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One Piece: Burning Blood

Da primeira vez que vi One Piece na SIC Radical, dobrado em português, nunca pensei que se fosse tornar no fenómeno que é hoje. Mas cá estamos. Estamos em 2026 e a história continua e não só: temos um remake da WIT Studios a ser produzido e temos já decorridas duas temporadas de uma fantástica adaptação live-action que captura praticamente na “mouche” a essência da obra do autor Eichiro Oda.

Sendo o fenómeno que é, também tivemos direito a adaptações em formato de videojogos. Muitos deles, tal como jogos de outras obras de anime bem sucedidas, adaptam de uma maneira mais resumida os diferentes arcos, como a série Pirate Warriors, o que ajuda um pouco quem não está disposto a ver para cima de 1000 episódios do anime. Infelizmente, não é o caso do jogo que vou falar hoje.

One Piece Burning Blood, lançado em 2016 para a PlayStation 4, PlayStation Vita, Xbox One e Steam, foi a aposta da Bandai Namco em meter os nossos amigos Mugiwaras, juntamente com outras personagens relevantes de One Piece, à batatada num arena fighter feito por uma empresa que não é estranha ao sub-género, a Spike Chunsoft, empresa conhecida pela muito popular série Dragon Ball Z Budokai Tenkaichi, incluindo o jogo mais recente Sparking Zero.

Para quem já jogou este tipo de jogos antes, sabe o que esperar: combinar um ou dois botões de ataque para fazer combos, adicionar um dos botões de trás para fazer ataques especiais, encher uma barra para se transformar e fazer ultimate attacks, etc. Mas eis onde este jogo difere dos outros: na lore de One Piece existem poderes especiais vindos das Frutas do Diabo ou do chamado Haki. Estes poderes entram em acção nas mecânicas de combate. Mas isto traz uma desvantagem para quem não conhece a lore de One Piece, pois, no caso dos utilizadores de Frutas do Diabo, não vem especificado que tipo de Fruta corresponde a cada personagem. Uns utilizam Paramecia, outros Logia, outros Zoan e quem não conhecer as personagens não sabe qual é qual.

Temos vários modos de jogo como o típico multiplayer local e online, o Wanted Versus onde podem enfrentar certas personagens em que se ganha Beli de acordo com o nível de wanted da personagem, Beli esse que pode ser gasto na loja do jogo comprando personagens, skins, etc, fazendo-vos sentir como verdadeiros caçadores de prémios, e um modo inovador, Pirate Flag Battle. Neste modo, crias a tua facção pirata e levas para um mapa gigante com vários adversários à mistura, adversários esses que podem ser CPUs ou jogadores reais online.

Mas o modo principal é, claro, o story mode. Infelizmente, é talvez o story mode mais fraco de todos os jogos de anime que joguei. Este modo trata a arc de Marineford, uma arc que é das mais importantes da obra, através da perspectiva de 4 personagens: Luffy, Ace, Whitebeard e Akainu… e é isto. Não tem absolutamente mais história nenhuma, o que faz com que saiba a pouco, e quem não for fã de One Piece não vai perceber o contexto de absolutamente nada: quem é o Monkey D. Luffy? Quem é o Portgas D. Ace? Porque é que o Luffy o quer salvar a todo o custo? Porque é que o Ace vai ser executado? Estas e outras questões que possam surgir nunca são respondidas neste story mode.

Resumindo, este jogo é claramente e objectivamente feito para fãs de One Piece, deixando não fãs completamente confusos com tudo o que se passa, tanto no story mode como até no jogo jogado e nas mecânicas que estão demasiado atreladas à lore da obra. Se forem fãs, recomendo vivamente, mas não consigo recomendar a mais ninguém.

Escrito por: André Alves

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