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Gundam Turn A

Em 1979, uma série chamada MOBILE SUIT GUNDAM mudou para sempre o estilos da animação de robots gigantes, os mechas. Desde o seu inicio a venerável série alargou-se em vários formatos: séries de TV, OVAs e filmes, sem falarmos no lucrativo franchise do “models” de plastico.

Mas vinte anos após o seu ínicio, o projecto Gundam Big Bang celebra o seu 20º. aniversário, parece mesmo que a já clássica história Federation vs Jion ainda se mantém viva ao longo destes anos todos. Alternando com outras “séries” como por exemplo G GUNDAM e GUNDAM W que está muito melhor que 08th MS Team, a saga continua…

Tomino afirmou uma vez que, originalmente, queria contar apenas a história/conto de AMURO e CHAR, e diz-se que acabou por ficar cansado do cenário original. Por isso, talvez não seja surpresa nenhuma a sua mais recente tentativa, TURN A GUNDAM, que tem lugar num mundo remoto, fora da sua linha habitual. E remota o é, dois mil anos depois do aparecimento da era espacial (referindo-se ao século universal original, ou não, não se sabe).

A população da Terra há muito esqueceu as suas viagens espaciais; a sua tecnologia retrocedeu ao tempo dos automóveis Model-T-style e aos aviões de dois motores. Mas um grupo de colonos da Lua conseguiram reter o seu conhecimento avançado e, depois de alguns séculos na Lua, Moonrace reclama o seu regresso ao planeta azul. Quando as negociações para o regresso dos “amantes do espaço” fracassa, Moonrace decide acabar com aquilo que queria, através do uso da força, e a tecnologia primitiva da Terra mostra-se incapaz contra o avançado arsenal de Moonrace. Contra toda a adversidade, um Gundam tem de sobreviver, e o nosso protagonista Rolan Seack descobre uma relíquia antiga, ao mesmo tempo que a invasão começa. Apesar de ser um membro do Moonrace, Rolan decide defender os seus amigos na Terra, esperando vir a resolver o conflito entre a Terra e a Lua, de maneira pacífica…

Se os Gundams em G GUNDAM e GUNDAM W mantêm a característica do sentimento e aparência original, a última incarnação, arquitectada pelo veterano da indústria Syd Mead, pouco têm de semelhante. O “design” têm sido objecto de muita controvérsia e debate, mas este crítico (?) aclama a sua construção, nem que seja pela sua quebra com a tradição. (no entanto, o bigode deveria mesmo ser dispensado). Os desenhos das personagens de Yasuda Akira (STREET FIGHTER III) também levam algum tempo até que nos habituemos a elas. Na verdade, parecem conjugar bem com cenário do espectáculo retrospectivo dos tempos da I Guerra Mundial, mas não são particularmente atractivos ou apelativos. No que diz respeito ao argumento, é bastante comum e previsível. Os desentendimentos e a desconfiança das duas raças, as maquinações de quem tenta tirar proveito da confusão, são levemente intrigantes de se ver, mas perde um pouco na intensidade que tornou GUNDAM W ou ZETA GUNDAM tão fascinantes. A personagem e a luta de Rolan já não são nada de novo, como por exemplo a sua relutância em lutar, e o conflito de identidade.

A seu favor, no entanto, está o seu interesse genuíno e a sua natureza simpática que faz dele uma personagem bem mais agradável que a maioria dos pilotos na história de GUNDAM. Comparado às edições/séries clássicas, ou aos mais recentes sucessos, os primeiros oito episódios de TURN A GUNDAM são um pouco desinteressantes, e os fans de GUNDAM, que esperavam algo dentro da mesma linha dos GUNDAM anteriores, sentir-se-ão provavelmente um pouco desiludidos.

Mesmo não comparando com outros, ainda assim parece faltar-lhe aquela qualidade que é motivo de paixão do público. Pode-se esperar apenas que a série entre no ritmo rapidamente. Entretanto, o autor continuará atento ao desenrolar da série, na esperança que a trama se intensifique, à medida que a série continua.
Autor:Fernando Ferreira

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