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Chrono Cross

Chrono Trigger foi para muitos o melhor RPG da Square Soft, também não seria para menos visto que a equipa que criou o jogo era composta por pessoas ilustres no universo dos RPGs japoneses como Hironobu Sakaguchi, Akira Toriyama e Yuji Horii ou não fossem eles criadores de jogos como Dragon Quest e Final Fantasy.

A esta união, foi-lhe dado o nome de “Dream Team” (antigamente simplesmente parecia impossível a união entre membros da Square Soft e Enix). O resultado desta parceria só poderia ser brilhante. Chrono Trigger foi um dos melhores RPGs para qualquer consola mas esta review será sobre a sua sequela oficial. Ao contrário do que possam imaginar, não me refiro a Radical Dreamers mas sim a Chrono Cross.

Radial Dreamers era uma aventura somente de texto, com algumas imagens para a SNES utilizando o Satellaview que era uma espécie de modem. O jogo tinha ligações com Chrono Triger de facto e Radical Dreamers era o mais próximo que havia como sequela de Chrono Trigger. Chrono Cross baseia-se nesse jogo.

Não posso contar muito sobre a história sem a estragar mas tentarei simplesmente limitar-me ao básico e elementar.

Neste jogo desempenhamos o papel de Serge, um rapaz que vive numa aldeia de pescadores. Um dia depois de um sonho muito estranho e, depois de ter ido caçar Komodos para ficar com as suas escamas, Serge encontra-se com a sua namorada Leena na praia. Serge é transportado para uma outra dimensão.
E é tudo o que posso contar sem estragar nada.

A história de Chrono Cross a principio parece ter pouco a haver com Chrono Triger. De facto o jogo não parece ter nada a haver com o anterior. O mundo de Chrono Cross não é nada igual ao de Chrono Trigger (isso também é explicado em Chrono Cross) mas à medida que avançamos no jogo, começamos a perceber melhor a história e, são cada vez mais as ligações, conduzindo-nos algumas até à sequela “não oficial” de Chrono Triger, Radical Dreamers.

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Um dos problemas da história é que Chrono Cross não é o “imenso” jogo que os programadores tinham em mente inicialmente. Algumas relações entre personagens poderiam estar melhores (existem duas personagens que sofrem de um sintoma que eu gosto de chamar de “Sindroma de Shadow e Relm” porque sendo parentes, nunca os vi a falar um com o outro). Outras, supostamente teriam tido outra identidade mas que, fruto dos prazos parecem ter sido “esquecidas” (por exemplo o Guile, sei que parece confuso mas não posso explicar melhor sem contar alguns “spoilers”).
Mas, com 45 personagens jogáveis só conseguiriam acabar o jogo um ou dois anos mais tarde. Não que me importasse de esperar!

Graficamente, o jogo está muito bom, do melhor que a PlayStation (PSX) tinha e tem para oferecer.
Os gráficos de Chrono Cross são do mesmo género dos Final Fantasy para a PSX ou seja: cenários em 2D e personagens em 3D. Os cenários como se previa são lindos embora os modelos das personagens fora das batalhas não estão nada de especial mas, dentro das batalhas são muito bons e na minha opinião melhores que os de Final Fantasy 8.

Os gráficos dentro das batalhas são muito bons, a iluminação, as magias enfim…
Dentro das batalhas os gráficos são mesmo muito bons.
Uma pequena observação; para quem não gostou do desenho das personagens de Escaflowne é provável que não goste dos de Chrono Cross porque ambos foram feitos pela mesma pessoa, embora em Chrono Cross o resultado final seja de uma maior qualidade do que foi em Escaflowne.

