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Butterfly Beast

Quem conhece o mundo editorial do mangá no japão sabe que às vezes é bastante cruel. Foi o que aconteceu com este mangá, onde a autora teve que criar um final à pressa devido ao encerramento da revista Comic Bunch. Contudo a autora não baixou os braços e no ano seguinte conseguiu trazer de volta a sua história num total de 5 volumes publicada na revista Comic Ran, e que esperamos ver na A Seita durante este ano de 2023.

Mas passamos à “primeira temporada” deste mangá intitulado Butterfly Beast da autoria de Yuka Nagate, composta por dois volumes.

O mangá tem a sua ação numa época onde os shinobi já não são precisos face às mudanças socio-políticas da altura. É no distrito de Yoshiwara que vamos conhecer Kocho, a protagonista desta história que tem uma vida dupla. Durante o dia é uma cortesã bastante famosa e à noite uma assassina contratada para matar os shinobi errantes.

No primeiro volume seguimos Kocho nas suas missões encomendadas para aniquilar os ditos shinobi errantes. Temos pequenas histórias que se vão juntando. No segundo volume e, ao contrário do primeiro, composto por várias “pequenas” histórias, vamos ter um arco único. A autora não muda as suas intenções ao desenvolver um caso novo, mas ao mesmo tempo confronta a personagem principal com um acontecimento do passado através da personagem Kagari. Este arco pode ser resumido em poucas palavras, mas ao longo da história vamos reparar em algumas subtilezas que não poupam a personagem principal.

A arte de Yuka Nagate é visualmente atraente. O desenho tem um estilo semi-realista de grande beleza e é bastante detalhado, em especial na caracterização das personagens e na expressividade dos rostos. Os cenários e fundos são bem desenhados e as cenas de acção, apesar de não serem espetaculares, são muito dinâmicas. Apesar de ser uma história passada entre “bordeis e cortesãs”, o sexo raramente é mostrado e quando o é, de nenhuma forma poderá ser considerado sedutor, o que poderá atormentar o leitor. A atmosfera de Butterfly Beast é sombria e penso que foi mesmo uma opção estética da autora.

Quanto à edição em si penso que não há nada a reclamar: páginas coloridas em cada um dos volumes, impressão que não borra, livros flexíveis e agradáveis ao toque. Uma boa entrada no mundo dos mangás para a A Seita.

Em suma, Butterfly Beast de “apenas 2 volumes” é um bom mangá para os fãs do estilo mais “histórico” e em especial do Período Sengoku. Como foi dito, existe uma segunda parte composta por cinco volumes que de certa forma dá continuidade à história que foi abruptamente fechada. Vamos esperar que a editora A Seita os lance durante este ano de 2023.

Escrito por: Fernando Ferreira

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