Lançado em 2002 pelos estudios Shueisha, Madhouse e NAS, e mais tarde distribuido nos Estados Unidos pela Bandai Entertainment surge-nos Dragon Drive, um anime que mistura muitos géneros como comédia, acção, ficção científica e fantasia. Apesar desta perfenália de estilos Dragon Drive conta ainda com um promenor que valoriza-o um pouco mais do que os outros e torna-o mais interessante. Falamos dos chamados “CG” (computer graphics), que também foram utilizados em outras séries tipo Vandread.
Dragon Drive conta-nos a história de Oozora Reiji, um estudante do ensino secundário que devido á sua personalidade completamente despreocupada e extremamente preguiçosa, nunca se interessava por actividades de qualquer tipo, fossem elas desportivas, extracurriculares, o que quer que fosse, para nao falar nos estudos…
Um dia, por intermedio da sua amiga de infância, Yukino Maiko, farta de ver Reiji sempre na mesma situaçao, este é “arrastado” para um enorme complexo subterrâneo onde se joga Dragon Drive, um jogo onde os jogadores combatem entre si com dragões ao longo de vários cenários, tudo isto, graças á tecnologia de realidade virtual!
Para variar, Reiji demonstra um especial interesse por Dragon Drive e quando se inscreve, para poder receber o seu dragão, este nao é exactamente o que ele esperava. De facto, o seu dragão é o mais fraco de todos alguma vez visto na história de Dragon Drive ou não tivesse ele a pntuação de zero na escala de ataque. Aínda assim Reiji é mesmo arrastado para a arena de combate, onde milagorosamente consegue a sua primeira vitória. É a partir deste ponto que a história de Dragon Drive começa a desenvolver-se.
Pessoalmente penso que D.D. é um dos animes mais cativantes que vi, dentro do género. Não por ser uma série épica, ou com um argumento de cinco estrelas, porque nao é! Mas por ter uma história e uma animação que cativa.
A animação em Dragon Drive é um dos aspectos chama a atenção do espectador, particularmente o “design” dos dragões, isto porque é quase todo feito através de gráficos computorizados, o que resultou em efeitos visuais e de animaçao bem atractivos. A utilização dos efeitos C.G. em Dragon Drive foi bem usado. Também, alguns edificios e cenários com água foram submetidos aos efeitos de computação gráfica o que em alguns dos casos se obteve um realismo impressionante.
Inicialmente os personagens parecem-nos pouco interessantes, mas á medida que a série vai avançando e vamos conhecendo as suas personalidades, algumas dessas personagens revelam-se bastante cativantes. Também assistimos a alguns “exageros” na evolução de alguns personagens como é o caso de Reiji, que do dia para a noite torna-se num “jogador” excepcional. Talvez uns obstáculos na sua ascenção fossem bemvindos ou mesmo umas derrotas a mais nao lhe fizessem mal nenhum.
Além de Reiji, outras personagens compõem este elenco. Hagiwara (com a sua obsessão pela Yukino) e Rokkaku (dos personagens mais bebado que eu alguma vez vi num anime ^^) talvez sejam as personagens mais hilariantes desta história e que facilmente cativam ou são os mais referidos desta série.
A história de Dragon Drive é razoável, mas notamos que tinha potencial para muito mais. Em algumas partes da série ela não segue uma continuidade “normal”, isto é, ou avança depressa demais ou então cortam-se factos que são importantes na história não os explicando depois.
A banda sonora é bastante comprida (42 faixas) o que a torna bastante eclética. O tema de abertura “True”, as músicas das batalhas, os temas das introspecções e do desespero dos personagens, estão q.b.. Podemos mesmo dizer que a banda sonora cumpre bem o seu papel no anime e torna-o mais “vivo”.
Dragon Drive também conta com uma enorme campanha de merchandise que vão desde os jogos lançados para consolas, neste caso para a GameCube e também um jogo de cartas, ambos distribuidos pela Bandai. Ao que parece este jogo de cartas conta com 4 expanções diferentes cada uma com um starter deck (baralho inicial), expansion boosters (cartas extra) normais e também um “Dragonic Heaven Booster” á excepção da segunda expanção, que não tem um baralho inicial. De referir que este Dragon Drive TCG ainda não se encontra nem sei se será traduzido para alguma língua estrangeira, tendo assim os fãs terem que jogar em japonês.
Resumindo Dragon Drive é um anime que inicialmente se vê bem mas que ao longo dos vários episódios (38 no total) acaba por se tornar um tanto ou quanto repetitivo em determinadas situações. Outro dos factores que poderá afastar os fãs de anime a verem esta série é o seu carácter infantil e “lamechas”. Mesmo assim, aconselho a verem Dragon Drive especialmente a todos aqueles que gostaram de Angelic Layer.
Autor:David Gomes