A jogabilidade é original e divertida, o sistema de batalha é um pouco complexo mas vou tentar explicar o melhor que posso.
Em Chrono Cross as batalhas são uma espécie de mistura entre turnos e tempo real. Quando uma personagem nossa tem Stamina podemos jogar com ela e, se escolhermos atacar aparece um menu com 4 opções, 3 delas são ataques onde vemos o quanto “custa” à nossa Stamina e a percentagem de acerto. O máximo de Stamina que podemos ter são 7 e o máximo que podemos utilizar para atacar é 3. Depois de atacarmos e se acertarmos, ganhamos níveis correspondentes ao nível do ataque que escolhemos. Se escolhemos um ataque de nível 1 ganhamos 1 nível, estes níveis servem para a 4ª opção do menu de ataque: os Elements.
Para usarmos Elements devemos equipá-los numa grelha específica. Para cada personagem existem 6 tipos de Elements: vermelho, verde, amarelo, azul, preto e branco. Cada um com os seus opostos e, cada personagem tem uma afinidade com um elemento.

Cada elemento tem um nível e uma “variação”. Um elemento de nível 4 pode ter +/- 3 ou seja, podemos por o elemento entre os níveis 1 e 7. Se o pusermos no nível 7 ele ganha um bónus de +3 níveis.
Depois de equipados, para usa-los nas batalhas precisamos de ganhar níveis com os ataques. Podemos utilizar os elementos mas, usar um elemento custa 7 de stamina podendo ficar a Stamina negativa e só os podemos utilizar uma vez a não ser que usemos uns elementos limitados.
Estes elementos limitados substituem as poções e antídotos porque em Chrono Cross os únicos itens que temos, para além do nosso equipamento, são os Key Items.

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Para além disso sempre que usamos um elemento, o indicador do Field no canto superior esquerdo muda e se tivermos o field todo de uma cor os ataques dessa cor são mais poderosos e podemos fazer um Summon dessa cor.
Em Chrono Cross não existem level ups mas sim Power Ups que ganhamos em batalhas e Stars que ganhamos em batalhas de Boss.

Essas Stars para além de nos aumentarem a nossa grelha são de facto os level ups das personagens. Se a nossa personagem nunca morreu numa batalha de boss ou não está a ser utilizada, os seus status aumentam com as Stars
Mas ainda há mais, em relação ao nosso equipamento não o compramos como nos outros jogos. Aqui, temos de ir a um ferreiro e se tivermos “ingredientes” suficientes podemos criar o nosso equipamento, pagando pelo trabalho claro.

Também existem Summons (isto é um jogo da Square Soft) mas não são tão “gigantescos” como os do de FF8 e golpes combinados como em Chrono Trigger. Infelizmente não são muitos. (ainda que com 45 personagens eles bem que podiam ter disponibilizado pelo menos 20 golpes combinados – mas o X-strike de Serge e Gleen é suficiente).

Eu sei que parece confuso á primeira vista mas, aprende-se rapidamente e claro como em Chrono Trigger em Chrono Cross não há batalhas aleatórias (que na minha opinião não são “Hardcore” mas simplesmente antiquadas e só em raras excepções é que eu acho que devem ser utilizadas).
O pior da jogabilidade recai em só podermos ter 3 personagens na nossa party. Algumas das nossas 45 personagens disponíveis nunca iremos utilizar.

A música foi deixada outra vez a cargo de Yasunori Mitsuda que conseguiu superar o seu anterior trabalho em Chrono Trigger. Apesar das músicas das batalhas normais não serem as melhores, mas também a de Chrono Trigger não era propriamente muito “excitante”.

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De resto as músicas são muito boas sendo a minha favorita “Time’s Scar” que é a música da intro. Encontramos igualmente um remix do velho tema principal do Chrono Trigger (que toca, juntamente com uma pequena demo, se não carregarem “Start” no inicio). Ficamos algo descontentes quando descobrimos que não foi feito também uma remix para o tema da batalha contra o Magus.
Os efeitos sonoros estão muito bons como era de se esperar de um jogo da Square Soft, isto porque raramente nos desapontam com os gráficos e sonoridade.

Depois de acabarmos o jogo, tal como em Chrono Trigger temos a opção de um “Novo jogo”, recomeçamos com o nosso equipamento (excepto se tivermos umas certas espadas secretas) e temos vários extras.

Em nota de conclusão, Chrono Cross é uma sequela fantástica! Alguns fãs podem ficar desapontados com a falta de personagens de Chrono Trigger mas mesmo assim é um dos melhores RPGs da Square Soft.


Autor:Gin-Ryu

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