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Captain Tsubasa (2018)

Tal como muita gente da minha geração, a série original de Captain Tsubasa (キャプテン翼) marcou a minha infância quando passou pela primeira vez em Portugal na RTP. Alvo de alguns remakes desde o seu lançamento, este mais recente chamou-me à atenção por tentar ser o mais fiel possível ao manga original, enquanto simultaneamente coloca a acção da série nos dias de hoje.

Contando com cinquenta e dois episódios, todos aqueles que são familiares com a série original não ficarão propriamente surpreendidos com o conteúdo. “Dividida” em duas partes, a série aborda dois dos arcos mais famosos do manga.

A primeira parte da série foca-se na competição, ainda na escola básica, que coloca pela primeira vez Tsubasa, Misaki e Wakabayashi frente ao F.C. Meiwa de Kojiro Hyuga. Já a segunda passa-se alguns anos depois quando Tsubasa tenta ser tricampeão de juvenis pelo Nankatsu antes de partir para o Brasil, tendo como principal rival o Toho, novamente liderado pelo poderoso Kojiro Hyuga.

Embora Captain Tsubasa J tenha também ficado marcado na minha memória, especialmente pelo arco da história que se foca em Aoi Shingo, este remake de 2018 foi o que me fez sentir mais próximo do original. Com grande foco na história do manga, mas não se alongando demasiado, este versão dá o devido valor a todos os personagens e passa algum tempo a explorar as suas motivações. Se calhar foi a nostalgia a falar mais forte, mas foi sinceramente satisfatório ver personagens como Jun Misugi, Matsuyama, Nitta ou Hiroshi Jito a terem o seu momento ao sol neste novo remake.

Embora seja um remake recente, em que a animação está a um nível bastante bom em largos momentos da série, a verdade é que por vezes cai a níveis abaixo do satisfatório, o que foi uma pequena desilusão, causando alguma distracção quando há uma repentina descida de qualidade. No entanto, há alguns momentos bastante bons, especialmente perto dos últimos episódios onde a animação vai buscar muito ao original do manga para aumentar os níveis de intensidade dos confrontos finais.

A nível de banda sonora, esta distancia-se um pouco do original mais synth dos anos oitenta e aposta numa sonoridade mais sinfónica. Se por um lado perde em termos de nostalgia, por outro lado emparelha bastante bem com os lances de futebol da série, entrando as músicas mais icónicas facilmente na cabeça.

Na minha opinião, especialmente agora que a série está a ser introduzida a um novo público, esta é uma excelente forma para começar para quem não quer investir nos 128 episódios do original de 83. A magia continua lá e mesmo já sabendo a história fiquei colado aos 52 episódios desta nova versão. Com tanto do manga ainda por explorar, espero que o fim desta primeira temporada tenha sido apenas um “Até já!”, porque tenho um grande desejo de ver a continuação da história adaptada aos dias de hoje (nós merecemos Tsubava vs Schneider em 2021 ou 2022).

Escrito por: Nuno Rocha

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