qualidade, ports de uma mão cheia de jogos (Doom-likes, Rick Dangerous, Elite) e uma selecção de jogos “homebrew” que diria aceitável, mas não espantosos – o suficiente para entreter por alguns minutos no comboio, suponho.

De volta ao lançamento europeu, arranjado pela subsidiária alemã da Mitsui. Previsto para final de Outubro, inicio de Novembro de 2003, promete ter pronto a tradução dos titulos mais proeminentes, disponiveis em lojas – o esquema de download online não vai ser utilizado. Entre os disponíveis, vou só realçar aqueles que seriam primeiras escolhas:

All For Princess: Deadline
Há muitos (até demasiados) brawlers para a GP32. Escolhi este, não só porque conheço o autor, mas também por ser o mais inovador em termos de técnica – mistura clássico Final Fight com técnicas dos jogos de luta. Os gráficos são, não diria bonitos, mas grandes e bem animados, e o som sofre de problemas devido ao SDK.

Astonisha Story R
O quintessencial RPG de consola para a GP32. É feito pela Sonori, é graficamente muito bonito, tem personagens cativantes, cinemáticas… o trabalho completo. Definitivamente é o jogo que parece mais profissional no conjunto. Provavelmente brilha mais por ser o ínico RPG turn-based disponível para esta consola.

(NOTA: Foi confirmado que Astonisha Story R não é um dos titulos de lançamento)

Dolly Soccer
Bem, coisa que o europeu não dispensa na sua consola é o jogo de futebol. E neste caso, não tem muito por onde escolher. Dolly Soccer é um jogo de futebol de arcada, gráficos estilo “cartoon” – não particularmente um clássico, mas lá terá de servir. Tem os mínimos necessários para o género (torneio, jogo de exibição) e alguns modos extra que nada têm a haver com futebol.

Little Wizard
Mais um na categoria “não há mais nada disponível”, Little Wizard é um ligeiramente agradável jogo de luta ao estilo de Pocket Fighters. Não é o mais fluido ou brilhante graficamente, e foi concebido mais como demonstração das capacidades wireless da consola que actualmente um jogo – ficam avisados.

Pinball Dreams
Se alguém teve um PC ou um Amiga no inicio dos anos 90, então sabe o que é Pinball Dreams. Um dos mais agradáveis simuladores de mesas de pinball da altura, com um movimento de bola extremamente realista, este jogo não tem as modernidades em 3D, mas fornece mesas agradáveis e graficamente bonitas que nos deixam com vontade de repetir.

Tomak : Save the Earth. Again
Mais uma port de PC de um famoso “shooter” coreano, este é um estranho jogo em que se é uma cabeça num vaso, e temos de salvar a terra (como diz no titulo, suponho). Curto, inteligente e com a mesma jogabilidade do original, é considerado a melhor escolha neste campo.

Há efectivamente muitos mais, desde o absolutamente horrendo “Dyhard : With Infinite Stairs”, até ao bom, mas graficamente desapontante “Super Plusha”, mas são titulos que sinceramente, não me pareçam extremamente emocionantes para o publico em geral. Até há um port do clássico raising-sim da Gainax, “Princess Maker 2” disponivel (embora não previsto para a Europa). Sinto-me culpado por não acrescentar “GP Fight”, mas a razão é simples – o gameplay é antiquado e não vai convencer muita gente.

O futuro avança lentamente, com a Mitsui a garantir que estão a ser feitos ports de jogos PSOne e GBA por third-partys europeias, e jogos como Bloddy Cross (já com demo disponível, que inclui a capacidade de jogar via internet) marcados para a data lançamento. Mesmo assim, o panorama é complicado, no entanto, com a já mencionada N-Gage, a recém chegada Zodiac, uma mão cheia de telemóveis com jogos, e a sombra de uma tal Playstation Portable, é difícil pensar num cenário mais problemático para uma consola que chega com 2 anos de atraso…

Autor: Nuno Antunes

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